domingo, 30 de agosto de 2009

Datas comemorativas


(Imagem by google-A Criação)


Datas Comemorativas

"Dia Internacional da Dança" - Dia 29/04 "Dia Nacional das Artes" - Dia 12/08
"Dia Internacional do Sapateado"- Dia 25/05 "Dia dos Artistas" - Dia 23/08
"Dia do Solista" - Dia 14/06 "Dia do Profissional da Dança" - Dia 23/11
"Dia da Platéia" - Dia 27/07 "Dia do Artista Profissional" - Dia 21/12

"Curiosidades históricas"

Curiosidades históricas

Na idade média a dança foi totalmente proibida pela Igreja. Por ser uma atividade que exalta o físico, era vista como profana e promíscua. Santo Agostinho a chamou de (...)"coisa lasciva,indigna ao cidadão(...)”. Ao contrário, na Antiga Grécia, a dança era tida como um elemento essencial na formação dos indivíduos e era parte da educação obrigatória.


Todo espetáculo de dança é precedido de três sinais. A origem deles vem da corte de Luís XIV, o primeiro sinal indicava quando o rei havia chegado, o segundo quando ele se acomodava e o terceiro quando ele estava pronto para assistir o espetáculo.


No Brasil, os jesuítas usaram da linguagem universal da dança para catequizar os índios.


O período Romântico do Ballet foi inaugurado pelo uso das sapatilhas de ponta e a predominância de roupas brancas, na peça “La Sylphide”, porém, a obra mais famosa deste período foi “Giselle”.Nessa época quatro bailarinas tornaram-se imortais por dançarem o “Pas de Quatre”, no dia 12 de Julho de 1845, em Londres.São elas :Marie Taglione, Carlota Grisi, Fanny Cerrito e Lucile Granh.


O ballet além de incentivar a postura, a elegância, também corrige desvios posturais ,como lordose, cifose, além de problemas nos joelhos e pés.


O en dehors surgiu no Ballet da necessidade que tiveram os bailarinos em se adaptarem ao novo formato do palco,que de circular passou a horizontal, de visão única. Assim, foi preciso criar uma maneira de ampliar os movimentos na direção lateral.


Á época de Luis XIV, quando o Ballet de corte começou a surgir, os espetáculos não eram puramente de dança, as coreografias eram representadas juntamente com cantos e récitas e geralmente tinham a função de exaltar a figura real.


Por um grande período na história a dança teve papel secundário e interlúdico, até, então, ser considerada uma arte por si só.


A pioneira da Dança Moderna, Isadora Duncan, esteve no Brasil na década de 20, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, onde ao contrário do que aconteceu na Argentina, foi recebida calorosamente por uma platéia entusiasmada com sua dança livre e inovadora. Isso, no entanto, não fez com que a dança clássica perdesse o título de favorita entre a sociedade.


Uma pessoa em geral possui um em dehors de 100 graus.


No ballet quase não se dança com objetos nas mãos, uma exceção porém está na peça D.Quixote, onde a bailarina apresenta um leque nas mãos.


Marta Graham,um dos expoentes da Dança Moderna, iniciou seus estudos de dança aos 22 anos de idade.


O psicoballet é uma idéia cubana de unir a arte do ballet á psicologia com o intuito de ajudar as pessoas a superarem suas dificuldades emocionais, através da dança.


O breu é uma substância proveniente do carvão, utilizada por bailarinos para evitar escorregões. É amplamente usado nas aulas de ponta.


O código do ballet é universal e todo em francês.


A obra “La Fille Mal Gardée” foi inspirada na pintura de um quadro.


Mercedes Batista foi a primeira bailarina negra a integrar o corpo de baile do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Apesar de fazer aulas com a companhia, nunca foi escalada para uma apresentação.


Antigamente os Ballets eram dançados com roupas muito pesadas e máscaras. A técnica era um elemento que tinha primazia sobre a emoção.


Noverre foi um revolucionário do ballet, segundo ele, um bailarino não deveria trabalhar apenas o corpo, mas também a mente. Anatomia, música, geometria, pintura, música, poesia, seriam conhecimentos indispensáveis à formação desses profissionais.


No Brasil o ensino da dança clássica, como técnica, ainda é predominante, entretanto a maioria das companhias existentes são de dança contemporânea.


A palavra ‘emoção’ significa ‘mover’. Se a dança é a arte de mover, ela também é a arte da emoção.


O Brasil é o primeiro país a sediar uma filial do ballet Bolshoi fora da Rússia. O segundo país a ser contemplado foi a Austrália, que terá também uma filial russa em 2006, na cidade de Sidney.


Piotr Ilych Tchaikovsky foi um músico que muito contribuiu para a composição musical de alguns ballets. Considerado “de vidro”, por tamanha sensibilidade,sua música tem caráter suave e cativante. Sua última obra, “O Quebra Nozes”, foi feita 6 meses antes de sua morte, num período em que ele se encontrava mergulhado numa profunda depressão.


Dizer "merde" para todo artista antes de um espetáculo é uma maneira de dizer "boa sorte".

"As sapatilhas"



(imagem-Sono nas sapatilhas by google)






Escolher que sapatilha usar não é nada fácil, principalmente quando é a primeira vez que se compra uma. Aqui uma lista de algumas marcas famosas e também algumas dicas de como escolher a sapatilha certa para cada pé.



Balleto

Capézio

Cecilia Kerche

Freed

Gaynor Minden

Millenium



BALLETO

Esta é uma marca brasileira, presente em vários festivais com seus estandes. Possui produtos bem interessantes, como a "pirueteira" e a "chinerina", as sapatilhas são ótimas para quem não tem muita força nos pés, pois possuem uma palmilha bastante flexível, até mesmo as reforçadas. Ficam bonitas nos pés por serem delicadas e bem acabadas. Porém depois de quebrada a ponta fica realmente muito feia. Enfim, é a sapatilha adequada para quem tem pouca força ou para quem está começando a usar pontas.


Modelo Russo
Para todos os tipos de pé, sua gáspea baixa valoriza bastante o colo do pé.



Modelo Inês
Adequado para pés delicados e estreitos.



Modelo Julie
Pés com largura normal

Modelo Luise
Ideal para pés largos

Modelo Italiano
Para quem tem bastante colo de pé



CAPEZIO

Provavelmente é a marca mais vendida no Brasil, é confortável, leve, dá uma boa estabilidade, fica bonita no palco, e é boa para fazer aulas. Eu, particularmente, não gosto muito dela, mas não posso dizer que a marca seja ruim ou que a sapatilha seja mal feita, só que ela não quebra do jeito que eu gosto.


Fouetté
Gáspea em "V", alta, normal.
Valoriza o colo do pé.
Cordão lateral.
Para todos os tipos de pés.


Partner
Cetim solto. Para iniciantes, avançadas e profissionais. Alonga o pé. silenciosa. Flexível.
Sola costurada. Plataforma larga para um perfeito balance.
elástico transparente.



CECÍLIA KIRSCHE



Bonita, confortável, leve, possui uma grande variedade de modelos, cada um para um tipo de pé. A grande maioria detesta esta sapatilha, pois apesar de todos os atributos já citados, normalmente ela não quebra onde queremos, ou então quando quebra não dura praticamente nada. É boa para apresentações, porém é a típica sapatilha descartável.

Como escolher:

Arco de Movimento e Arco de Sustentação (posição estendida).
O primeiro dá movimento e o segundo sustenta. É este último que devemos ter como referência na escolha do tipo de "palmilha".


Os modelos indicados irão auxiliar o equilíbrio e a estabilização do tornozelo.



Eixo do Arco de Movimento (posição frontal estendida).


Exemplos de Arcos de Sustentação e Movimento.



Arco de Sustentação e Movimento (vista lateral - pé em posição natural).


Formação do Raio produzido pelos dedos.



Formação do Raio produzido pelos dedos (posição frontal).


FREED.


Esta sapatilha é inglesa, por isso não é tão fácil de achar. É muito bonita, leve, confortável, mas pelo menos o modelo que experimentei(freed classic) era muuuito dura, para usar esse modelo é essencial um pé beeem forte. Essa é a marca que a Ana Botafogo usa e praticamente todo o Royal Ballet .



Freed Classic
Usada pela maioria das principais companhias internacionais. É bastante dura.
Freed Wing Block
Projetada para bailarinas que necessitam de um pouco mais de suporte, é silenciosa e um pouco flexível.
Freed Student
Originalmente desenvolvida para as estudantes da Royal Ballet School. É uma sapatilha de palmilha bastante flexível.
Freed Soft Block
A sapatilha ideal para a transição das de meia ponta para as de ponta.

fonte: Kerche & Kerche


MILLENIUM.



São boas por possuírem uma grande variedade de modelos, duram bastante, desde que seja comprado o modelo certo para seu pé. Para fazer aula são ótimas, forçam o pé a trabalhar mais, porém para apresentações não são muito aconselhadas por pura questão estética. São muito feias, tem um acabamento péssimo, e fazem muito barulho quando novas.

Adagio
Sapatilha estreita, com gaspea em V, alta, nem dura e nem mole, para quem tem pouco colo de pé
Balance
Sapatilha larga, dura, com gaspea alta, para quem tem muito colo de pé e bastante força.
Chesini
Sapatilha bem mole para iniciante, mais mole do que Standart.
Prelúdio
Sapatilha estreita, com gaspea em V, alta, nem dura e nem mole, para quem tem pouco colo de pé
Standart
Sapatilha estreita, com gaspea em V, própria para iniciantes ou palco.
Tecnic
Sapatilha larga, dura, com gaspea baixa, para quem tem pouco colo de pé e bastante força
Vaganova
Sapatilha estreita dura, com gaspea em V, para quem tem força no pé e bastante colo.








COMO ESCOLHER







Uma sapatilha de ponta não pode ser ajustada como um sapato de rua. Pois estes são ajustados de forma a ficar espaçosos e confortáveis, freqüentemente com "espaço para crescer". Isto é desastroso em uma sapatilha. Uma sapatilha de ponta deve ajustar o pé como uma boa luva de couro: ajustada, mas com suficiente espaço para permitir que os pés do bailarino deitem na superfície e trabalhem corretamente.

Para verificar o ajustamento, aqui vão alguns passos a ser seguidos ao experimentar uma sapatilha nova:



1. Plié em segunda posição.
Permaneça em segunda posição e faça um grand plié. Isto colocará seu pé em sua posição mais longa - como na aterrissagem de um grande salto. O grand plié deve ser mais baixo que o normalmente feito em sala de aula. Para este ajuste, não esteja preocupado com aparência ou técnica perfeita. Se seus dedões do pé estão apenas tocando o fim da caixa, sem senti-los esmagados ou com dor, então o comprimento está correto. Se seus dedões do pé não tocam o fim da caixa, a sapatilha é muito grande. Se existe pressão dolorosa nas pontas de seus dedões do pé então a sapatilha é muito pequena ou muito larga. Confirme o comprimento no próximo passo.




2. Belisque o calcanhar.

Deixe seu pé na ponta mas sem colocar o peso. Você deve ser capaz de beliscar 1/4 de polegada na parte superior do calcanhar, para assegurar que existe espaço suficiente para os dedões do pé quando subirem na ponta e quando estiver de pé. Se você pode colocar um dedo inteiro atrás do calcanhar é quase certamente muito grande. Se você não pode beliscar qualquer material é poque está muito pequeno.



3. Verifique a caixa e largura.

A frente da sapatilha deve ser justa mas confortável, não tão apertada que apareçam protuberância de joanetes ou outras extremidade na parte dura da caixa. Com um ajuste perfeito a borda da parte dura da caixa não mostra protuberâncias pelo cetim. A sapatilha deve ser tão justa que será impossível deslizar um dedo na sapatilha para os lados ou para o topo do pé.






4. Verifique colocação, altura de gáspea e dureza de palmilha

Quando subir na ponta você deve estar "acima" da plataforma, não ser contido. O arco da sapatilha deve ajustar no arco de seu pé. O equilíbrio na ponta deve ser maravilhosamente fácil. Se você achar que está sendo contido, pode tentar uma gáspea mais baixa(tendo certeza que as juntas e joanetes são totalmente cobertos) ou uma palmilha mais flexível. Se você sentir que seu pé está "indo muito longe", pode tentar uma altura de gáspea maior ou uma palmilha mais dura.

fonte: Adaptado de Gaynor Minden

Um poema....

Jamais esquecerei
os braços de Ana.

Soltos no ar
numa sensual simetria
de serpentes
ateavam fogo no palco
incendiando a música e a dança
invertebradamente.

Seus pés
igualmente inesquecíveis
vestidos de pássaros azuis
desafiavam a gravidade
dos linóleos.

Neste céu de sapatilhas
que sobreovoam meus olhos
minhalma bailarina
aos seus encantos se rendeu:
aquela dança não era apenas
um majestoso pas de deux
mas um etéreo e eterno
pas de Deus.

(Carlos Dimuro, no livro Ana Botafogo - Na ponta dos pés)

"Alguns livros"

Aqui estão algumas sugestões de bons livros, para conhecer ou se aprofundar na arte da dança. Mande seu comentário também.


Ana Botafogo na magia do palco. Ana Botafogo e Suzana Braga

A Biografia da bailarina Ana Botafogo, conta suas experiências dentro da dança, como se tornou uma grande bailarina ganhando reconhecimento e respeito. Faz ainda uma análise dos principais balés dançados por ela relatando fatos interessantes que marcaram sua carreira.




O Brasil Descobre a Dança Descobre o Brasil. Helena Katz.
(Brazil Discovers the Dance Discovers Brazil)

Este livro nasceu do esforço conjunto da DBA e da paixão de Vera Lafer pelo balé, e vem preencher uma lacuna no mundo da dança, traçando, através de três de seu principais personagens - o Ballet Stagium, Ivaldo Bertazzo e J. C. Violla - um panorama da história da dança no Brasil. Agora o Brasil descobre a dança no texto, com uma abordagem estética, delineia os principais movimentos da dança nos últimos 25 anos.




A Dança. Miriam Garcia Mendes.

Da Pré-história ate Nossos Dias, Numa Perspectiva Antropológica e Artística, os Momentos Marcantes da Dança.



Balé uma arte. Dalal Achcar

Livro muito completo, abrange vários aspectos, não apenas do balé mas da dança como um todo. Fala da história, da montagem coreográfica, musica, vestuário, além de apresentar um bom glossário e trazer pequenas biografias de grandes bailarinos. É um dos melhores desta lista.





Dança Educação: Princípios, Métodos e Técnicas. Dionisia Nanni.

Um estudo que recoloca a Dança no universo educacional. Uma proposta pedagógica para o estudo da dança, delineando um contorno didático para o conteúdo educativo.




Dançar a Vida. Roger Garaudy.

"Dançar a Vida" trás a história emocionante da dança em uma narrativa simples e de fácil compreensão. Traz também a história de várias personalidades, importantes na dança moderna, como Martha Graham, Mary Wigman, Rudolf von Laban e muitos outros. Com pequenos depoimentos, um livro para quem gosta e quem é apaixonado pela arte de dançar.




Dança, Experiência de Vida. María Fux

María Fux condensa neste livro sua experiência de mais de 30 anos, como coreógrafa e bailarina e, sobretudo, como educadora que transmite sua linguagem artística. O livro mostra como podemos nos expressar através do corpo como meio de comunicação a serviço da educação, mesmo quando há problemas de deficiência física, e sem limite de idade.




Dentro da Dança. Murray Louis

Murray vive dentro da dança desde 1949. Viu a profissão crescer, modificar-se, definir-se, redefinir-se. De lá para cá, com a ampliação de público e crítica, multiplicaram-se os que falam sobre a dança, feita no entanto, como sempre, por bailarinos. "Escrevi este livro", diz Murray, "para dar voz a esses artistas não verbais". Este é um livro surpreendente sobre a dança, vista de dentro. Na verdade, vista do centro. Trata da dor, do riso, do suor, da energia, da resistência, do desespero e da glória do bailarino, além das alegrias de todos os que estão comprometidos com as artes.




Dicionário de Ballet. Ana Pavlova

Bastante interessante, pois além da ótima explicação dos passos, vários deles vem com ilustrações que facilitam ainda mais o entendimento. As dúvidas que freqüentemente surgem a respeito da técnica, muitas vezes podem ser solucionadas através do dicionário.




História da Dança. Eliana Caminada

A professora de dança Eliana Caminada traça um panorama da história da dança no mundo, desde os povos antigos até a atualidade. Dedica especial atenção ao Brasil, mostrando a trajetória da dança em nosso país, bem como suas manifestações regionais.




História da dança. Maribel Portinari

Essencial para compreender as origens, a diversidade e as transformações que a dança vem sofrendo desde os tempos antigos. Bastante abrangente, o livro trata da dança no Brasil e no mundo. As razões, a evolução, os grandes nomes, que jamais serão esquecidos, estão presentes neste livro.




Cartas Sobre a Dança, Noverre, Marianna Monteiro
(Lettres Sur La Danse)

O exame aprofundado das concepções de Noverre sobre a dança e os escritos epistolares deste pioneiro da reflexão teórica acerca do balé constituem o duplo tema deste livro. A autora selecionou e traduziu quinze cartas da edição de Stuttgart-Lyon (Lettres sur la danse, 1760), tendo em vista colocar ao alcance do público de língua portuguesa a obra de Noverre e sua leitura crítica, num único volume. A presente obra responde à necessidade de um estudo acurado e sensível do pensamento noverriano e de sua importância para a compreensão da dança na modernidade.



Nureyev. Peter Watson

Considerado o maior bailarino do século XX, Rudolf Nureyev foi também o mais enigmático. Com acesso especial ao arquivo da KGB sobre o artista, Peter Watson escreveu a primeira e mais documentada biografia de Nureyev desde sua morte por AIDS em 1993. Explorando a fundo a vida pública e privada do bailarino, Watson faz revelações bombástica neste volume. O livro traça o perfil de um homem que foi muito mais do que um dançarino. Rudolf Nureyev foi um solitário, um apaixonado e um romântico que, tanto no palco como fora dele, levou uma vida turbulenta e, em seus últimos dias, trágica.

"Eu louvo a dança"


(imagem by google)

"Eu louvo a Dança,

pois ela liberta as pessoas das coisas,
unindo os dispersos em comunidade.
Eu louvo a Dança
que requer muito empenho,
que fortalece a saúde, o espírito iluminado
e transmite uma alma alada.
Dança é mudança do espaço, do tempo,
do perigo contínuo de dissolver-se
e tornar-se somente cérebro, vontade ou sentimentos.
A Dança requer o homem libertado,
ondulado no equilíbrio das coisas.
Por isso eu louvo a Dança.
A Dança exige o homem
todo ancorado em seu centro
para que não se torne, pelos desejos desregrados,
possesso de pessoas e coisas,
e arranca-o da demonia
de viver trancado em si mesmo.
Ó homem, aprende a Dançar!
caso contrário, os anjos não saberão
o que fazer contigo."


Santo Agostinho

Olá a todos!!!

Queria deixar aqui,registrado,que este blog,não tem fins lucrativos.

Foi,feito para todos que apreciam ballet...

Claro,que tudo que aqui está,é trabalho de pesquisa..


Podem aproveitar e usufruir.

Espero estar contribuindo de alguma forma,para a divulgação e entretenimento dos aficcionados,assim como eu,adoro...Ballet e tudo que se refere de alguma maneira à arte da dança..


Venham,participem e deixem seus comentários.


Obrigada!

Beijinhos .

domingo, 23 de agosto de 2009

COMPANHIA DE DANÇA COMTEMPORÂNEA DE SINTRA - PORTUGAL


Esta nova produção artística, que estreou recentemente em Lisboa e vai desenvolver uma digressão promocional por diferentes cidades portuguesas durante os próximos meses, pretende falar de Fado através da Dança.



Este é o desafio a que a Companhia de Dança Contemporânea de Sintra se propôs responder, nesta nova produção do “Ai! a Dança Atelier” intitulada

“Chama-me [...]


COMPANHIA NACIONAL DE BAILADO - PORTUGAL

COMPANHIA NACIONAL DE BAILADO - PORTUGAL

COMPANHIA NACIONAL DE BAILADO - PORTUGAL

COMPANHIA NACIONAL DE BAILADO - PORTUGAL

COMPANHIA NACIONAL DE BAILADO - PORTUGAL

COMPANHIA NACIONAL DE BAILADO - PORTUGAL

COMPANHIA NACIONAL DE BAILADO - PORTUGAL

COMPANHIA NACIONAL DE BAILADO - PORTUGAL







Numa época em que se discute internacionalmente o papel das companhias e dos teatros nacionais, é importante que a Companhia Nacional de Bailado (CNB) se situe dinamicamente no tecido artístico português. Este posicionamento é também fundamental para a projecção internacional, que tem vindo a ser conquistada graças a uma estratégia de circulação que se pretende cada vez mais alargada.

À semelhança das suas congéneres noutros países, a CNB foi criada por iniciativa governamental – em Portugal, em 1977, por despacho de David Mourão Ferreira, então Secretário de Estado da Cultura. Marca de um país que se queria moderno e democrático, desejando uma estética diferente (e em parte oposta) à estética do Estado Novo, a CNB pode ser incluída nas conquistas culturais da ‘Revolução dos Cravos’. Tal como aconteceria noutras áreas (da economia à política de negócios estrangeiros e à política nacional), também a CNB revelaria as flutuações de uma época em busca do seu próprio sentido. Qual o quadro institucional de enquadramento da CNB? Como realizar a complexa missão de combinar o repertório internacional com a edificação de um repertório nacional? Como identificar a qualidade estética e técnica dos programas e sobretudo o que fazer para qualificar intérpretes e criadores? Que fazer também para o desenvolvimento dos públicos de dança?

Entre 1978 e 1993, a direcção artística da CNB esteve a cargo de Armando Jorge, a que se seguiu Isabel Santa Rosa nos dois anos seguintes. Genericamente, este período foi marcado pela montagem de grandes obras de repertório internacional. A CNB apresentou então a primeira realização nacional de produções integrais de bailados como La Sylphide, Raymonda, O Lago dos Cisnes, Coppélia, Dom Quixote e Romeu e Julieta; recuperou clássicos como Pas de Quatre, Giselle, Les Sylphides, Petruchka, La Bayadère, O Pássaro de Fogo, O Quebra-Nozes, A Sagração da Primavera, As Bodas e La Fille Mal Gardeé, entre outros. Apresentou também obras de Balanchine, Lifar, Lichine, Joos, Limón, van Dantzig, Nebrada e Lubovitch e dos portugueses Armando Jorge, Fernando Lima, Carlos Trincheiras e Olga Roriz.

Em Junho de 1996, Jorge Salavisa foi convidado para reestruturar a CNB, tendo assumido, em Setembro desse ano, o cargo de Presidente do Instituto Português do Bailado e da Dança, associação cultural que então tutelava a Companhia. A opção do repertório contemporâneo conquistou espaço, através de uma estratégia de convites a coreógrafos de dimensão internacional e da organização dos ‘estúdios coreográficos’. A partir de 1996, sob a sucessiva direcção artística de Salavisa (1996-1999), de Luisa Taveira (1999-2000) e de Marc Jonkers (2001-2002), a CNB apresentou obras de criadores como Michael Corder, William Forsythe, Anne Teresa De Keersmaeker (em estreia absoluta), Hans van Manen, Robert North, Heinz Spöerli, Nacho Duato, Renato Zanella, Pierre Wyss, Behyan Murphy, Marco Cantalupo, David Fielding, e dos coreógrafos portugueses Rui Lopes Graça, Olga Roriz e Vasco Wellenkamp.

Em Maio de 2001, Ana Pereira Caldas foi nomeada Directora da CNB e em Setembro de 2002 Mehmet Balkan assumiu a sua Direcção Artística. Um ano mais tarde, com a associação do Teatro Camões como a ‘Casa da Dança’, a CNB passou a contar com um espaço de exibição altamente qualificado. Combinar a remontagem das grandes peças clássicas com a criação nacional, não excluindo criações mais experimentalistas – estas programadas por Mark Deputter - passaria a ser o seu desafio.

Simultaneamente, a CNB desenvolveu relações com outras estruturas de criação, trabalhando nomeadamente com a Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Nacional do Porto, Quarteto de Pianos de Amesterdão e ainda com diversos músicos e maestros portugueses.

Em Outubro de 2007, Vasco Wellenkamp foi nomeado Director Artístico, assumindo aquele que é o desafio nuclear desta estrutura: a conjugação do repertório clássico com a criação contemporânea, incluindo a criação nacional.





texto: Daniel Tércio





COMPANHIAS NACIONAIS



Companhia Olga Roriz




Quorum Ballet




Kamu Suna Ballet Company




Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo



CeDeCe



O Espaço do Tempo




Companhia Paulo Ribeiro



Companhia Clara Andermatt




Dançando com a Diferença



Companhia de Dança de Lisboa



Companhia de Dança de Almada



Companhia de Dança Contemporânea de Sintra



Companhia de Dança Contemporânea de Évora

Ballet Contemporâneo do Norte

Companhia de Dança de Aveiro

COMPANHIAS DE DANÇA DE PORTUGAL

COMPANHIA DE DANÇA DE ALMADA



A Companhia de Dança de Almada (C.D.Almada) É uma companhia profissional de dança contemporânea residente em Almada, subsidiada pela Câmara Municipal e pelo Ministério da Cultura – Instituto das Artes.

A C.D.Almada Iniciou as suas actividades em 1990, tendo ao longo destes anos realizado mais de 500 espectáculos que foram vistos por cerca de 80.000 espectadores, no País e no estrangeiro.
Sendo assumidamente uma Companhia de repertório, tem como objectivo convidar coreógrafos nacionais e estrangeiros representativos de diferentes tendências da Dança Contemporânea. Destas colaborações resultaram até à data mais de 50 criações de diferentes autores.
As temporadas da Companhia de Dança de Almada são habitualmente compostas de:

* um programa anual em estreia absoluta, resultante do convite a coreógrafos com experiência internacional;

* um programa de jovens coreógrafos nacionais , resultante de projectos apoiados e produzidos pela C.D.Almada como forma de estímulo e desenvolvimento de novos percursos profissionais;

* espectáculos especialmente concebidos para o público infanto-juvenil, produzidos e co-produzidos desde 1993 pela C.D.Almada.
Das suas actividades faz ainda parte a organização da Quinzena da Dança de Almada – Contemporary Dance Festival e a colaboracão noutros eventos de intercâmbio entre criadores/bailarinos portugueses e a comunidade internacional, como são os casos das parcerias com o Silesian Dance Theatre (Polónia); Tala Dance Centre (Croácia); Companhia de Teatrodanza de Tiziana Arnaboldi (Suiça); Opus Nigrum Dance Laboratory (Áustria).

A C.D.Almada tem participado em numerosos Festivais e Encontros de Dança nacionais e internacionais, entre os quais destacamos a recente participação na 26ª edição da Fira de Teatre Al Carrer, Tàrrega, onde ganhou o 1º prémio de melhor estreia em sala.

PORTUGAL- Lisboa - Plataforma Coreográfica Portuguesa de Bagnolet - ACARTE; Expo/98 - Festival Internacional de Dança em Paisagens Urbanas (1998/1999); Coimbra - Ciclo de Dança do Teatro Académico Gil Vicente; Silves - Noites do Castelo; Faro - Serões Culturais de Faro; Guimarâes - V Semana da Dança; Estarreja - VI Semana da Dança

ESPANHA - Barcelona - Marató de l'Espectacle (1998/1999/2000); Atrium Viladecans (2004); Ciudad Rodrigo - Feria de Teatro (2001/2002); Feria de Teatro Castilla y Leon (2001/2002/2005/2008); Tàrrega – 26ª Fira de Teatre Al Carrer (2006)

ITÁLIA - Genova - Dance Festival - Capital Europeia da Cultura (2004)

POLÓNIA- Bytom - XI Annual International - Silesian Dance Theatre (2004/2005/2007)

GRÉCIA - Volos - 2nd Mediterranean Platform of Municipal Theatre (2005); Atenas -Xopeytez Dance Festival (2006)

CROÁCIA - Zagreb - Platform for Young Choreographers (2007)

Em digressão por Portugal e por diversos locais no mundo, a C.D.Almada apresenta em cada ano as criações das temporadas, promovendo a Dança Contemporânea e conquistando novos públicos.

2007

PORTUGAL – Almada, Teatro Municipal de Almada, Auditório Fernando Lopes Graça e Academia Almadense; Cartaxo, Centro Cultural; Castelo Branco, Cine-Teatro Avenida; Castro Verde, Cinema-Teatro; Estremoz, Teatro Bernardim Ribeiro; Idanha-a-Nova, Centro Cultural Raiano;Lagos, Centro Cultural; Leiria, Teatro Miguel Franco; Montijo, Cinema-Teatro Joaquim d'Almeida; Odivelas, Centro Cultural da Malaposta; Penela, Auditório Municipal; Pombal, Teatro-Cine; Redondo, Centro Cultural; Rio Maior, Casa da Cultura; Sesimbra, Cine-Teatro;Setúbal, Fórum Municipal Luísa Todi; Sintra, Centro Cultural Olga Cadaval; Sobral de Monte Agraço, Cine-Teatro Torres Vedras, Teatro-Cine; Vila Nova de Foz Côa, Centro Cultural

2008

PORTUGAL – S. João da Madeira, Auditório dos Paços da Cultura; Seixal, Auditório Municipal; Almada, Teatro Municipal de Almada; Auditório Fernando Lopes Graça; Montijo, Cine-Teatro Joaquim d'Almeida; Odivelas, Centro Cultural da Malaposta, Castro Verde, Cine-Teatro Municipal; Vila Nova de Famalicão, Casa das Artes; Pombal, Teatro Cine; Cascais, Auditório do Parque de Palmela; Faro, Teatro Municipal; Sines, Centro de Artes


Direcção Artística: Maria Franco

Direcção Executiva: Nasciolinda Silva

Direcção Técnica e Sonoplastia: José Pacheco

Consultoria Artística: Ana Macara

Produção: Andreia Silva, Carolina Parreira

Promoção e Marketing: Armanda Capinha

Luminotecnia: Pedro Machado, Cláudia Rodrigues

Ensaiadora e Professora: Maria João Lopes





COMPANHIAS DE DANÇA DE PORTUGAL


(foto Antonio Ventura)


Fundada em 1984 por José Manuel Oliveira, seu actual Director, e pelo seu primeiro Director Artístico Rui Horta (8/84 a 4/87), tem como grandes objectivos a Divulgação da dança, tendo como actividade regular, desde esse ano, a formação de interpretes e de público, a par da criação e produção de coreografias, apresentadas em cerca de 2000 espectáculos (80% ,dos quais, no país).
Como três momentos a assinalar os espectáculos, de estreia nacional Évora 85.01.22,no Jardim da Cascata do Palácio Nacional de Belém, dedicado ao Presidente da República, em Setembro de 1987 e a estreia absoluta do espectáculo Cabo da Boa Esperança em 22.04.00, dia dos 500 anos do Brasil, no Teatro Municipal de São Paulo.

COMPANHIA DE DANÇA DE LISBOA





De 1/88 a 5/90, teve como responsável pela direcção artística o norte-americano Mark Haim. A CDL, produziu e remontou mais de 80 obras de coreógrafos nacionais e estrangeiros - Rui Horta, Patrice Soriero, Marc Bogaerts, Igal Perry, Mary- Jane O'Reilly, David Parsons, José Seabra, Monica Levy, Vitor Garcia, Mark Haim, P. Ribeiro, Gerri Houlihan, Lionel Hoche, Conceição Abreu, Célia Gouvêa, César Moniz e Miriam Barbosa.
A partir de 87 até 92, promove, no espaço dedicado aos jovens coreógrafos a estreia de quarenta e duas novas obras.
Em 1990 co-produziu com o serviço ACARTE da F.C.Gulbenkian o espectáculo a "Bailarina do Mar", coreografado por Paula Massano, com música original de A.Pinho Vargas, a partir da obra " A Menina do Mar" de Sophia de Melo Bryner.
De 5/93 a 10/94, sob a Direcção Artística de Olga Roriz transformou-se de Companhia de repertório na primeira companhia profissional de autor em Portugal, produzindo três espectáculos.
A partir de Outubro de 1995, sob a direcção de um Conselho Artístico, presidido pelo seu Director e constituido por Irina Stupina e Célia Gouvêa, retoma a sua actividade como Companhia de repertório moderno e contemporâneo.
Desde Janeiro de 1996 a Julho de 1997 a CDL, prepara a sua nova etapa, tendo em criação o espectáculo "Cabo da Boa Esperança", cuja ante-estreia teve lugar a 8 de Julho de 1997, junto à Torre de Belém, comemorações dos 500 anos da partida de Vasco da Gama para a histórica viagem que o levaria à India.

No plano internacional, espectáculos em: Bruxelas, Barcelona, Vigo, Santiago de Compostela, Pontevedra, Badajoz, Ourense, Cáceres, Praia, Mindelo, Milão, Brugge, Florença, Sevilha, Paris, São Paulo, Salvador, Ilhéus, Brasília, Porto Alegre, Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis, Lages, Jaraguá do Sul, Fortaleza, Sobral, Macaíba, Natal, Recife, Belém do Pará, Petropólis, Rio de Janeiro e Telavive.
A partir de 2000 e em resultado da recriação da responsabilidade da CDL, tendo como Assistente da Direcção Inês Pinto passa a designar-se, "Cabo da Boa Esperança - 515 anos depois".

Entre 1999 e 2004, internacionalização do espectáculo r“Cabo da Boa Esperança" com apresentações regulares em Portugal, Brasil Espanha e Cabo Verde .

Em 2003 e 2005, criação e itinerância a nível nacional e internacional dos espectáculos “Nos Silêncios da Lua – o Apelo do Mar” , “Mar é Morada di Sodade” e " A Saudade do futuro..."

Em 2007: Estreia nacional do espectáculo ante-estreado em Compostela 2000 “ Na Abertura do Horizonte – a Cidade da Utopia”, dedicado a José Afonso e a Agostinho da Silva, criação do espectáculo "Ao Encontro do Princípio...”.

Para todos os espectáculos, estão em preparação tournées, 2008 / 2009, a nível nacional e mundial.

" A BAILARINA DO MAR" -ANA LUISA

Eu vou te contar
o segredo da bailarina que veio do mar
ela é filha protegida de Iemanjá
é sereia prisioneira do rabo de peixe
que em noite de lua, vira pássaro e foge do mar

eu vou te contar
o segredo da bailarina que veio do mar
ela é filha protegida de Iemanjá
é sereia prisioneira do rabo de peixe
que em noite de lua, vira pássaro e foge do mar

ela só dança sobre pétalas de rosas brancas
banhadas nas águas do sal
o seu vestido vai cobrindo até lá no pé
esconde o doce mistério do pássaro peixe que vira mulher

eu vou te contar
o segredo da bailarina que veio do mar
ela é filha protegida de Iemanjá
é sereia prisioneira do rabo de peixe
que em noite de lua, vira pássaro e foge do mar

Desfila prosa, e só quem é filha de rainha
acima do bem e do mal
anda gingando, rodeada de sete tambores, sete vidas, sete cores
e a dama faz um carnaval

eu vou te contar
o segredo da bailarina que veio do mar
ela é filha protegida de Iemanjá
é sereia prisioneira do rabo de peixe
que em noite de lua, vira pássaro e foge do mar

e quando canta, o seu canto é de partida
dos braços da mãe adorada
numa girada, feito coisa de feitiço
bailarina vira flor e o menino dá nome pras ondas do mar

eu vou te contar
o segredo da bailarina que veio do mar
ela é filha protegida de Iemanjá
é sereia prisioneira do rabo de peixe
que em noite de lua, vira pássaro e foge do mar

eu vou te contar
o segredo da bailarina que veio do mar
ela é filha protegida de Iemanjá
é sereia prisioneira do rabo de peixe
que em noite de lua, vira pássaro e foge do mar

"BAILARINA DO MAR "


" A BAILARINA DO MAR"


(foto by Ana Filipa )


A BAILARINA DO MAR
Era uma vez uma menina que vivia no mar e que morava numa gruta feita de corais de mil cores. tinha um jardim com areia fina, branca e com umas plantas azuis, amarelas e roxas.
Ela foi convidada para ir dançar num grande festival de dança. O polvo, o caranguejo, o peixe e o menino que se chamava Tomás estavam lá todos para a ver dançar.
- Ela desta vez está a dançar tão bem, que só apetece ficar a vê-la para sempre - comentou o Tomás.
Mas o festival já ia acabar por isso decidiram todos entregar um prémio à melhor bailarina. Então o Rei dos Mares chamou:
- Menina do Mar, tu és a nova bailarina do mar, este é o teu prémio.
E desde então todas as noites ela dava sempre um passeio pelo mar e nesse passeio não havia ninguém que não lhe pedisse para dançar. Até que um dia ela decidiu dar uma enorme festa, convidou todos os animais do mar.
Ao fim da festa foram todos para casa muito felizes. Então a Menina do Mar passou a ensinar os peixinhos a dançar.

(texto recriado a partir do livro “A Menina do Mar”, Sophia de Mello Breyner)

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

A BAILARINA - Fátima Guedes

Gira a bailarina
Na caixa de música
Lívida menina
Rodando, rodando...
Num pequeno círculo
De ouro e de espelho
Escrava do delicado
Mecanismo
Pálida e suave
Em seu bailado frívolo
Quantas vidas passa
Dançando, dançando...
Com a orgulhosa pose
De uma estirpe distante
Finita num infinito
Narcisismo

Roda a bailarina
A sua sina
De tonta
Guardiã de jóias e segredos
De família
Com a roupinha de balé
Com a sapatilha
Relíquia de passar
De mãe pra filha
Ela se persegue
Em seu passeio lúdico
Presa na caixinha
Girando, girando, girando..."

AS BAILARINAS





(By google)
A BAILARINA
(Cecília Meireles)

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Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.

Não conhece nem dó nem ré
mas sabe ficar na ponta do pé.

Não conhece nem mi nem fá
mas inclina o corpo para cá e para lá.

Não conhece nem lá nem si,
mas fecha os ohos e sorri.

Roda, roda, roda com os bracinhos no ar
e não fica tonta nem sai do lugar.

Põe no cabelo uma estrela e um véu
e diz que caiu do céu.

Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.

Mas depois esquece todas as danças,
e também quer dormir como as outras crianças.

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A BAILARINA

”Sinto de repente
uma sensação de orgulho
se ao contrário de um mergulho
pulo no ar num grand jeté.
Quando estou num palco
entre luzes a brilhar,
eu me sinto um pássaro
a voar, voar, voar.
Toda bailarina pela vida vai levar
sua doce sina de dançar, dançar, dançar.” (TOQUINHO)

A BAILARINA

...sou um barco navegando
alto-mar por você
a me desbravar sem medo
com um desejo incontido
invadindo a canção
crepuscular estação
do amor não correspondido
tal como o sol
no arrebol
eu morro com vida
plié aqui
jeté ali
socorro, querida
quero viver
só pra você
de hoje
pra sempre.”

A BAILARINA


(imagem Gabriela Jardim)

A BAILARINA
(Djavan)

“A cada pirueta que você dá
um tom de violeta
inunda o seu bailar
fico encantado ao vê-la voar
em seu grand-jeté
como eu queria ser o seu par
queria o meu destino
junto ao seu dom
e o estilo manuelino
no que tem de bom
pra erigir um belo altar
na intenção de entronizá-la
no lugar de uma deusa...

domingo, 16 de agosto de 2009

Este blog...ganhou um selo!





Obrigada,querida Tays!

Ameiiiiiiiiiii!

Este blog,foi feito para vocês que amam Ballet!

New Fest Dance leva a magia da dança para as montanhas

New Fest Dance leva a magia da dança para as montanhas



(Foto bailarina Gabriela Jardim)


O tradicional New Fest Dance volta à serra para levar a arte da dança às montanhas em um dos maiores eventos do País.

De 14 a 24 de agosto Campos do Jordão ganha projeção nacional na dança, abrindo espaço para o XII New Fest Dance, evento que reunirá cerca de 5 mil bailarinos no Auditório Cláudio Santoro.

Segundo a organização do festival, o evento de 2008 terá participação de mais de 25 grupos, academias e Cias de dança de todo o Brasil, se consolidando como um dos maiores festivais de dança do País.

O público poderá conferir um verdadeiro show de beleza, magia e entretenimento com apresentações de alunos e Cias Profissionais que abrirão todas as noites.

Com suas famosas performances que desafiam a lei da gravidade, os artistas irão encher os olhos dos espectadores com aproximadamente 600 coreografias elencadas.

A mesa de jurados será composta por personalidades da dança nacional e internacional que administrarão cursos aos alunos e professores interessados. Entre os destaques estão Sergei Alexandrov - Rússia, Olga Dolganova - Rússia, Yoko Okada - Japão, Roberto Amorim - Brasil - Andrea Pivatto - Brasil, Kiko - Brasil.

Para os alunos que participam, o festival oferece uma grande experiência que o estimula a dançar mais e melhor, explica Jacy Rhormens, diretora do festival. Os professores têm oportunidade de mostrar toda a qualidade de seus trabalhos, e ainda trocar conhecimentos com outros profissionais.


Os bailarinos se apresentarão em diversas modalidades como: Clássico, Moderno, Jazz, Contemporâneo, Estilo Livre, Repertório, Dança Folclórica, Sapateado, Street Dance, Dança do Ventre e Dança Gospel, Dança Inclusiva e Dança da 3ª Idade.


Os vencedores do festival serão premiados com troféus, bolsas de estudo para a VI Temporada de Ballet Russo em Janeiro de 2009 e com prêmio em dinheiro de até R$ 5.000,00 dividido entre categorias.

Interessados em aprender mais sobre dança, poderão se inscrever em cursos de Street Dance, Ballet e Dança Contemporânea durante o festival.


O evento tem reconhecimento nacional em qualidade, quando comparado a grandes eventos de dança internacionais e ainda contribui com o turismo na região, aumentando o número de visitantes na cidade.

O New Fest Dance acontece nos dias: 14 às 20h; dia 15 às 19h; dia 16 às 17h; dia 17 às 15h; dia 21 às 20h; dia 22 às 19h; dia 23 às 17h; dia 24 às 15h.


Ingressos
Inteira R$ 20,00
Meia R$ 10,00

Local
Auditório Claudio Santoro, Av. Dr Luiz Arrobas Martins, 1880, alto da Boa Vista.

Mais informações e inscrições para cursos
(11) 3222-3219

Programação da 1º Semana do XII New Fest Dance