terça-feira, 4 de dezembro de 2007

ESTE BLOG FOI PREMIADO!

ALGUMAS IMAGENS



FONTES BIBLIOGRÁFICAS

Fonte: Ballet - Arte, técnica, interpretação, de Dalal Achcar



Enciclopédia CD-Rom Encarta


Matérias copiadas das fontes citadas acima.

DARCEY BUSSEL

Darcey Bussel

Darcey Bussel, uma das principais bailarinas do Royal Ballet de Londres, tem uma medalha da Rainha da Inglaterra, um retrato na Galeria Nacional de Retratos e milhares de fãs ao redor de todo mundo. Mesmo assim, esta jovem bailarina de vinte e poucos anos não tem noção de sua fama. Darcey foi descoberta logo em início de carreira por Keneth MacMillan, que a integrou no elenco de seu ballet Concerto, em 1986. Quando fez 19 anos, Keneth criou o ballet O Príncipe de Pagodas para ela. Bussel tem uma longa lista de distinta de repertório, incluindo O Lago dos Cisnes, A Bela Adormecida, O Quebra-Nozes, Apollo, Agon e Giselle.
Bussel traz consigo atletismo e força em seu trabalho, não usual em um mundo que favorece as bailarinas sílfides. Vendo uma apresentação sua, você fica imediatamente de queixo caído por sua precisão, fluidez de movimentos e velocidade.

Quando você começou a treinar? Comecei a freqüentar aulas de ballet todos os sábados quando tinha cinco anos, mas não entrei na Escola de Ballet do Royal até fazer 13 anos. Antes disso, só fazia duas aulas de ballet por semana. Quando cheguei lá, senti-me atrasada em relação às outras garotas, e o primeiro ano foi uma tortura por não saber se estava no caminho certo, pois achava tudo muito difícil. Com a ajuda dos professores, consegui acompanhar a turma rapidamente.

Sua incrível precisão é resultado de anos de treinamento ou é um dom? Acho que é um pouco dos dois. Tecnicamente, essas coisas são aprendidas e você deve ter uma certa habilidade para executar alguns aspectos técnicos. Porém, você precisa ter o corpo certo para fazer um salto ou um movimento controlado e precisa ser ensinada corretamente.

Você se considera "diferente"? Eu sabia que era diferente porque era muito alta e quando fazia aulas havia poucas bailarinas altas - agora existem mais. Eu adoro saltar e sabia que era atlética o suficiente para isso.

Seu corpo atlético foi um encorajamento? Algumas vezes me diziam para 'me conter' porque eu colocava muita energia em tudo. Eu nunca entendi isso até que percebi que eu não colocava energia por querer, era apenas o meu estilo. Mais tarde descobri que algumas coisas precisam de mais energia e outros passos não precisam tanto.

GEORGE BALANCHINE

George Balanchine

Considerado o verdadeiro criador do bailado contemporâneo e um dos maiores influenciadores do mundo da dança de nossos dias, George Balanchine nasceu em São Petersburgo, em 1904, com o nome de Georgi Militonovitch Balanchivadze. Por influência do pai compositor, o jovem bailarino estudou composição e piano no Conservatório de Leningrado, o que se tornaria no futuro a base para ser considerado pelos críticos como "o coreógrafo de maior conhecimento musical de nossos tempos".
Ingressando na Escola Imperial em 1914, formou-se na mesma instituição sete anos depois, mas já agora com o nome de Escola de Bailado do Estado Soviético. Estreou como coreógrafo em 1923, com um pequeno grupo de bailarinos entre os quais Alexandra Danilova. No ano seguinte, a pequena companhia que tinha o rótulo de "Os Bailarinos do Estado Russo", aproveitou uma turnê pelo estrangeiro para fugir para o mundo ocidental. Foi quando Balanchine ingressou com seus bailarinos na Companhia de Diaghilev, criando coreografias importantes como La Pastorale, Jack in the Box e Triumph of Neptune. Com a morte de Diaghilev, tornou-se o primeiro coreógrafo do Ballet de Monte Carlo, produzindo então La Concurrence, Cotillon e Le Bourgeois Gentilhomme. Nessa ocasião, descobriu e lançou talentos como Baronova e Toumanova. A seguir, criou uma série de obras para Les Ballets 1933 de Edward James, entre os quais Mozartiana, Errante, Songes e Os Sete Pecados Capitais.
A convite de Lincoln Kirstein, Balanchine partiu para os Estados Unidos em fins de 1933 para fundar a Escola de Bailado Americano. Desde então, numa sucessão de trabalhos e aventuras que culminou com a fundação do New York City Ballet, Balanchine passou a liderar o bailado na América do Norte juntamente com Kirstein. Considerado como o mestre no bailado abstrato com base de inspiração na música, George Balanchine é um dos mais brilhantes, talentosos e férteis coreógrafos de nossa época, influenciando outros coreógrafos como William Dollar, John Taras e Todd Bolender. Como diretor artístico, além de coreógrafo, Balanchine tende a menosprezar o cenário e os figurinos, em parte por razões financeiras, em parte devido às suas çoncepções sobre a relação entre a música e o movimento. A produção de Balanchine como coreógrafo já ultrapassou 80 bailados. Os mais importantes sendo: Serenade, Le Baiser de la Fée, Ballet Imperial, Night Shadow, Theme and Variations, Quatro Temperamentos, Sinfonia in C, Agon, A Valsa, Western Sinfonia, Liebeslieder Walzer, Sonho de uma noite de verão, Jewels, Le Bourgeois Gentilhomme. Faleceu em abril de 1983.

VASLAV NIJINSKY

Vaslav Nijinsky

Figura enigmática, de temperamento taciturno e introvertido, Nijinsky tornou-se um símbolo na mitologia da dança, conquistando um lugar legendário. Nijinsky, de origem polonesa, nasceu em Kiev, na Ucrânia, em 28 de fevereiro de 1890, filho de Thomas Nijinsky (bailarino famoso em sua época) e Eleonora Bereda, aluna da Escola Estadual de Ballet de Varsóvia. Com 10 anos de idade foi aceito na Escola Imperial de Ballet de São Petersburgo, tendo Nicholas Legat como mestre. Foi logo considerado aluno brilhante em ballet, mas preguiçoso em outros estudos. Graduou-se na Escola Imperial em 1908, dançando o papel de Don Juan, com coreografia de Michel Fokine. A crítica rapidamente notou a sua admirável leveza e elevação. Poucos meses mais tarde conheceu Serge Diaghilev, de quem se tornou grande amigo. Foi o primeiro bailarino da companhia que Diaghilev apresentou em maio de 1909 em Paris, quando dançou O Pavilhão de Armida, La Sylphide, Príncipe Igor e Cleopátra, todos com coreografia de Fokine.
O ano de 1910 reservou-lhe novas criações adequadas a valorizar seus dons excepcionais: em Harlequinade, criou um gracioso Arlequim, em Sherazade esteve soberbo e admirável. Durante a temporada de 1911, Nijinsky criou dois dos melhores papéis de seu repertório em O Espectro da Rosa e Petrouchka, obtendo um sucesso fenomenal. Sua primeira criação coreográfica foi L'Aprés Midi d'un Faune, com música do prelúdio de Debussy. O sentido erótico dessa obra causou grande escândalo inicial, mas se impôs por sua originalidade.
Primeiro bailarino do grupo de Diaghilev, Nijinsky casou-se com Romola Pulsky, jovem bailarina do corpo de baile, enquanto a companhia se apresentava em Buenos Aires. Logo que soube do casamento, Diaghilev, que se encontrava na Europa, telegrafou-lhe demitindo-o da companhia e retirando-lhe sua amizade e proteção. Na primavera de 1914, Nijinsky organizou sua própria companhia em Londres, tendo fracassado pela falta de prática como diretor de uma trupe, e também pela doença dos nervos que o atacou. Nijinsky piorou no internamento durante a guerra, como prisioneiro civil na Hungria, país de origem de sua esposa.
Nijinsky voltou a dançar na companhia de Diaghilev quando esta viajou para os Estados Unidos. Depois da turnê o bailarino organizou seu grupo com elementos da companhia de Diaghilev, criando um novo e último bailado, Til Eulensiegel, que foi apresentado poucas vezes. Depois de duas novas turnês pelos Estados Unidos e uma pela América do Sul ele voltou à Europa, fixando-se na Suíça.

MICHEL FOKINE

Michel Fokine

Filho de um comerciante abastado, Michel Fokine nasceu em São Petersburgo a 26 de abril de 1880. Com nove anos ingressou na Escola lmperial de Bailados, anexa ao Teatro Marinsky. Estudou com Platon Karsavin, Pavel Guerdt e Nicholas Legat. Graduou-se em 1898, entrando para o corpo de baile do Teatro Marinsky como solista. Tornou-se logo um bailarino de primeira categoria, começando a lecionar em 1902. Três anos mais tarde criou as coreografias dos seus primeiros bailados: Acis e Galatea para o espetáculo anual dos alunos e A Morte do Cisne para Anna Pavlova. Aceitou um convite de Serge Diaghilev para ser coreógrafo da temporada dos Ballets Russos, realizada em Paris em 1909. Essa oportunidade deu a Fokine prestígio internacional. Durante mais de 30 anos criou inúmeros bailados de sucesso.
Fokine é considerado o maior expoente na coreografia do século XX, conhecido também como excelente bailarino, grande reformador das concepções tradicionais do ballet e coreógrafo inspirado. Dançou com as maiores estrelas da época, a começar por Pavlova. Como renovador, é para o século XX o que Noverre foi para o século XVlll e exerceu profunda e benéfica influência em todos os ramos da arte coreográfica. Sua sensibilidade para a música é sentida na integração, sempre perfeita, entre seus bailados e o repertório musical.
Sua obra é das mais variadas. lnclui o romantismo de Carnaval, o neo-classicismo de La Sylphide, a intensidade bárbara das Danças Polovtsianas do Príncipe lgor, a poesia de O Espectro da Rosa, o sensualismo de Scheherazade, a tragi-comédia de Petrouchka, a beleza da antiguidade grega de Daphnis e Chloé, o burlesco mordaz de Le Coq d'or. Michel Fokine criou bailados em quase todos os grandes teatros da Europa e da América e a maioria deles permanece ainda hoje no repertório das companhias internacionais. Fokine morreu em Nova lorque em 1942.

MARIUS PETIPA

Marius Petipa

Marius Petipa chegou na Rússia em 1847, após o diretor do Teatro Maryinsky tê-lo oferecido a posição de primeiro bailarino e um salário de 10.000 francos por ano. Ele permaneceu ali pelo resto da vida. Petipa revestiu a arte que havia se estagnado em demonstrações virtuosas da técnica clássica apresentadas sem um conteúdo dramático. Sob sua direção artística, a Rússia se transformou no país-líder do ballet. Ele coreografou aproximadamente 60 peças, introduziu o conceito de balé de longa-metragem e construiu o repertório da companhia Russa.
Como coreógrafo, Petipa deu muito de sua atenção às passagens de solistas, marcando cada passo para suavizar as capacidades de seus bailarinos e conscientemente esculpindo os bailarinos à forma estrutural da música. Trabalhando com colaboradores de primeira classe como Tchaikovsky, Petipa foi capaz de coreografar obras-primas que são executadas até hoje. Seu senso teatral o ajudou a dar efeitos de palco que eram convincentes. Ele acreditava em dançar pelo amor da dança.
Como instrutor da Escola Imperial, Petipa aprimorou ainda mais a técnica da dança e suas coreografias. Atingiu o seu apogeu como coreógrafo em 1890. Sua produção de A Bela Adormecida atingiu um sucesso estrondoso, e foi seguido de grandes trabalhos como Dom Quixote, La Bayadère e Zoraya. Também vieram Cinderela, uma versão completa de O Lago dos Cisnes, Raymonda e Harlequinade, entre outros. A Bela Adormecida permanece como o ponto mais alto da união de Tchaikovsky e Petipa; é o apogeu do Ballet Clássico Russo.

RUDOLF NUREYEV

Rudolf Nureyev

Rudolf Nureyev nasceu na Rússia Soviética, se transformando num dos mais celebrados bailarinos do século XX e o primeiro homem "superstar" do mundo da dança desde Vaslav Nijinsky. Ele espantava o público com seus giros e saltos espetaculares, mas era seu temperamento apaixonado e sentimental que o fez um fenômeno. Nureyev estudou a dança e sua técnica no Ballet Ufa. Era um estudante incrível, mas rebelde: na Escola de Ballet de Leningrado de 1955 a 1958, pulou do corpo de baile e se formou no Kirov Ballet, já como solista. Três anos mais tarde, em 17 de junho de 1961, quando estava em turnê com o Kirov em Paris, Nureyev quebrou a barreira da segurança soviética e pediu asilo de oficiais no aeroporto de Le Bourget. Nos meses seguintes, se apresentou em Paris, Nova York, Londres e Chicago, mas seu auge foi atingido em 1962, quando ele fez par com a aclamada bailarina Margot Fonteyn, do Royal Ballet.
O magnífico virtuosismo de Nureyev se mostrou um contraponto à elegância matura de Fonteyn, e logo sua parceria rejuvenesceu a carreira da moça e estabeleceu a dele. Fora sua ligação ao Royal Ballet como um 'permanente artista convidado' por vinte anos, Nureyev não era afiliado com a companhia de dança. Trabalhou como artista convidado pelo mundo inteiro, tanto como bailarino quanto como coreógrafo. Nos anos 70, Nureyev se envolveu com a tevê e com o cinema. Também fez tour nos EUA como o Rei de Sião, numa relembrança do clássico musical da Broadway 'O Rei e Eu'. Mesmo se tornando um cidadão austríaco em 1982, ele passou grande parte de sua vida em Paris, onde era o diretor e principal coreógrafo do Ballet da Ópera de Paris. Em 1989 ele dançou na União Soviética pela primeira vez desde que a abandonara. Nureyev fez sua última aparição pública em outubro de 1992, como diretor na estréia parisiense de uma nova produção de La Bayadère.
Nureyev morreu em 1993, em Paris, França.

JEAN - GEORGES NOVERRE

Jean-Georges Noverre

Dançarino, coreógrafo e escritor de dança francês, Noverre nasceu em 1727 em Paris. Revolucionário em suas concepções, como provam suas Lettres sur la danse et les ballets (1760), quis romper com tudo o que tornava pesada a tradição clássica (máscaras, vestidos com anquinhas, saltos altos) e criou novas regras e novos suportes (música, cenários, mise-en-scène). ALgumas lições deste livro ainda são atuais. Inventor do ballet de ação, colaborou com Gluck (Medéia e Jasão, 1763) e Mozart (Les petits riens, 1778). Entre suas atividades, Noverre exerceu a de professor de dança, que ensinou até mesmo Maria Antonieta. Morreu em Saint-Germain-en-Laye, em 1810

SERGE DIAGHILEV

Serge Diaghilev

O nome de Diaghilev ocupa lugar de destaque na história da dança contemporânea pela inestimável contribuição de seu trabalho renovador e por ter apresentado o ballet russo ao mundo ocidental pela primeira vez. Filho de pais nobres, Serge nasceu na província russa de Novgorod a 19 de março de 1872. Dotado de rara sensibilidade, dividia o seu tempo entre múltiplas atividades artísticas. Promovendo exposições e concertos, a exemplo da primeira exposição de impressionistas franceses na Rússia (1899-1900) e as Noites de Música Contemporânea (1901), com execuções de obras de jovens compositores russos e estrangeiros como Debussy, Ravel e Dukas. Encorajado por numerosas personalidades parisienses, Diaghilev organizou com sucesso exposições de arte ora na capital francesa ora em São Petersburgo, chegando a fundar nesta última cidade o jornal Mir Isskoustva (O Mundo da arte).
O ballet só entrou definitivamente na vida de Serge Diaghilev no dia em que ele assistiu a famosa bailarina italiana Virgínia Zucchi dançar no Teatro Imperial de São Petersburgo. Seu primeiro trabalho no novo setor foi a supervisão da remontagem completa do ballet Sílvia. No primeiro semestre de 1909, promoveu com êxito absoluto a temporada do Ballet Russo do Teatro Chatelet de Paris, chamando a atenção pela suntuosidade do espetáculo e pela perfeição do conjunto que tinha em seu elenco: Vaslav Nijisnky, Anna Pavlova, Michel Fokine, Tamara Karsavina, Adolph Bolm, Vera Karalli, Mikhail Mordkin. Esses espetáculos marcaram o início de uma revolução da arte teatral do Ocidente, particularmente no ballet.
Exibindo-se em vários teatros do Ocidente, a companhia de Ballets Russes de Diaghilev estreou no Teatro Municipal do Rio de Janeiro em 17 de outubro de 1913, com La Sylphide, Le Spectre de la Rose, Le Pavillon d'Armide e Danças Polovtsianas do Príncipe Ígor.
No começo da Grande Guerra de 1914, Diaghilev permaneceu um ano em Veneza, mudando-se depois para a Suíça, onde recebeu convite de Otto Kahn, diretor do Metropolitan Opera House, para se apresentar nos Estados Unidos. Essas turnês alcançaram retumbante sucesso com reprises anuais. O Principiado de Mônaco contratou a Companhia de Diaghilev em 1923 para a Ópera de Monte Carlo, com o novo nome de Ballets Russes de Monte Carlo.

MIKHAIL BARYSHNIKOV

Mikhail Baryshnikov

Ele nasceu no dia 27 de janeiro de 1948 em Riga, Letônia (filho de pai mecânico e mãe costureira). Resolveu ser bailarino meio tarde (tive minha primeira aula de ballet aos 12 anos, quando em geral se começa aos 8), mas quando tinha 15 anos, foi aceito pelo balé de Leningrado e aos 18 fez sua estréia profissional com o famoso Ballet Kirov, dançando Giselle. No dia 30 de junho de 1974, enquanto excursionava pelo Canadá com o Bolshoi, resolveu fugir da Rússia, indo para o Canadá e depois para os Estados Unidos, onde quase de imediato se transformou no bailarino mais disputado e caro do mundo. Seu nome tem sido ligado, romanticamente, ao de muitas mulheres famosas: Liza Minelli, Bianca Jagger, Shirley MacLaine, Jessica Lange, Jackie Onassis, Leslie Browne, Gelsey Kirkland (considerada a melhor bailarina norte-americana). Enquanto Misha (gosto muito deste apelido que me deram) admite que teve caso com algumas delas, diz que não é feliz, apesar de toda sua fama e riqueza. Continua um solitário em seu país adotivo (às vezes fico melancólico, me sinto muito russo) e vive sozinho com seu poodle La Goulue numa cobertura de Nova Iorque. Muita gente pensa que Misha estreou no cinema em Momento de Decisão (não é verdade, fiz um filme na Rússia, Fiesta, baseado no conto de Hemingway). Hoje recebe propostas diárias para fazer outros filmes e parece que acabará aceitando o papel central de Nijinski, que o diretor Herbert Ross está preparando para 79. Bebe e fuma demais, tem paixão por discotecas e comida chinesa, Mozart e musicais da Brodway.

ANA BOTAFOGO

Ana Botafogo

Primeiros Passos Ana Maria Botafogo Gonçalves Fonseca nasceu sob o signo de Câncer às 8:35h de um 9 de julho.
De forma tranqüila e fruto de uma família harmoniosa, centrada na região católica, chegou ao mundo essa carioquinha da Urca, descendente de um dos povoadores da cidade do Rio de Janeiro - João de Souza Pereira Botafogo, que deu origem ao nome do bairro.
Bem cedo a pequena Ana já dava sinais de uma personalidade bem especial, mostrando pequenas nuances que costumam acompanhar e distinguir os artistas. A menina era musical, maleável, ativa, curiosa e, embora tímida, era sobretudo muito detalhista e atenta.
Apesar dos dotes latentes, nada foi forçado na infância de Ana Maria. a formação artística veio como um complemento normal de sua educação. aos seis anos de idade, entrou para a bandinha do Conservatório de Música da Urca, integrando o naipe dos triângulos.
O único interesse dos pais era que a menina desenvolvesse sua musicalidade e gostasse das artes.
Aos poucos, segundo a mãe, Ana demonstrou que tinha inclinação artística. Muito atenta e compenetrada no que fazia, foi progredindo e se sobressaindo.
Do triângulo passou para o balé clássico, ainda no Conservatório da Urca, tendo aulas com Luciana Bogdanich, bailarina do Teatro Municipal, na época.
Sua inteligência e sua musicalidade já despertavam a atenção dos professores.
O primeiro veredicto de que Ana cumpriria a carreira de bailarina veio nas palavras da pianista que acompanhava as aulas no Conservatório da Urca.
- Ela vai ser bailarina, porque bailarina não é só pés, é sobretudo cabeça - sentenciou.
Mas a menina tímida, "um pingo de gente', como a definia a família, também foi se sobressaindo em outras áreas. No tradicional colégio da Urca, Cristo Redentor, sempre foi das primeiras alunas da turma, medalha de prata nas três séries primárias e medalha de ouro e prata na quarta série - prêmio só para quem já possuía as outras três medalhas. Não por acaso, d. Ivone Furtado, fundadora e diretora do colégio, sempre a incluiu entre os alunos brilhantes.

ALESSANDRA FERRI

Alessandra Ferri

Alessandra Ferri nasceu em Milão, na Itália, e estudou na Escola de Ballet do Teatro Alla Scala; com quinze anos ganhou uma bolsa do Conselho Britânico, concedida pela primeira vez a uma bailarina, e foi para Londres continuar sua formação na Escola do Royal Ballet. Em 1980 integra-se à companhia, depois de ter vencido o "Prix de Lausanne", um concurso internacional para estudantes de dança. O ano de 1983 foi o de sua confirmação: aos 19 anos conseguiu o 'cargo' de bailarina principal da companhia. Sir Kenneth MacMillan a escolheu como protagonista de seus trabalhos, como Romeu e Julieta, Manon, Mayerling, e criou para ela A Diferent Summer e Valley of Shadows. Recebeu a mais alta comenda britânica e foi indicada como Bailarina do Ano pela revista Dance and Dancers e pelo New York Times.
Alessandra migrou para o American Ballet Theatre durante a administração de Mikhail Baryshnikov, no ano de 1985, e acompanhou a companhia em uma turnê mundial. No ano seguinte estreou no cinema com o filme 'Emoções', no qual faz par com Baryshnikov. A bailarina conseguiu o feito de ser convidada para se apresentar com o Paris Opera Ballet no espetáculo Carmen (1992), de Roland Petit, feito alcançado por pouquíssimos artistas. Também estrelou o filme para a TV intitulado La Luna Incantata, que recebeu um prêmio no Festival de Cannes. Seguiu a década de 90 sempre com muitos trabalhos. Em 1997 publicou o livro 'Aria', do qual é modelo e co-autora junto com o fotógrafo Fabrizio Ferri.
Alessandra Ferri, além de ser excelente bailarina, consegue dar o tom certo a personagens que precisam de alto grau de interpretação. Por isso fica tão maravilhosa nos papéis de Giselle, Julieta e Manon. É uma exceção dentro do ballet italiano, que nos últimos tempos tem enfrentado uma estagnação e não produz nenhuma grande estrela para o cenário da dança mundial.

GALINA ULANOVA

Galina Ulanova

Descendente de uma família de bailarinos, Galina Ulanova nasceu em São Petersburgo, em 1910, filha de Maria Romanova, bailarina clássica e professora de coreografia, e de Serge Ulanov, maître de ballet. Ulanova é, sem dúvida, uma descendente direta das grandes bailarinas do passado, tais como Taglioni ou Pavlova. Tendo estudado numa das melhores escolas do mundo, a Escola Coreográfica de Leningrado, ela revelava um estilo próprio na sua maneira simples de dançar, que fazia ressaltar aos olhos do público ao entrar em cena, antes mesmo de executar um passo. A perfeita combinação plástica dos seus movimentos, a técnica segura e a finura de sua arte, aliadas a uma expectativa misteriosa proveniente de sua personalidade, mantinha o público em agradável suspense. Ulanova e Fonteyn são consideradas as maiores bailarinas do nosso século. De temperamento tímido, suave e de saúde frágil, Ulanova é uma das bailarinas de maior força vital que os palcos já conheceram. Sua dança é extremamente expressiva. Ela interpretou os papéis mais diversos devido à sua versatilidade artística.
Ulanova estreou em 1928, dançando em La Sylphide, de Michel Fokine. Logo depois interpretava Odete-Odile em O Lago dos Cisnes na versão de sua mestra Vaganova, marcando o início de sua maturidade artística. Interpretou depois A Bela Adormecida, Giselle, A Fonte de Bakhchissaray, Romeu e Julieta, La Bayadére, todos no Teatro Kirov de Leningrado. No Teatro Bolshoi de Moscou, para cuja companhia foi transferida em 1944, interpretou Cinderela.
Em 1951, Galina Ulanova dançou pela primeira vez para o mundo ocidental em Florença. Dançou em Londres Romeu e Julieta, pela primeira vez, em 1956. Ulanova foi condecorada como Artista Nacional pelo Governo Soviético em 1940 e recebeu o prêmio Stalin em 1946. Artista completa, universalmente conhecida, Ulanova tornou-se um ídolo de todas as platéias, quer soviéticas ou estrangeiras. Hoje afastada do palco, Galina ensina sua arte no Teatro Bolshoi.

TAMARA KARSAVINA

Tamara Karsavina

Nascida em São Petersburgo em 1885, foi formada pela Escola Imperial e entrou no Teatro Marinsky já como solista, em 1902. Em 1909 passou à primeira bailarina.
Sofreu grande influência artística de Fokine que, naquela época, encontrou em Karsavina sua inspiração. Participou, com Nijinsky, como primeira figura do Ballet Russo de Diaghilev, até o final da companhia.
Foi aí que Fokine criou, com ela, os imortais ballets La Sylphide, Carnaval, Petrouchka, O Espectro da Rosa, entre muitos outros.
De grande inteligência, finura e expressividade, foi durante toda a vida uma maravilhosa bailarina apreciada no mundo inteiro. Karsavina é hoje, talvez, junto com Fonteyn, a bailarina mais querida, amada e respeitada, tanto pelo público quanto pelos seus colegas.
Mais tarde, morando na Inglaterra e casada com um diplomata inglês, Karsavina foi vice-presidente da Royal Academy of Dancing, onde deu muito de seus ensinamentos e ajudou a criar uma escola de estilo inglês baseado no russo. Ensaiou e ajudou Margot Fonteyn em vários trabalhos, especialmente no Pássaro de Fogo e em Giselle, além de ensinar e ajudar Ashton no primeiro ato de La Fille Mal Gardée.
Até o final de sua vida, com a mente sempre lúcida, orientou vários artistas e professores. Escreveu Theatre Street, livro considerado um dos clássicos da literatura de ballet.

MARIE SALLÉ

Marie Sallé

Nascida em 1705, estreou em 1721 na Ópera de Paris, dançando Les Fêtes Venetiennes. Celebrizou-se por sua inteligência. Aboliu o costume de dançar com máscaras, suprimiu as perucas monumentais usadas na época, introduzindo a naturalidade e a sobriedade na indumentária. Dançou muito em Londres, falecendo em 1756.

LA CAMARGO

La Camargo - Marie Anne Cupis de Camargo

Dançarina francesa, La Camargo nasceu em 1710, em Bruxelas, e morreu em 1770 em Paris. Excelente na batterie, muito aplaudida nos tambourins de Rameau, triunfou nas óperas e balés-óperas de Campra, Destouches e Mouret. Devido à sua virtuosidade, executou entrechats e cabrioles, até então passos reservados à dança masculina.

MARGOT FONTEYN

Margot Fonteyn

Ao comentar uma atuação de Margot Fonteyn, o importante crítico inglês Richard Buckle confessou que preferia falar mais sobre o que a bailarina expressava em dança do que executava em passos, porque de há muito Margot Fonteyn havia ultrapassado o ponto em que fosse preciso discutir sua performance física, quer num papel novo ou já conhecido. "Existe uma espécie de barreira do som acima da qual a dança - agitação de braços e pernas - torna-se uma força moral".
O mesmo conceito aplica-se à carreira desta dançarina inglesa de sangue brasileiro. Torna-se inútil repetir dados biográficos ou cronológicos, pois muito mais importante do que fez ontem é o que ela significa neste momento. Como Pavlova foi para uma geração anterior um símbolo da dança clássica, Fonteyn simboliza hoje o ballet - o ballet inglês em particular e o ballet como se pratica hoje, em geral. Modelo da bailarina ideal em forma e espírito, modelo das proporções clássicas e da musicalidade da dança, modelo de integridade profissional, de humildade artística, de idealismo, Margot Fonteyn personifica ainda as realizações e conquistas do ballet ocidental nestes últimos 50 anos.
Desde sua estréia em 1934, aluna e adolescente, Margot Fonteyn cresceu e desenvolveu-se com sua companhia The Royal Ballet, internacionalmente famoso com o maior conjunto de ballet ocidental, que teve sempre como fator principal de sua ascenção, em qualidade e popularidade, a pequena Margot - de solista a primeira dançarina, de ballerina a prima-ballerina absoluta e que, no seu modesto esplendor, ultrapassou as fronteiras do ballet britânico para firmar-se e ser confirmada a maior dançarina de nossa época.
Para ser a maior ballerina contemporânea, Margot Fonteyn transforma-se, no universo mágico do teatro, em Odette-Odile, Giselle, Sylvia, Ondine, Cinderela ou a Bayadére, o Pássaro de Fogo ou a Bela Adormecida, Raymonda ou a Peri, Julieta ou Marguerite... mas quando ela deixa essas personagens de sonho para voltar a ser Margot Fonteyn, simples e discreta fora do palco, continua a mais prestigiosa e prestigiada das grandes ballerinas atuais, em posição única no cenário mundial. Foi como decorrência de seu valor que a Rainha da Inglaterra lhe deu as condecorações Commander of British Empire e Dame of British Empire. Doutora honoris causa em literatura pela Universidade de Leeds, em música pelas Universidades de Londres e Oxford e presidente da tradicional instituição de dança: The Royal Academy of Dancing.

FANNY ELSSLER

Fanny Elssler

Grande rival de Marie Taglioni, a austríaca Fanny Elssler (1810-1884) era exatamente o oposto da grande bailarina. Fanny era mais viva, mais humana, mais sensual, conhecida como a dançarina "pagã", enquanto Taglioni era a "cristã". Ficou famosa também pelas danças folclóricas que levou para o ballet, como a tarantela, a gitana e a cachucha (dança espanhola dançada com tal acerto que simbolizou o temperamento exuberante da bailarina).

MARIE TAGLIONI

Marie Taglioni

Não se pode falar na evolução histórica do ballet sem se ressaltar a importância do Romantismo, que foi uma espécie de pedra angular da mensagem estética que prevaleceu através dos tempos. O Romantismo atingiu a idade adulta por volta de 1832, quando uma moça sueca de origem italiana chamada Marie Taglioni (1804-1884) emocionou a platéia da Ópera de Paris dançando La Sylphide. Marie Taglioni se caracterizou por sua mensagem de beleza espiritual, com movimentos e expressões etéreas.
Sua maior rival foi Fanny Elssler, justamente o oposto de Taglioni.



La Sylphide

Ballet em dois atos. Coreografia de Filippo Taglioni e música de Jean Scheitzhoeffer. História de Adolphe Hourriet e cenários de Pierre Cicere. Figurinos de Eugene Lami. A primeira apresentação foi realizada no Teatro da Academia Real de Música de Paris, em 12 de março de 1832. Quem estrelou o ballet foi Marie Taglioni, filha do coreógrafo.

MARIE TAGLIONI

Marie Taglioni

Não se pode falar na evolução histórica do ballet sem se ressaltar a importância do Romantismo, que foi uma espécie de pedra angular da mensagem estética que prevaleceu através dos tempos. O Romantismo atingiu a idade adulta por volta de 1832, quando uma moça sueca de origem italiana chamada Marie Taglioni (1804-1884) emocionou a platéia da Ópera de Paris dançando La Sylphide. Marie Taglioni se caracterizou por sua mensagem de beleza espiritual, com movimentos e expressões etéreas.
Sua maior rival foi Fanny Elssler, justamente o oposto de Taglioni.

domingo, 2 de dezembro de 2007

"ESPECIAL ACADEMIA"

Fui ao espetáculo!

Teatro Itália...São Paulo.

Noite de sábado...uma linda noite nem quente ,nem fria.

À porta do teatro a impaciência para ver as bailarinas..a técnica.. o figurino..

Abre-se a porta e quero ser a primeira a entrar,não posso escolher a poltrona,são numeradas,tenho que ficar no local designado no ingresso.

Ah,tive sorte.local bom,na frente é lá que gosto de ficar ..isso mesmo no gargarejo..rs

Lá posso ouvir as sapatilhas tocando levemente o solo..como se estivessem o tempo todo pairando no ar.


Mal posso esperar o início.

E toca a sineta..uma ...duas ..pronto à terceira vai começar.

Depois de alguns avisos de praxe;não filmem ,não tirem fotografias,desliguem os celulares..começa o espetáculo.

"A MAGIA DO BALLET"


Que lindo foi!

Divino!

Parabéns aos diretores
aos professores
às bailarinas
A todos,que de qualqueer maneira contribuiram, para que eu e outras pessoas pudessemos ver tanta dança de boa qualidade,com graça e leveza.

A cada dança,uma emoção,a cada salto o coração batendo mais forte.
Que pena...acabou...

Foi tão bom...as horas passaram e nem senti..
Queria mais.

Obrigada.