terça-feira, 4 de dezembro de 2007

ESTE BLOG FOI PREMIADO!

ALGUMAS IMAGENS



FONTES BIBLIOGRÁFICAS

Fonte: Ballet - Arte, técnica, interpretação, de Dalal Achcar



Enciclopédia CD-Rom Encarta


Matérias copiadas das fontes citadas acima.

DARCEY BUSSEL

Darcey Bussel

Darcey Bussel, uma das principais bailarinas do Royal Ballet de Londres, tem uma medalha da Rainha da Inglaterra, um retrato na Galeria Nacional de Retratos e milhares de fãs ao redor de todo mundo. Mesmo assim, esta jovem bailarina de vinte e poucos anos não tem noção de sua fama. Darcey foi descoberta logo em início de carreira por Keneth MacMillan, que a integrou no elenco de seu ballet Concerto, em 1986. Quando fez 19 anos, Keneth criou o ballet O Príncipe de Pagodas para ela. Bussel tem uma longa lista de distinta de repertório, incluindo O Lago dos Cisnes, A Bela Adormecida, O Quebra-Nozes, Apollo, Agon e Giselle.
Bussel traz consigo atletismo e força em seu trabalho, não usual em um mundo que favorece as bailarinas sílfides. Vendo uma apresentação sua, você fica imediatamente de queixo caído por sua precisão, fluidez de movimentos e velocidade.

Quando você começou a treinar? Comecei a freqüentar aulas de ballet todos os sábados quando tinha cinco anos, mas não entrei na Escola de Ballet do Royal até fazer 13 anos. Antes disso, só fazia duas aulas de ballet por semana. Quando cheguei lá, senti-me atrasada em relação às outras garotas, e o primeiro ano foi uma tortura por não saber se estava no caminho certo, pois achava tudo muito difícil. Com a ajuda dos professores, consegui acompanhar a turma rapidamente.

Sua incrível precisão é resultado de anos de treinamento ou é um dom? Acho que é um pouco dos dois. Tecnicamente, essas coisas são aprendidas e você deve ter uma certa habilidade para executar alguns aspectos técnicos. Porém, você precisa ter o corpo certo para fazer um salto ou um movimento controlado e precisa ser ensinada corretamente.

Você se considera "diferente"? Eu sabia que era diferente porque era muito alta e quando fazia aulas havia poucas bailarinas altas - agora existem mais. Eu adoro saltar e sabia que era atlética o suficiente para isso.

Seu corpo atlético foi um encorajamento? Algumas vezes me diziam para 'me conter' porque eu colocava muita energia em tudo. Eu nunca entendi isso até que percebi que eu não colocava energia por querer, era apenas o meu estilo. Mais tarde descobri que algumas coisas precisam de mais energia e outros passos não precisam tanto.

GEORGE BALANCHINE

George Balanchine

Considerado o verdadeiro criador do bailado contemporâneo e um dos maiores influenciadores do mundo da dança de nossos dias, George Balanchine nasceu em São Petersburgo, em 1904, com o nome de Georgi Militonovitch Balanchivadze. Por influência do pai compositor, o jovem bailarino estudou composição e piano no Conservatório de Leningrado, o que se tornaria no futuro a base para ser considerado pelos críticos como "o coreógrafo de maior conhecimento musical de nossos tempos".
Ingressando na Escola Imperial em 1914, formou-se na mesma instituição sete anos depois, mas já agora com o nome de Escola de Bailado do Estado Soviético. Estreou como coreógrafo em 1923, com um pequeno grupo de bailarinos entre os quais Alexandra Danilova. No ano seguinte, a pequena companhia que tinha o rótulo de "Os Bailarinos do Estado Russo", aproveitou uma turnê pelo estrangeiro para fugir para o mundo ocidental. Foi quando Balanchine ingressou com seus bailarinos na Companhia de Diaghilev, criando coreografias importantes como La Pastorale, Jack in the Box e Triumph of Neptune. Com a morte de Diaghilev, tornou-se o primeiro coreógrafo do Ballet de Monte Carlo, produzindo então La Concurrence, Cotillon e Le Bourgeois Gentilhomme. Nessa ocasião, descobriu e lançou talentos como Baronova e Toumanova. A seguir, criou uma série de obras para Les Ballets 1933 de Edward James, entre os quais Mozartiana, Errante, Songes e Os Sete Pecados Capitais.
A convite de Lincoln Kirstein, Balanchine partiu para os Estados Unidos em fins de 1933 para fundar a Escola de Bailado Americano. Desde então, numa sucessão de trabalhos e aventuras que culminou com a fundação do New York City Ballet, Balanchine passou a liderar o bailado na América do Norte juntamente com Kirstein. Considerado como o mestre no bailado abstrato com base de inspiração na música, George Balanchine é um dos mais brilhantes, talentosos e férteis coreógrafos de nossa época, influenciando outros coreógrafos como William Dollar, John Taras e Todd Bolender. Como diretor artístico, além de coreógrafo, Balanchine tende a menosprezar o cenário e os figurinos, em parte por razões financeiras, em parte devido às suas çoncepções sobre a relação entre a música e o movimento. A produção de Balanchine como coreógrafo já ultrapassou 80 bailados. Os mais importantes sendo: Serenade, Le Baiser de la Fée, Ballet Imperial, Night Shadow, Theme and Variations, Quatro Temperamentos, Sinfonia in C, Agon, A Valsa, Western Sinfonia, Liebeslieder Walzer, Sonho de uma noite de verão, Jewels, Le Bourgeois Gentilhomme. Faleceu em abril de 1983.

VASLAV NIJINSKY

Vaslav Nijinsky

Figura enigmática, de temperamento taciturno e introvertido, Nijinsky tornou-se um símbolo na mitologia da dança, conquistando um lugar legendário. Nijinsky, de origem polonesa, nasceu em Kiev, na Ucrânia, em 28 de fevereiro de 1890, filho de Thomas Nijinsky (bailarino famoso em sua época) e Eleonora Bereda, aluna da Escola Estadual de Ballet de Varsóvia. Com 10 anos de idade foi aceito na Escola Imperial de Ballet de São Petersburgo, tendo Nicholas Legat como mestre. Foi logo considerado aluno brilhante em ballet, mas preguiçoso em outros estudos. Graduou-se na Escola Imperial em 1908, dançando o papel de Don Juan, com coreografia de Michel Fokine. A crítica rapidamente notou a sua admirável leveza e elevação. Poucos meses mais tarde conheceu Serge Diaghilev, de quem se tornou grande amigo. Foi o primeiro bailarino da companhia que Diaghilev apresentou em maio de 1909 em Paris, quando dançou O Pavilhão de Armida, La Sylphide, Príncipe Igor e Cleopátra, todos com coreografia de Fokine.
O ano de 1910 reservou-lhe novas criações adequadas a valorizar seus dons excepcionais: em Harlequinade, criou um gracioso Arlequim, em Sherazade esteve soberbo e admirável. Durante a temporada de 1911, Nijinsky criou dois dos melhores papéis de seu repertório em O Espectro da Rosa e Petrouchka, obtendo um sucesso fenomenal. Sua primeira criação coreográfica foi L'Aprés Midi d'un Faune, com música do prelúdio de Debussy. O sentido erótico dessa obra causou grande escândalo inicial, mas se impôs por sua originalidade.
Primeiro bailarino do grupo de Diaghilev, Nijinsky casou-se com Romola Pulsky, jovem bailarina do corpo de baile, enquanto a companhia se apresentava em Buenos Aires. Logo que soube do casamento, Diaghilev, que se encontrava na Europa, telegrafou-lhe demitindo-o da companhia e retirando-lhe sua amizade e proteção. Na primavera de 1914, Nijinsky organizou sua própria companhia em Londres, tendo fracassado pela falta de prática como diretor de uma trupe, e também pela doença dos nervos que o atacou. Nijinsky piorou no internamento durante a guerra, como prisioneiro civil na Hungria, país de origem de sua esposa.
Nijinsky voltou a dançar na companhia de Diaghilev quando esta viajou para os Estados Unidos. Depois da turnê o bailarino organizou seu grupo com elementos da companhia de Diaghilev, criando um novo e último bailado, Til Eulensiegel, que foi apresentado poucas vezes. Depois de duas novas turnês pelos Estados Unidos e uma pela América do Sul ele voltou à Europa, fixando-se na Suíça.

MICHEL FOKINE

Michel Fokine

Filho de um comerciante abastado, Michel Fokine nasceu em São Petersburgo a 26 de abril de 1880. Com nove anos ingressou na Escola lmperial de Bailados, anexa ao Teatro Marinsky. Estudou com Platon Karsavin, Pavel Guerdt e Nicholas Legat. Graduou-se em 1898, entrando para o corpo de baile do Teatro Marinsky como solista. Tornou-se logo um bailarino de primeira categoria, começando a lecionar em 1902. Três anos mais tarde criou as coreografias dos seus primeiros bailados: Acis e Galatea para o espetáculo anual dos alunos e A Morte do Cisne para Anna Pavlova. Aceitou um convite de Serge Diaghilev para ser coreógrafo da temporada dos Ballets Russos, realizada em Paris em 1909. Essa oportunidade deu a Fokine prestígio internacional. Durante mais de 30 anos criou inúmeros bailados de sucesso.
Fokine é considerado o maior expoente na coreografia do século XX, conhecido também como excelente bailarino, grande reformador das concepções tradicionais do ballet e coreógrafo inspirado. Dançou com as maiores estrelas da época, a começar por Pavlova. Como renovador, é para o século XX o que Noverre foi para o século XVlll e exerceu profunda e benéfica influência em todos os ramos da arte coreográfica. Sua sensibilidade para a música é sentida na integração, sempre perfeita, entre seus bailados e o repertório musical.
Sua obra é das mais variadas. lnclui o romantismo de Carnaval, o neo-classicismo de La Sylphide, a intensidade bárbara das Danças Polovtsianas do Príncipe lgor, a poesia de O Espectro da Rosa, o sensualismo de Scheherazade, a tragi-comédia de Petrouchka, a beleza da antiguidade grega de Daphnis e Chloé, o burlesco mordaz de Le Coq d'or. Michel Fokine criou bailados em quase todos os grandes teatros da Europa e da América e a maioria deles permanece ainda hoje no repertório das companhias internacionais. Fokine morreu em Nova lorque em 1942.

MARIUS PETIPA

Marius Petipa

Marius Petipa chegou na Rússia em 1847, após o diretor do Teatro Maryinsky tê-lo oferecido a posição de primeiro bailarino e um salário de 10.000 francos por ano. Ele permaneceu ali pelo resto da vida. Petipa revestiu a arte que havia se estagnado em demonstrações virtuosas da técnica clássica apresentadas sem um conteúdo dramático. Sob sua direção artística, a Rússia se transformou no país-líder do ballet. Ele coreografou aproximadamente 60 peças, introduziu o conceito de balé de longa-metragem e construiu o repertório da companhia Russa.
Como coreógrafo, Petipa deu muito de sua atenção às passagens de solistas, marcando cada passo para suavizar as capacidades de seus bailarinos e conscientemente esculpindo os bailarinos à forma estrutural da música. Trabalhando com colaboradores de primeira classe como Tchaikovsky, Petipa foi capaz de coreografar obras-primas que são executadas até hoje. Seu senso teatral o ajudou a dar efeitos de palco que eram convincentes. Ele acreditava em dançar pelo amor da dança.
Como instrutor da Escola Imperial, Petipa aprimorou ainda mais a técnica da dança e suas coreografias. Atingiu o seu apogeu como coreógrafo em 1890. Sua produção de A Bela Adormecida atingiu um sucesso estrondoso, e foi seguido de grandes trabalhos como Dom Quixote, La Bayadère e Zoraya. Também vieram Cinderela, uma versão completa de O Lago dos Cisnes, Raymonda e Harlequinade, entre outros. A Bela Adormecida permanece como o ponto mais alto da união de Tchaikovsky e Petipa; é o apogeu do Ballet Clássico Russo.

RUDOLF NUREYEV

Rudolf Nureyev

Rudolf Nureyev nasceu na Rússia Soviética, se transformando num dos mais celebrados bailarinos do século XX e o primeiro homem "superstar" do mundo da dança desde Vaslav Nijinsky. Ele espantava o público com seus giros e saltos espetaculares, mas era seu temperamento apaixonado e sentimental que o fez um fenômeno. Nureyev estudou a dança e sua técnica no Ballet Ufa. Era um estudante incrível, mas rebelde: na Escola de Ballet de Leningrado de 1955 a 1958, pulou do corpo de baile e se formou no Kirov Ballet, já como solista. Três anos mais tarde, em 17 de junho de 1961, quando estava em turnê com o Kirov em Paris, Nureyev quebrou a barreira da segurança soviética e pediu asilo de oficiais no aeroporto de Le Bourget. Nos meses seguintes, se apresentou em Paris, Nova York, Londres e Chicago, mas seu auge foi atingido em 1962, quando ele fez par com a aclamada bailarina Margot Fonteyn, do Royal Ballet.
O magnífico virtuosismo de Nureyev se mostrou um contraponto à elegância matura de Fonteyn, e logo sua parceria rejuvenesceu a carreira da moça e estabeleceu a dele. Fora sua ligação ao Royal Ballet como um 'permanente artista convidado' por vinte anos, Nureyev não era afiliado com a companhia de dança. Trabalhou como artista convidado pelo mundo inteiro, tanto como bailarino quanto como coreógrafo. Nos anos 70, Nureyev se envolveu com a tevê e com o cinema. Também fez tour nos EUA como o Rei de Sião, numa relembrança do clássico musical da Broadway 'O Rei e Eu'. Mesmo se tornando um cidadão austríaco em 1982, ele passou grande parte de sua vida em Paris, onde era o diretor e principal coreógrafo do Ballet da Ópera de Paris. Em 1989 ele dançou na União Soviética pela primeira vez desde que a abandonara. Nureyev fez sua última aparição pública em outubro de 1992, como diretor na estréia parisiense de uma nova produção de La Bayadère.
Nureyev morreu em 1993, em Paris, França.

JEAN - GEORGES NOVERRE

Jean-Georges Noverre

Dançarino, coreógrafo e escritor de dança francês, Noverre nasceu em 1727 em Paris. Revolucionário em suas concepções, como provam suas Lettres sur la danse et les ballets (1760), quis romper com tudo o que tornava pesada a tradição clássica (máscaras, vestidos com anquinhas, saltos altos) e criou novas regras e novos suportes (música, cenários, mise-en-scène). ALgumas lições deste livro ainda são atuais. Inventor do ballet de ação, colaborou com Gluck (Medéia e Jasão, 1763) e Mozart (Les petits riens, 1778). Entre suas atividades, Noverre exerceu a de professor de dança, que ensinou até mesmo Maria Antonieta. Morreu em Saint-Germain-en-Laye, em 1810

SERGE DIAGHILEV

Serge Diaghilev

O nome de Diaghilev ocupa lugar de destaque na história da dança contemporânea pela inestimável contribuição de seu trabalho renovador e por ter apresentado o ballet russo ao mundo ocidental pela primeira vez. Filho de pais nobres, Serge nasceu na província russa de Novgorod a 19 de março de 1872. Dotado de rara sensibilidade, dividia o seu tempo entre múltiplas atividades artísticas. Promovendo exposições e concertos, a exemplo da primeira exposição de impressionistas franceses na Rússia (1899-1900) e as Noites de Música Contemporânea (1901), com execuções de obras de jovens compositores russos e estrangeiros como Debussy, Ravel e Dukas. Encorajado por numerosas personalidades parisienses, Diaghilev organizou com sucesso exposições de arte ora na capital francesa ora em São Petersburgo, chegando a fundar nesta última cidade o jornal Mir Isskoustva (O Mundo da arte).
O ballet só entrou definitivamente na vida de Serge Diaghilev no dia em que ele assistiu a famosa bailarina italiana Virgínia Zucchi dançar no Teatro Imperial de São Petersburgo. Seu primeiro trabalho no novo setor foi a supervisão da remontagem completa do ballet Sílvia. No primeiro semestre de 1909, promoveu com êxito absoluto a temporada do Ballet Russo do Teatro Chatelet de Paris, chamando a atenção pela suntuosidade do espetáculo e pela perfeição do conjunto que tinha em seu elenco: Vaslav Nijisnky, Anna Pavlova, Michel Fokine, Tamara Karsavina, Adolph Bolm, Vera Karalli, Mikhail Mordkin. Esses espetáculos marcaram o início de uma revolução da arte teatral do Ocidente, particularmente no ballet.
Exibindo-se em vários teatros do Ocidente, a companhia de Ballets Russes de Diaghilev estreou no Teatro Municipal do Rio de Janeiro em 17 de outubro de 1913, com La Sylphide, Le Spectre de la Rose, Le Pavillon d'Armide e Danças Polovtsianas do Príncipe Ígor.
No começo da Grande Guerra de 1914, Diaghilev permaneceu um ano em Veneza, mudando-se depois para a Suíça, onde recebeu convite de Otto Kahn, diretor do Metropolitan Opera House, para se apresentar nos Estados Unidos. Essas turnês alcançaram retumbante sucesso com reprises anuais. O Principiado de Mônaco contratou a Companhia de Diaghilev em 1923 para a Ópera de Monte Carlo, com o novo nome de Ballets Russes de Monte Carlo.

MIKHAIL BARYSHNIKOV

Mikhail Baryshnikov

Ele nasceu no dia 27 de janeiro de 1948 em Riga, Letônia (filho de pai mecânico e mãe costureira). Resolveu ser bailarino meio tarde (tive minha primeira aula de ballet aos 12 anos, quando em geral se começa aos 8), mas quando tinha 15 anos, foi aceito pelo balé de Leningrado e aos 18 fez sua estréia profissional com o famoso Ballet Kirov, dançando Giselle. No dia 30 de junho de 1974, enquanto excursionava pelo Canadá com o Bolshoi, resolveu fugir da Rússia, indo para o Canadá e depois para os Estados Unidos, onde quase de imediato se transformou no bailarino mais disputado e caro do mundo. Seu nome tem sido ligado, romanticamente, ao de muitas mulheres famosas: Liza Minelli, Bianca Jagger, Shirley MacLaine, Jessica Lange, Jackie Onassis, Leslie Browne, Gelsey Kirkland (considerada a melhor bailarina norte-americana). Enquanto Misha (gosto muito deste apelido que me deram) admite que teve caso com algumas delas, diz que não é feliz, apesar de toda sua fama e riqueza. Continua um solitário em seu país adotivo (às vezes fico melancólico, me sinto muito russo) e vive sozinho com seu poodle La Goulue numa cobertura de Nova Iorque. Muita gente pensa que Misha estreou no cinema em Momento de Decisão (não é verdade, fiz um filme na Rússia, Fiesta, baseado no conto de Hemingway). Hoje recebe propostas diárias para fazer outros filmes e parece que acabará aceitando o papel central de Nijinski, que o diretor Herbert Ross está preparando para 79. Bebe e fuma demais, tem paixão por discotecas e comida chinesa, Mozart e musicais da Brodway.

ANA BOTAFOGO

Ana Botafogo

Primeiros Passos Ana Maria Botafogo Gonçalves Fonseca nasceu sob o signo de Câncer às 8:35h de um 9 de julho.
De forma tranqüila e fruto de uma família harmoniosa, centrada na região católica, chegou ao mundo essa carioquinha da Urca, descendente de um dos povoadores da cidade do Rio de Janeiro - João de Souza Pereira Botafogo, que deu origem ao nome do bairro.
Bem cedo a pequena Ana já dava sinais de uma personalidade bem especial, mostrando pequenas nuances que costumam acompanhar e distinguir os artistas. A menina era musical, maleável, ativa, curiosa e, embora tímida, era sobretudo muito detalhista e atenta.
Apesar dos dotes latentes, nada foi forçado na infância de Ana Maria. a formação artística veio como um complemento normal de sua educação. aos seis anos de idade, entrou para a bandinha do Conservatório de Música da Urca, integrando o naipe dos triângulos.
O único interesse dos pais era que a menina desenvolvesse sua musicalidade e gostasse das artes.
Aos poucos, segundo a mãe, Ana demonstrou que tinha inclinação artística. Muito atenta e compenetrada no que fazia, foi progredindo e se sobressaindo.
Do triângulo passou para o balé clássico, ainda no Conservatório da Urca, tendo aulas com Luciana Bogdanich, bailarina do Teatro Municipal, na época.
Sua inteligência e sua musicalidade já despertavam a atenção dos professores.
O primeiro veredicto de que Ana cumpriria a carreira de bailarina veio nas palavras da pianista que acompanhava as aulas no Conservatório da Urca.
- Ela vai ser bailarina, porque bailarina não é só pés, é sobretudo cabeça - sentenciou.
Mas a menina tímida, "um pingo de gente', como a definia a família, também foi se sobressaindo em outras áreas. No tradicional colégio da Urca, Cristo Redentor, sempre foi das primeiras alunas da turma, medalha de prata nas três séries primárias e medalha de ouro e prata na quarta série - prêmio só para quem já possuía as outras três medalhas. Não por acaso, d. Ivone Furtado, fundadora e diretora do colégio, sempre a incluiu entre os alunos brilhantes.

ALESSANDRA FERRI

Alessandra Ferri

Alessandra Ferri nasceu em Milão, na Itália, e estudou na Escola de Ballet do Teatro Alla Scala; com quinze anos ganhou uma bolsa do Conselho Britânico, concedida pela primeira vez a uma bailarina, e foi para Londres continuar sua formação na Escola do Royal Ballet. Em 1980 integra-se à companhia, depois de ter vencido o "Prix de Lausanne", um concurso internacional para estudantes de dança. O ano de 1983 foi o de sua confirmação: aos 19 anos conseguiu o 'cargo' de bailarina principal da companhia. Sir Kenneth MacMillan a escolheu como protagonista de seus trabalhos, como Romeu e Julieta, Manon, Mayerling, e criou para ela A Diferent Summer e Valley of Shadows. Recebeu a mais alta comenda britânica e foi indicada como Bailarina do Ano pela revista Dance and Dancers e pelo New York Times.
Alessandra migrou para o American Ballet Theatre durante a administração de Mikhail Baryshnikov, no ano de 1985, e acompanhou a companhia em uma turnê mundial. No ano seguinte estreou no cinema com o filme 'Emoções', no qual faz par com Baryshnikov. A bailarina conseguiu o feito de ser convidada para se apresentar com o Paris Opera Ballet no espetáculo Carmen (1992), de Roland Petit, feito alcançado por pouquíssimos artistas. Também estrelou o filme para a TV intitulado La Luna Incantata, que recebeu um prêmio no Festival de Cannes. Seguiu a década de 90 sempre com muitos trabalhos. Em 1997 publicou o livro 'Aria', do qual é modelo e co-autora junto com o fotógrafo Fabrizio Ferri.
Alessandra Ferri, além de ser excelente bailarina, consegue dar o tom certo a personagens que precisam de alto grau de interpretação. Por isso fica tão maravilhosa nos papéis de Giselle, Julieta e Manon. É uma exceção dentro do ballet italiano, que nos últimos tempos tem enfrentado uma estagnação e não produz nenhuma grande estrela para o cenário da dança mundial.

GALINA ULANOVA

Galina Ulanova

Descendente de uma família de bailarinos, Galina Ulanova nasceu em São Petersburgo, em 1910, filha de Maria Romanova, bailarina clássica e professora de coreografia, e de Serge Ulanov, maître de ballet. Ulanova é, sem dúvida, uma descendente direta das grandes bailarinas do passado, tais como Taglioni ou Pavlova. Tendo estudado numa das melhores escolas do mundo, a Escola Coreográfica de Leningrado, ela revelava um estilo próprio na sua maneira simples de dançar, que fazia ressaltar aos olhos do público ao entrar em cena, antes mesmo de executar um passo. A perfeita combinação plástica dos seus movimentos, a técnica segura e a finura de sua arte, aliadas a uma expectativa misteriosa proveniente de sua personalidade, mantinha o público em agradável suspense. Ulanova e Fonteyn são consideradas as maiores bailarinas do nosso século. De temperamento tímido, suave e de saúde frágil, Ulanova é uma das bailarinas de maior força vital que os palcos já conheceram. Sua dança é extremamente expressiva. Ela interpretou os papéis mais diversos devido à sua versatilidade artística.
Ulanova estreou em 1928, dançando em La Sylphide, de Michel Fokine. Logo depois interpretava Odete-Odile em O Lago dos Cisnes na versão de sua mestra Vaganova, marcando o início de sua maturidade artística. Interpretou depois A Bela Adormecida, Giselle, A Fonte de Bakhchissaray, Romeu e Julieta, La Bayadére, todos no Teatro Kirov de Leningrado. No Teatro Bolshoi de Moscou, para cuja companhia foi transferida em 1944, interpretou Cinderela.
Em 1951, Galina Ulanova dançou pela primeira vez para o mundo ocidental em Florença. Dançou em Londres Romeu e Julieta, pela primeira vez, em 1956. Ulanova foi condecorada como Artista Nacional pelo Governo Soviético em 1940 e recebeu o prêmio Stalin em 1946. Artista completa, universalmente conhecida, Ulanova tornou-se um ídolo de todas as platéias, quer soviéticas ou estrangeiras. Hoje afastada do palco, Galina ensina sua arte no Teatro Bolshoi.

TAMARA KARSAVINA

Tamara Karsavina

Nascida em São Petersburgo em 1885, foi formada pela Escola Imperial e entrou no Teatro Marinsky já como solista, em 1902. Em 1909 passou à primeira bailarina.
Sofreu grande influência artística de Fokine que, naquela época, encontrou em Karsavina sua inspiração. Participou, com Nijinsky, como primeira figura do Ballet Russo de Diaghilev, até o final da companhia.
Foi aí que Fokine criou, com ela, os imortais ballets La Sylphide, Carnaval, Petrouchka, O Espectro da Rosa, entre muitos outros.
De grande inteligência, finura e expressividade, foi durante toda a vida uma maravilhosa bailarina apreciada no mundo inteiro. Karsavina é hoje, talvez, junto com Fonteyn, a bailarina mais querida, amada e respeitada, tanto pelo público quanto pelos seus colegas.
Mais tarde, morando na Inglaterra e casada com um diplomata inglês, Karsavina foi vice-presidente da Royal Academy of Dancing, onde deu muito de seus ensinamentos e ajudou a criar uma escola de estilo inglês baseado no russo. Ensaiou e ajudou Margot Fonteyn em vários trabalhos, especialmente no Pássaro de Fogo e em Giselle, além de ensinar e ajudar Ashton no primeiro ato de La Fille Mal Gardée.
Até o final de sua vida, com a mente sempre lúcida, orientou vários artistas e professores. Escreveu Theatre Street, livro considerado um dos clássicos da literatura de ballet.

MARIE SALLÉ

Marie Sallé

Nascida em 1705, estreou em 1721 na Ópera de Paris, dançando Les Fêtes Venetiennes. Celebrizou-se por sua inteligência. Aboliu o costume de dançar com máscaras, suprimiu as perucas monumentais usadas na época, introduzindo a naturalidade e a sobriedade na indumentária. Dançou muito em Londres, falecendo em 1756.

LA CAMARGO

La Camargo - Marie Anne Cupis de Camargo

Dançarina francesa, La Camargo nasceu em 1710, em Bruxelas, e morreu em 1770 em Paris. Excelente na batterie, muito aplaudida nos tambourins de Rameau, triunfou nas óperas e balés-óperas de Campra, Destouches e Mouret. Devido à sua virtuosidade, executou entrechats e cabrioles, até então passos reservados à dança masculina.

MARGOT FONTEYN

Margot Fonteyn

Ao comentar uma atuação de Margot Fonteyn, o importante crítico inglês Richard Buckle confessou que preferia falar mais sobre o que a bailarina expressava em dança do que executava em passos, porque de há muito Margot Fonteyn havia ultrapassado o ponto em que fosse preciso discutir sua performance física, quer num papel novo ou já conhecido. "Existe uma espécie de barreira do som acima da qual a dança - agitação de braços e pernas - torna-se uma força moral".
O mesmo conceito aplica-se à carreira desta dançarina inglesa de sangue brasileiro. Torna-se inútil repetir dados biográficos ou cronológicos, pois muito mais importante do que fez ontem é o que ela significa neste momento. Como Pavlova foi para uma geração anterior um símbolo da dança clássica, Fonteyn simboliza hoje o ballet - o ballet inglês em particular e o ballet como se pratica hoje, em geral. Modelo da bailarina ideal em forma e espírito, modelo das proporções clássicas e da musicalidade da dança, modelo de integridade profissional, de humildade artística, de idealismo, Margot Fonteyn personifica ainda as realizações e conquistas do ballet ocidental nestes últimos 50 anos.
Desde sua estréia em 1934, aluna e adolescente, Margot Fonteyn cresceu e desenvolveu-se com sua companhia The Royal Ballet, internacionalmente famoso com o maior conjunto de ballet ocidental, que teve sempre como fator principal de sua ascenção, em qualidade e popularidade, a pequena Margot - de solista a primeira dançarina, de ballerina a prima-ballerina absoluta e que, no seu modesto esplendor, ultrapassou as fronteiras do ballet britânico para firmar-se e ser confirmada a maior dançarina de nossa época.
Para ser a maior ballerina contemporânea, Margot Fonteyn transforma-se, no universo mágico do teatro, em Odette-Odile, Giselle, Sylvia, Ondine, Cinderela ou a Bayadére, o Pássaro de Fogo ou a Bela Adormecida, Raymonda ou a Peri, Julieta ou Marguerite... mas quando ela deixa essas personagens de sonho para voltar a ser Margot Fonteyn, simples e discreta fora do palco, continua a mais prestigiosa e prestigiada das grandes ballerinas atuais, em posição única no cenário mundial. Foi como decorrência de seu valor que a Rainha da Inglaterra lhe deu as condecorações Commander of British Empire e Dame of British Empire. Doutora honoris causa em literatura pela Universidade de Leeds, em música pelas Universidades de Londres e Oxford e presidente da tradicional instituição de dança: The Royal Academy of Dancing.

FANNY ELSSLER

Fanny Elssler

Grande rival de Marie Taglioni, a austríaca Fanny Elssler (1810-1884) era exatamente o oposto da grande bailarina. Fanny era mais viva, mais humana, mais sensual, conhecida como a dançarina "pagã", enquanto Taglioni era a "cristã". Ficou famosa também pelas danças folclóricas que levou para o ballet, como a tarantela, a gitana e a cachucha (dança espanhola dançada com tal acerto que simbolizou o temperamento exuberante da bailarina).

MARIE TAGLIONI

Marie Taglioni

Não se pode falar na evolução histórica do ballet sem se ressaltar a importância do Romantismo, que foi uma espécie de pedra angular da mensagem estética que prevaleceu através dos tempos. O Romantismo atingiu a idade adulta por volta de 1832, quando uma moça sueca de origem italiana chamada Marie Taglioni (1804-1884) emocionou a platéia da Ópera de Paris dançando La Sylphide. Marie Taglioni se caracterizou por sua mensagem de beleza espiritual, com movimentos e expressões etéreas.
Sua maior rival foi Fanny Elssler, justamente o oposto de Taglioni.



La Sylphide

Ballet em dois atos. Coreografia de Filippo Taglioni e música de Jean Scheitzhoeffer. História de Adolphe Hourriet e cenários de Pierre Cicere. Figurinos de Eugene Lami. A primeira apresentação foi realizada no Teatro da Academia Real de Música de Paris, em 12 de março de 1832. Quem estrelou o ballet foi Marie Taglioni, filha do coreógrafo.

MARIE TAGLIONI

Marie Taglioni

Não se pode falar na evolução histórica do ballet sem se ressaltar a importância do Romantismo, que foi uma espécie de pedra angular da mensagem estética que prevaleceu através dos tempos. O Romantismo atingiu a idade adulta por volta de 1832, quando uma moça sueca de origem italiana chamada Marie Taglioni (1804-1884) emocionou a platéia da Ópera de Paris dançando La Sylphide. Marie Taglioni se caracterizou por sua mensagem de beleza espiritual, com movimentos e expressões etéreas.
Sua maior rival foi Fanny Elssler, justamente o oposto de Taglioni.

domingo, 2 de dezembro de 2007

"ESPECIAL ACADEMIA"

Fui ao espetáculo!

Teatro Itália...São Paulo.

Noite de sábado...uma linda noite nem quente ,nem fria.

À porta do teatro a impaciência para ver as bailarinas..a técnica.. o figurino..

Abre-se a porta e quero ser a primeira a entrar,não posso escolher a poltrona,são numeradas,tenho que ficar no local designado no ingresso.

Ah,tive sorte.local bom,na frente é lá que gosto de ficar ..isso mesmo no gargarejo..rs

Lá posso ouvir as sapatilhas tocando levemente o solo..como se estivessem o tempo todo pairando no ar.


Mal posso esperar o início.

E toca a sineta..uma ...duas ..pronto à terceira vai começar.

Depois de alguns avisos de praxe;não filmem ,não tirem fotografias,desliguem os celulares..começa o espetáculo.

"A MAGIA DO BALLET"


Que lindo foi!

Divino!

Parabéns aos diretores
aos professores
às bailarinas
A todos,que de qualqueer maneira contribuiram, para que eu e outras pessoas pudessemos ver tanta dança de boa qualidade,com graça e leveza.

A cada dança,uma emoção,a cada salto o coração batendo mais forte.
Que pena...acabou...

Foi tão bom...as horas passaram e nem senti..
Queria mais.

Obrigada.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Anna Pavlova

Anna Matveievna Pavlova (São Petersburgo, 12 de fevereiro de 1881 — A Haia, 23 de janeiro de 1931) foi uma bailarina russa, de talento e carisma excepcionais que fascinou o mundo da dança no fim do século XIX e na primeira metade do século XX. Seu extraordinário talento e suas interpretações extremamente pessoais deram um novo sentido ao balé clássico. Também era conhecida como Anna Pavlovna Pavlova.

Anna Pavlova

O flamenco é um estilo musical e um tipo de dança fortemente influenciado pela cultura cigana, mas que tem raízes mais profundas na cultura musical mourisca, influência de árabes e judeus. A cultura do flamenco é associada principalmente a Andaluzia na Espanha, e tornou-se um dos ícones da música espanhola e até mesmo da cultura espanhola em geral.

O "novo flamenco" é uma variação recente do flamenco que sofreu influências da música moderna, como a rumba, a Salsa, o pop, o rock e o jazz.

Originalmente, o flamenco consistia apenas de canto (cante) sem acompanhamento. Depois começou a ser acompanhado por guitarra (toque), palmas, sapateado e dança (baile). O “toque” e o “baile” podem também ser utilizados sem o “cante”, embora o canto permaneça no coração da tradição do flamenco. Mais recentemente outros instrumentos como o “cájon” (uma caixa de madeira usada como percussão) e as castanholas foram também introduzidos.

Muitos dos detalhes do desenvolvimento do flamenco foram perdidos na história da Espanha e existem várias razões para essa falta de evidências históricas:
Os tempos turbulentos dos povos envolvidos na cultura do flamenco. Os mouros, os ciganos e os judeus foram todos perseguidos e expulsos pela inquisição espanhola em diversos tempos durante a “Reconquista”
Os ciganos possuíam principalmente uma cultura oral. As suas músicas eram passadas às novas gerações através de actuações em comunidade
O flamenco não foi considerado uma forma arte sobre a qual valesse a pena escrever durante muito tempo. Durante a sua existência, o flamenco esteve dentro e fora de moda por diversas vezes.
Granada, o último reduto dos mouros, caiu em 1492, quando os exércitos de Fernando II de Aragão e Isabel I de Castela (os reis católicos) reconquistaram esta cidade após cerca de 800 anos de domínio muçulmano. O Tratado de Granada foi criado para assegurar as bases da tolerância religiosa, conseguindo com isso que os muçulmanos se rendessem pacificamente. Durante alguns anos existiu uma tensa calma em Granada e à sua volta, no entanto, à inquisição não lhe agradava a tolerância religiosa relativamente aos judeus e aos muçulmanos e conseguiu convencer Fernando e Isabel a quebrarem o tratado e a forçar os judeus e os mouros a converterem-se a cristianismo ou deixarem a Espanha de vez. Em 1499, cerca de 50.000 mouros foram coagidos a tomar parte de um baptismo em massa. Durante a rebelião que se seguiu, as pessoas que recusaram baptizar-se ou serem deportadas para África, foram pura e simplesmente eliminadas. Como consequência desta situação, assistiu-se à fuga de mouros, ciganos e judeus para as montanhas e regiões rurais.

Foi nesta situação social e economicamente difícil que as culturas musicais de judeus, ciganos e mouros começaram a fundir-se no que se tornaria a forma básica do flamenco: O estilo de cantar dos mouros, que expressava a sua vida difícil na Andaluzia, as diferentes “compas” (estilos rítmicos), palmas ritmadas e movimentos de dança básicos. Muitas das músicas flamencas aindas reflectem o espírito desesperado, a luta, a esperança, o orgulho e as festas nocturnas durante essa época. Música mais recente de outras regiões de Espanha, influenciaram e foram influenciadas pelo estilo tradicional do flamenco.

A primeira vez que o flamenco foi mencionado na literatura, remonta a 1774 no livro “Cartas marruecas” de José Cadalso. No entanto a origem do termo “flamenco” continua a ser assunto bastante debatido. Muitos pensam que se trata de um termo espanhol que originalmente significava flamengo (“flamende”). Contudo, existem outras teorias. Uma das quais, sugere que a palavra tem origem árabe, retirada das palavras “felag mengu” (que significa algo como “camponês de passagem” ou fugitivo camponês”)

Durante a chamada época de ouro do flamenco, entre 1869 e 1910, o flamenco desenvolveu-se rapidamente nos chamados “cafés cantantes”. Os dançarinos de flamenco também se tornaram numa das maiores atracções para o público desses cafés. Ao mesmo tempo, os guitarristas que suportavam esses dançarinos, foram ganhando reputação e dessa forma, nasceu, como uma arte própria, a guitarra do flamenco. Julián Arcas foi um dos primeiros compositores a escrever música flamenca especialmente para a guitarra.


Pintura de Edouard ManetA guitarra flamenca,e a muito parecida guitarra clássica, é descendente do alaúde. Pensa-se que as primeiras guitarras terão aparecido em Espanha no século XV. A guitarra de flamenco tradicional é feita de madeira de cipreste e abeto, é mais leve e um pouco menor que a guitarra clássica, com o objectivo de produzir um som mais agudo.Em 1922, um dos maiores escritores espanhóis, Federico García Lorca e o compositor de renome Manuel de Falla organizaram a “Fiesta del cante jondo”, um festival de música folclórica dedicada ao “cante jondo”. Fizeram-no a fim de estimular o interesse no flamenco que nessa altura estava fora de moda. Dois dos mais importantes poemas de Lorca, “Poema del cante jondo” e Romancero gitano”, mostram a fascinação que este tinha pelo flamenco.

FLAMINGO

Bailarinos Famosos



Anna Pavlova
Marius Petipa
Mikhail Baryshnikov
Margot Fonteyn
Ana Botafogo
Galina Ulanova
Isadora Duncan
Rudolf Nureyev
Cecília Kerche
Sylvie Guillem
George Balanchine
Maria Taglioni

ESTILOS DE BAILARINA

Tipos fisicos

Longilíneo - Pessoa alta, magra, pouco busto, quadris estreitos, pode usar qualquer modelo de figurino, podendo evitar, naturalmente as listras verticais.
Altura entre 1,70 e 1,75m.

Longilíneo miniatura - Apresenta as mesmas características do tipo físico anterior, porém com 1,60m de altura.

Triangular - Pessoas com ombros e bustos pequenos e, quadris avantajados,
devem evitar saias rodadas, pregas e cintura marcada.

Triangular invertido - Busto desenvolvido, ombros largos e quadris estreitos,
os que possuem estas características esquivem-se das saias justas, mangas bufantes, babados na altura do busto e usar decotes em forma de V.

Simétrico - O tipo que tiver busto e quadris com a mesma medida e a cintura não muito fina, deve fugir das roupas colantes.

Nórdico - Altas e fortes, busto e quadris com a mesma medida, cintura não muito fina, com altura acima de 1,68m, não podem usar roupas cheias de detalhes, nem estampas chamativas.

Cheinho - Linhas bem acentuadas, mas gordinha, não deve vestir roupas que marquem o contorno do corpo
e nem listras horizontais.


(fonte: Revista Você e a Dança - set/out/97. Por Carlos Aguero)

DICIONÁRIO DE BALLET

Double

Écarté

Échappé

Échappé sur les pointes

Effacé, effacée

Élévation

Entrechat

Entrechat six

Épaulement

Exercises à la barre

Extension

Face, en
Face, en
[ahn fahss]
De frente (para o público); É uma das posições bastante habituais do balé clássico, principalmente devido às suas raízes históricas, em que os súditos jamais deveriam dar as costas ao soberano em uma atitude de subserviência ao rei.
Fish dive

Fondu, fondue

Fouetté

Fouetté en tourant

Fouetté rond de jambe en tournant

Francesa, escola

Gateway, the

Glissade

Grand, grande

Italiana, escola

Jambe

Jeté

Jeté battu

Jeté entrelacé

Jeté, grand

Jeté, grand in attitude

Jeté, petit

Labanotation

Leçon (Class)

Ligne

Manèges

Mazurka (mazurek)

Methods

Mime

Neuf

Notation

Ouvert, ouverte

Pas

Pas de bourrée

Pas de bourrée couru

Pas de chat

Pas de deux

Pas de deux, grand

Pas de quatre

Pas de trois

Pas de valse

Pas marché

Penché, penchée

Petit, petite

Pieds, cinq postions des (Five postions of

Piqué

Pirouette

Pirouette à la second, grande

Pirouette piquée

Plié

Pointes, sur les
Pointes, sur les
[sewr lay pwent]
Sobre as pontas. Trabalho de elevação em que o peso do corpo é sustentado pelos dedos ( tarsos ) dos pés sendo protegidos por uma sapatilha própria para tal fim. É uma das conquistas do romantismo no balé, simbolizando o distanciamento do solo e a impressão de "etéreo", busca do sobrenatural, fuga da realidade. Também usado no singular, "sur la pointe." Consta que a primeira bailarina a usar sapatos de ponta como recurso artístico no século XIX, elevando-se sobe os mesmos entre 1820 e 1830 foi Marie Taglioni. Antes desta data, as bailarinas Grosselin e Istomia são apontadas como as pioneiras no uso de pontas. Somente a partir de 1860 é que começaram a aparecer sapatilhas especialmente feitas para este fim, sendo que antes usava-se algodão para fazer o enchimento e proteção dos dedos dos pés pois não haviam sapatilhas especiais. Um dos primeiros balés dançados com pontas foi La Sylphide (1832). O trabalho de pontas, devido ao estigma do romântico, da sensação de levitação, do fragilização da mulher, do distanciamento do solo ( marcas do balé clássico), foi muito pouco explorado pelos coreógrafos na dança masculina, sendo que vale lembrar que os cossacos, na Ucrânia e Georgia, há séculos já dançavam nas pontas das botas em suas danças folclóricas. Alguns exemplos do uso das pontas são: o piqué, relevé ou sauté.
Pointe shoes

Poisson

Polonaise

Port de bras

Porté, portée
Porté, portée
[pawr-TAY]
Carregar.Referência também dada a um passo em que o movimento se estende no espaço produzindo a sensação de prolongamento e vôo no espaço sendo que a pessoa é sustenta por outra durante a execução do passo, como por exemplo um assemblé dessus porté; ou quando a pessoa é carregada onde a dançarina é sustentada pelo dançarino. Na dança contemporânea essa função que há muito era exclusiva dos homens também se aplica às mulheres que também podem carregar o parceiro ou parceira.
Premier, première

Promenade, tour de

Quatre

Quatrième

Relevé

Retiré

Rise

Rolling

Romântico, balé

Rond de jambe

Rond de jambe à terre

Rond de jambe en l'air

Royale

Russian School

Saut de basque

Sauté, sautée

Seconde, à la

Sept

Sickling

Sissonne

Sissonne fermée

Sissonne ouverte, grand

Six

Supporting leg

Temps lié sur les pointes

Terre, à
Terre, à
[a tehr]
No chão. Este termo indica: (1) este termo indica que a base de suporte dos pés está no chão; (2) que os passos realizados com extensão e distanciamento como por exemplo os tendus, deverão estar em contato com o chão. É a oposição à elevação do solo ou o distanciamento do chão.
Tour de force

Tour en l'air
Tournant, en
[ahn toor-NAHN]
Em torno. Indica que o corpo está executando um giro em torno de si mesmo em um determinado salto ou movimento de deslocamento no chão. Por exemplo, assemblé en tournant.


*Tour jeté See Jeté entrelacé

Tournant, en

Trois

Troisiéme

Turn-out

Tutu

Vaganova, Agrippina

Variation

Virtuoso

Working leg

DICIONÁRIO DE BALLET

Demi-pointes, sur les
Demi-pointes, sur les
[sewr lay duh-mee-PWENT]
Sobre a meia ponta. O peso do corpo é transferido para a região dos metatarsos sendo que auxiliam no trabalho de desenvolvimento muscular dos pés, dos músculos grastrocnêmios em conjunto com toda a parte muscular posterior dos membros inferiores. Também usado no singular, sobre a meia ponta: "sur la demi-pointe."
Derrière

Dessous

Dessus

Deux

Deuxième

Devant

Développé

Diagonale, en

Divertissement

"Dicionário de Ballet"

Allégro

Arabesque

Arrière, en

Assemblé

Assemblé en tournant, grand

Attitude

Avant, en

Balancé

Ballerina

Ballet

Ballet master, ballet mistress

Balletomane

Ballon

Ballonné, pas

Ballotté

Barre

Battement

Battement dégagé

Battement en cloche, grand

Battement fondu développé

Battement frappé

Battement sur le cou-de-pied, petit

Battement tendu

Battement, grand

Battu

Bras

Bras bas

Bras, positions des

Brisé

Brisé volé

Cabriole

Cabriole, double

Cavalier

Cecchetti method

Cecchetti, Enrico

Centre practice

Chaînés

Changement

Chassé

Choreographer, choreographer

Choreography, choreography

Cinq

Cinquième

Classical ballet

Cloche, en

Coda

Corps

Corps de ballet

Côté, de

Cou-de-pied position

Coupé jeté en tournant

Couru

Croisé, croisée

Croix, en

Danse

Danse de caractère

Dedans, en

Dehors, en

Demi-plié

Air,en l '

Air, en l'
[ahn lehr]
No ar. Indica: (1) que o movimento é feito no ar; por exemplo, rond de jambe en l'air; (2) que o trabalho de pernas, após iniciar o movimento na secunda posição ou na quarta posição à terre, é elevado na horizontal mantendo o membro soerguido à alturas diversas formando ângulos: 45º, 90º, 100º, assim por diante conforme o grau de elasticidade e flexibilidade de cada pessoa.

Adágio

Adágio é uma palavra francesa derivada do Italiano ad agio, usado para indicar um movimento lento. A escola inglesa usa "adage". Na dança acontece em alguns momentos: (1) Peça com andamento menos lento, entretanto, que o largo. Os principais passos de adágio são: développés, grand fouetté en tournant, dégagés, grand rond de jambe, rond de jambe en l'air, coupés, battements tendus, attitudes, arabesques,preparação para pirouettes e vários tipos de pirouettes. Movimentos lentos de dança onde se trabalha força, equilíbrio, sentido de localização, linhas de sustentação e equilíbrio dos bailarinos. (2) O começo da aula de dança clássica se dá com adágios par ir se aquecendo lentamente a musculatura até se atingir o ápice do trabalho da aula com movimentos mais rápidos e mudando as seqüências que vão sendo cada vez mais dificultadas. Nas aulas de dança moderna e contemporânea o adágio também é usado da mesma forma sendo que no início trabalha-se também com exercícios de espreguiçamento, alongamento e relaxamento. (3) Movimento introdutório ao pas de deux tradicional. (4) Também refere-se aos movimentos introdutórios dos teatros de revista e circo.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

"A DANÇA"




"A dança é um poema de gestos que esculpem o espaço." Daniel Sibony

sábado, 10 de novembro de 2007

sábado, 27 de outubro de 2007

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

*A BAILARINA*




"A bailarina"


passos

leves

saltos

espertos

na noite

de encantos

aos olhos

de menina

bailarina

sem

o ser

ser

alado

gesto

suave

sintonia

poética

simples

sentir

à flor

a flor

se abrir

em louvor

à bailarina...

(Nita V. Aguiar)

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

*A BAILARINA*


A Bailarina Lyrics (Ná Ozzetti)

Ná Ozzetti - A Bailarina Lyrics

Voa
Para muito além
Pra noite, para além da terra
É, onde andará?
O que dizer?
Vai voltar?
Além, além
Já ninguém pode ver
Seu corpo parte pelo ar
Num adeus
Lá vai só... a encantar... gira no ar
E gira, gira, gira no vento
Sem chão, no vão, rodopiar
Será feliz?
Será que dança pra que?
Vai só, no céu
Em seu papel
Ah, quem sabe
Onde vai para?
Adeus, adeus

Noite, noite
A bailarina
Voa no céu
No céu de estrela
Quem vai?
Quem é?
Vida ou só cena?
Olha, no chão
O público a olhar

Casa cheia
Aplausos, é hora de vir
Hora de voltar
Mas, onde ela andará?
No céu, em seu céu de estrela
Mas não pode ser
A sua vida é aqui
No chão, no chão
Volte ao seu lugar
Mas, seu olhos foram pelo ar
Num adeus
Lá vão sós... a procurar... o que será?
E sonha, sonha, sonha no vento
Sem chão, no vão, sem retornar
Além, além
E sempre mais, sem voltar
Vai, vai
Voa, no céu de estrela
No sonho
Parte
Para nunca mais
Se foi, foi...
Adeus, adeus

*CIRANDA DA BAILARINA*

Ciranda da bailarina

Edu Lobo - Chico Buarque
1982

Procurando bem
Todo mundo tem pereba
Marca de bexiga ou vacina
E tem piriri, tem lombriga, tem ameba
Só a bailarina que não tem
E não tem coceira
Berruga nem frieira
Nem falta de maneira
Ela não tem

Futucando bem
Todo mundo tem piolho
Ou tem cheiro de creolina
Todo mundo tem um irmão meio zarolho
Só a bailarina que não tem
Nem unha encardida
Nem dente com comida
Nem casca de ferida
Ela não tem

Não livra ninguém
Todo mundo tem remela
Quando acorda às seis da matina
Teve escarlatina
Ou tem febre amarela
Só a bailarina que não tem
Medo de subir, gente
Medo de cair, gente
Medo de vertigem
Quem não tem

Confessando bem
Todo mundo faz pecado
Logo assim que a missa termina
Todo mundo tem um primeiro namorado
Só a bailarina que não tem
Sujo atrás da orelha
Bigode de groselha
Calcinha um pouco velha
Ela não tem

O padre também
Pode até ficar vermelho
Se o vento levanta a batina
Reparando bem, todo mundo tem pentelho
Só a bailarina que não tem
Sala sem mobília
Goteira na vasilha
Problema na família
Quem não tem

Procurando bem
Todo mundo tem...

**A BAILARINA**

Toquinho - A Bailarina

Toquinho, Mutinho



Um, dois, três e quatro,
Dobro a perna e dou um salto,
Viro e me viro ao revés.
E se eu cair conto até dez.

Depois, essa lenga-lenga
Toda recomeça.
Puxa vida, ora essa!
Vivo na ponta dos pés.

Quando sou criança
Viro orgulho da família:
Giro em meia ponta
Sobre minha sapatilha.

Quando sou brinquedo
Me dão corda sem parar.
Se a corda não acaba
Eu não paro de dançar.

*Percurso na Dança*

















sexta-feira, 14 de setembro de 2007

A Bailarina






A BAILARINA
Cecília Meireles

Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.

Não conhece nem dó nem ré
mas sabe ficar na ponta do pé.

Não conhece nem mi nem fá
mas inclina o corpo para cá e para lá.

Não conhece nem lá nem si,
mas fecha os ohos e sorri.

Roda, roda, roda com os bracinhos no ar
e não fica tonta nem sai do lugar.

Põe no cabelo uma estrela e um véu
e diz que caiu do céu.

Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.

Mas depois esquece todas as danças,
e também quer dormir como as outras crianças.

A História do Ballet

O ballet clássico é o desenvolvimento e a transformação da dança primitiva, que baseava-se no instinto, para uma dança formada de passos diferentes, de ligações, de gestos de figuras previamente elaborados para um ou mais participantes.

A história do ballet começou há 500 anos atrás na Itália. Nessa época os nobres italianos divertiam seus ilustres visitantes com espetáculos de poesia, música, mímica e dança. Esses divertimentos apresentados pelos cortesãos eram famosos por seus ricos trajes e cenários muitas vezes desenhados por artista célebre como Leonardo da Vinci. O primeiro ballet registrado aconteceu em 1489, comemorando o casamento do Duque de Milão com Isabel de Árgon. Os ballets da corte possuíam graciosos movimentos de cabeça, braços e tronco e pequenos e delicados movimentos de pernas e pés, estes dificultados pelo vestuário feito com material e ornamentos pesadosEra importante que os membros da corte dançassem bem e, por isso, surgiram os professores de dança que viajavam por vários lugares ensinando danças para todas as ocasiões como: casamento, vitórias em guerra, alianças políticas, etc.

Quando a italiana Catarina de Medicis casou com o rei Henrique II e se tornou rainha da França, introduziu esse tipo de espetáculo na corte francesa, com grande sucesso.

O mais belo e famoso espetáculo oferecido na corte desses reis foi o "Ballet Cômico da Rainha", em 1581, para celebrar o casamento da irmã de Catarina. Esse ballet durava de 5 a 6 horas e fez com que rainha fosse invejada por todas as outras casas reais européias, além de ter uma grande influência na formação de outros conjuntos de dança em todo o mundo.

O ballet tornou-se uma regularidade na corte francesa que cada vez mais o aprimorava em ocasiões especiais, combinando dança com música, canções e poesia e atinge ao auge de sua popularidade quase 100 anos mais tarde através do rei Luiz XIV.
Luiz XIV, rei com 5 anos de idade, amava a dança tronou-se um grande bailarino e com 12 anos dançou, pela primeira vez, no ballet da corte. A partir daí tomou parte em vários outros ballets aparecendo como um deus ou alguma outra figura poderosa. Seu título " REI DO SOL", vem do triunfante espetáculo que durou mais de 12 horas. Este rei fundou em 1661, a Academia Real de Ballet e a Academia real de Música e 8 anos mais tarde, a escola Nacional de Ballet. O professor Pirre Beauchamp, foi quem criou as cinco posições dos pés, que se tornaram a base de todo aprendizado acadêmico do Ballet clássico. A dança se tornou mais que um passatempo da corte, se tornou uma profissão e os espetáculos de ballet foram transferidos dos salões para teatros.

Em princípios, todos os bailarinos eram homens, que também faziam os papéis femininos, mas no fim do século XVII, a Escola de Dança passou a formar bailarinas mulheres, que ganharam logo importância, apesar de terem seus movimentos ainda limitados pelos complicados figuri>no.

Uma das mais famosas bailarinas foi Marie Camargo, que causou sensação por encurtar sua saia, calçar sapatos leves e assim poder saltar e mostrar os passos executados. Com o desenvolvimento da técnica da dança e dos espetáculos profissionais, houve necessidade do ballet encontrar, por ele próprio, uma forma expressiva, verdadeira, ou seja, dar um significado aos movimentos da dança. Assim no final do século XVIII, um movimento liderado por Jean-Georges Noverre, inaugurou o "Ballet de Ação", isto é, a dança passou a ter uma narrativa, que apresentativa um enredo e personagens reais, modificando totalmente a forma do Ballet de até então.
O Romantismo do século XIX transformou todas as artes, inclusive o ballet, que inaugurou um novo estilo romântico onde aparecem figuras exóticas e etéreas se contrapondo aos heróis e heroínas, personagens reais apresentados nos ballets anteriores. Esse movimento é inaugurado pela bailarina Marie Taglioni, portadora do tipo físico ideal ao romantismo, para quem foi criado o ballet "A Sílfide", que mostra uma grande preocupação com imagens sobrenaturais, sombras, espíritos, bruxas, fadas e mitos misteriosos: tomando o aspecto de um sonho, encantava a todos, principalmente pela representação da bailarina que se movia no palco com inacreditável agilidade na ponta dos pés, dando a ilusão de que saía do chão. Foi "A Sífilde" o romantismo o primeiro grande ballet romântico que iniciou o trabalho nos sapatos de ponta.

Outro ballet romântico, "Giselle", que consagrou a bailarina Carlota Grisi, foi a mais pura expressão de período romântico, além de representar o maior de todos os teste para a bailarina até os dias de hoje. O período Romântico na Dança, após algum tempo, empobreceu-se na Europa, ocasionando o declínio do ballet. Isso porém, não aconteceu na Rússia, graças ao entusiástico patrocínio do Czar. As companhias do ballet Imperial em Moscou e São Petersburgo (hoje Leningrado), foram reconhecidas por suas soberbas produções e muitos bailarinos e coreógrafos franceses foram trabalhar com eles. O francês, Marius Petipa, fez uma viagem à Rússia em 1847, pretendendo um passeio rápido, mas também tornou-se coreógrafo chefe e ficou lá para sempre
Sob sua influência, o centro mundial da dança transferiu-se de Paris para São Petersburgo. Durante sua estada na Rússia, Petipa coreografou célebres ballets, todos muito longos (alguns tinha 5 ou 6 atos) reveladores dos maiores talentos de uma companhia. Cada ballet continha danças importantes para o Corpo de Baile, variações brilhantes para os bailarinos principais e um grande pas-de-deux para primeira bailarina e seu partner. Petipa sempre trabalhou os compositores e foi Tchaicowsky que ele criou três dos mais Importantes ballets do mundo: a "Bela Adormecida", o "Quebra-Nozes" e o "Lago dos Cisnes". O sucesso de Petipa não foi eterno.

No final do século ele foi considerado ultrapassado e mais uma vez o ballet entrou em decadência. Chegara o momento para outra linha revolucionária, desta vez por conta do russo Serge Diaghilev, editor de uma revista de artes que, junto com amigos artistas estava cheio de idéias novas pronta para colocar em prática. São Petersburgos porém não estava pronta para mudanças e ele se decidiu por Paris, onde começou por organizar uma exposição de pintores russos, que foi um grande sucesso. Depois promoveu os músicos russos, a ópera russa e finalmente em 1909 o ballet russo. Diaghilev trouxe para a audiência francesa os melhores bailarinos das Companhias Imperiais, como Ana Pavlova, Tamara Karsaviana e Vaslav Nijinsky e três grandes ballets sob direção de um jovem brilhante coreógrafo Mikhail Fokine, a quem a crítica francesa fez os melhores comentários.
Os russos foram convidados a voltar ao seu país em 1911 e Diaghielev formou sua própria Companhia, o "Ballet Russo", começando uma nova era no ballet.

Nos dezoito anos seguintes, até a morte de Diaghilev, em 1929, o Ballet Russo encantou platéias na Europa e América, devendo a sua popularidade à capacidade do seu criador em descobrir talentos novos, fragmento-se depois por todo o mundo.

No momento atual as peças de ballet são cheias de variedades e contrates. Trabalhos antigos como "Giselle" e o mundo inteiro ao lado de outros, como os baseados em romances de Shakespeare e ainda criações recentes assinadas por coreógrafos contemporâneos e dançadas também por bailarinos do nosso tempo. Qual será próximo passo? Na sua longa história, o ballet tomou muitas direções diferentes e, por ser uma arte muita viva, ainda continua em mudando. Mas, apesar das novas danças e das tendências, futuras existe e existirá sempre um palco e uma grande audiência para os trabalhos tradicionais e imortais