terça-feira, 23 de julho de 2013

Ballet Nacional da Rússia se despediu do Brasil após passar por 18 cidades


Pela primeira vez na história, "O lago dos cisnes" foi apresentado em 18 cidades brasileiras Foto: RIA Nóvosti




No mesmo dia (20) em que a companhia estava arrumando as malas para a viagem de volta à Europa – 120 malas de figurinos, 200 sapatilhas e 45 malas de cenografia –, alguns bailarinos e o vice-diretor do Ballet Nacional da Rússia, Victor Davidov, foram homenageados em uma recepção organizada pelo consulado geral da Rússia em São Paulo.
Na ocasião, também foi comemorado o Dia Nacional da Rússia, transcorrido em 12 de junho. Os convidados e principais integrantes da comunidade russa de São Paulo foram saudados pelo cônsul, Mikhail Troiânski. Graças ao empenho pessoal do cônsul e aos patrocínios dos empresários Olacyr de Moraes e Serguêi Chak que foi possível realizar a maior turnê de balé russo já ocorrida no Brasil, com apresentações de “Gisele” e “O Lago dos Cisnes”.
“Pela primeira vez em nossa história apresentamos a arte do balé russo em 18 cidades brasileiras. Dado o sucesso extraordinário, uma coisa é certa: estaremos de volta no ano que vem”, disse o líder do grupo, Victor Davidov.

“A produção do Ballet Nacional da Rússia para "O lago dos cisnes", embora retome a coreografia de Marius Petipa que consagrou a peça desde 1895, tem uma certa atualização do seu diretor”, disse o crítico Antônio Hohlfeldt, do “Jornal do Comércio”, sobre a apresentação em Porto Alegre. Porém, Hohlfeldt também criticou a performance geral classificando-a como “burocrática, com uma coreografia tradicional e conservadora, sem grandes lances de criatividade”.A presença dos bailarinos e bailarinas deu um colorido especial e trouxe um agradável burburinho aos salões austeros do consulado. Apesar de a idade deles variar entre 18 e 25 anos, eles não são iniciantes. A maioria veste as sapatilhas por volta dos oito anos, como é o caso de Nikita Mikhailov, que foi um dos destaques da temporada aos 19 anos.
A temporada iniciada em 11 de maio também enfrentou algumas dificuldades, como a apresentação em Joinville, por exemplo, que foi cancelada por falta de procura de ingressos – talvez devido ao preço (R$160). Em outras cidades, os ingressos foram vendidos a R$300. Mas nada disso desanimou aos solistas, como a consagrada Svetlana Ustiujaninova. “Nós somos como os pioneiros, temos uma missão, isto é, levar a arte do balé russo ao Brasil. E a nossa missão foi cumprida”, disse a solista.

Diretor da Companhia de Ballet Bolshoi foi substituído

Mostra Contemporânea

Ballet Palácio das Artes abre a Mostra Contemporânea com obras de coreógrafos consagrados.



Uma companhia que, apesar do "jovem" no nome e no tempo de atuação, traz uma bagagem de peso para o 31º Festival de Dança. Esse é o Ballet Jovem Palácio das Artes, de Belo Horizonte, escolhido para abrir a Mostra Contemporânea na noite deste domingo, no Teatro Juarez Machado. O evento paralelo, com edições também nos dias 23, 24, 25 e 26, é voltado para companhias de nível profissional.

Metade dos 29 bailarinos que integram o projeto fundado em 2007 virão a Joinville. Andrea Maia, diretora artística, conta que o repertório reúne dois recentes trabalhos e outros dois pinçados do repertório do grupo. As coreografias "A Buenos Aires" e "Cantares" fizeram parte do espetáculo da última temporada da companhia, "Jovens Hermanos", em homenagem a cinco artistas argentinos (Bettina Bellomo, Gustavo Mollajoli, Ismael Guiser, Luis Arrieta e Oscar Araiz).

"A Buenos Aires" é coincidentemente ligada à história do argentino Julio Bocca, diretor artístico do Balé Nacional do Uruguai (Sodre), atração de abertura do Festival de Dança. Foi para ele e Raquel Rossetti que Gustavo Mollajoli criou o pas de deux que mistura tango e balé, apresentado em 1985 no palco do Bolshoi de Moscou durante o Concurso Internacional de Ballet, onde Boca recebeu medalha de ouro.

"Cantares", de Oscar Araiz, traz nove bailarinas do Palácio das Artes para tratar do feminino e hispânico. "Iungo", de Adriaan Luteijn, foi apresentado pelo Ballet Jovem pela primeira vez em novembro de 2008, em São Paulo, quando os mineiros dançaram ao lado dos holandeses da Cia. Introdans. Já "Frágil?", de Peter Lavratti, é um balé contemporâneo criado a partir da música "Piano Works", de Craig Armstrong, e dançado pela companhia pela primeira vez no ano passado.

— Esta será nossa primeira apresentação em Joinville. O convite surgiu após a participação em um festival de Uberlândia — diz Andrea, que conta que o Palácio das Artes é conhecido por participar ativamente de discussões em eventos do gênero.

A Mostra Contemporânea também escapa pelas frestas do teatro. "Una Pared", da Cia. Municipal de Dança de Caxias do Sul, só será vivenciado por quem estiver passando neste domingo e segunda-feira pela Feira da Sapatilha, exatamente ao meio-dia. A apresentação gratuita tem formato aéreo. Os bailarinos executam a coreografia suspensos por cordas presas ao muro em frente ao Expocentro Edmundo Doubrawa. A obra faz parte do repertório de Brenda Angiel.

O QUÊ: Mostra Contemporânea.
QUANDO: domingo, às 22 horas.
ONDE: Teatro Juarez Machado, anexo ao Centreventos Cau Hansen.
QUANTO: ingresso a R$ 28, na bilheteria do Centreventos e
www.ticketcenter.com.br.

Sétima edição dos Seminários de Dança,

Abertura de Seminários de Dança tem bailarinos internacionais

Seminários de Dança terão aulas com bailarinos internacionais (Foto: Mauro Schlieck/Festival de Dança de Joinville)

Evento ocorre paralelamente ao Festival de Dança de Joinville.
Tema é “A dança clássica: dobras e extensões”; evento tem 500 vagas.


Segue até terça-feira (23) a sétima edição dos Seminários de Dança, evento paralelo ao Festival de Dança de Joinville. A abertura oficial contou com a presença de Márcia Haydée, bailarina brasileira que já foi diretora do Ballet de Stuttgart, na Alemanha, e se tornou um ícone do balé para muitos dançarinos. Os seminários contam com a curadoria artística do festival e a coordenação executiva de Angela Nolf. As inscrições custam R$120 e ainda podem ser feitas no site.

O tema é “A dança clássica: dobras e extensões” e o evento conta com 500 vagas.  As atividades envolvem 15 palestrantes, como Luis Arrieta; Antonio Nobrega; Ruy Moreira; Rosa Antuña; Ernesto Gadelha; Flávio Sampaio; e Patrícia Avelar. Nestas oportunidades, os participantes podem debater diversos aspectos sobre o tema explanado, realizar atividades didático-pedagógicas, leituras de obras, além da possibilidade de apresentação de trabalhos científicos.

'Les Sylphides',

 'Les Sylphides',



Ao todo, 24 bailarinos e alunos da Escola Bolshoi dançam. A remontagem de 'Les Sylphides' é da professora russa Galina Kravchenko, bailarina do Teatro Bolshoi de Moscou e esposa de um dos maiores intérpretes desse balé, Alexander Bogatyrev.
Um balé à luz da lua em um ambiente clássico onde um jovem sonhador, sempre em busca do novo, dança em meio às sílfides, que são seres invisíveis do ar. 
Já o Balé Teatro Guaíra apresenta uma versão coreográfica completamente nova do clássico 'A Sagração da Primavera', com direção da portuguesa Olga Roriz. O balé homenageia a obra do músico russo Igor Stravinsky, que chocou o mundo por romper com todos os padrões da sonoridade estabelecida, com coreografia do lendário bailarino russo Nijinsky.
A composição musical estreou no Théâtre des Champs-Élysées, na capital francesa, no dia 29 de maio de 1913. A obra mostra a cena de um ritual pagão em que uma virgem é eleita para ser sacrificada em nome de uma boa colheita. Ela irá dançar até morrer. Na montagem do Balé Teatro Guaíra, com coreografia de Olga Roriz, existem dois aspectos diferentes do original: o personagem Sábio tona-se protagonista abrindo a apresentação, e a Eleita não é vítima, mas privilegiada por ser a escolhida, assim dança feliz e sem medo. Os cenários são de Pedro Santiago Cal, que também divide o figurino com Olga Roriz.

Noite de Gala celebra momento histórico do balé mundial

Escola do Teatro Bolshoi e Balé Teatro Guaíra subiram ao palco.
Os dois grupos apresentaram versões de dois espetáculos centenários.
Noite de Gala no Festivel de Dança (Foto: Nilson Bastian/Divulgação)

Na Noite de Gala, nesta segunda-feira (22), dois espetáculos celebraram o centenário de uma noite que mudou os rumos da dança no mundo, em Paris, na França, em 1913. A sequência dos balés Les Sylphides e Sagração da Primavera, dessa vez, foi apresentada pela Escola do Teatro Bolshoi no Brasil e pelo Balé Teatro Guaíra no Festival de Dança de Joinville.

Nos primeiros 30 minutos, 24 bailarinos e alunos da Escola do Teatro Bolshoi em Joinville interpretaram o balé coreografado em 1909 pelo russo Mikhail Fokine. No Festival de Dança, a versão que preservou o figurino e o cenário românticos do século XIX foi uma remontagem da professora russa Galina Kravchenko, bailarina do Teatro Bolshoi de Moscou. Na obra, um jovem sonhador dança em meio às sífildes, seres flutuantes, sob a música de Chopin, em um bosque. Além do corpo de baile composto pelas alunas da única filial do Bolshoi fora da Rússia, três solistas da Companhia Jovem ganharam os aplausos do público.

Ballet Nacional do Uruguai abre Festival de Dança de Joinville

A Noite de abertura do Festival de Dança de Joinville foi marcada pela apresentação do Ballet Nacional do Uruguai. Sob a direção do coreógrafo Julio Bocca, a companhia trouxe quatro coreografias: Doble Corchea, El Corsário – pas D´Esclave, Without Words, e Sinfonietta. O evento ocorreu na noite desta quarta-feira (17).
Segundo Ely Diniz, presidente do Instituto Festival de Dança, participam desta edição do festival mais de seis mil bailarinos, de 22 estados e do Distrito Federal. Durante a abertura o secretário de Turismo, Cultura e Esportes, Roberto Martins, trouxe, segundo ele, a essência do evento e parafraseou o poeta Augusto Branco. "Não é o ritmo nem os passos que fazem a dança, mas a paixão que vai na alma de quem dança".
Apresentação Doble Corchea durante abertura do Festival de Dança (Foto: Diego Redel/Festival de Dança de Joinville)
A primeira apresentação, Doble Corchea, é coreografia do venezuelano Vicente Nebrada. O espetáculo é considerado uma interpretação com bastante energia e humor e a música é obra de Benjamin Britten. Já a segunda, que traz coreografia de Marius Petita, é um balé clássico, cujo tema é a fuga de dois amantes.
A terceira apresentação, Without words, traz a dança contemporânea para o palco. A coreografia é do espanhol Nacho Duato e tem como tema a relação entre amor e morte. A música é de Franz Schubert. A última apresentação da noite, Sinfonietta, é a obra mais conhecida do coreógrafo Jiri Kylián e trata sobre o amor entre os seres humanos. A música é de Leos Janácek. A apresentação é considerada por especialistas um clássico da dança moderna.
Apresentação da coreografia El Corsário (Foto: Diego Redel/Festival de Dança de Joinville)Adicionar legenda

   
O Festival de Dança de Joinville segue até o dia 27. Saiba mais sobre a programação no site do evento.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Ana Lacerda . FIVE TANGOS

PORTUGAL DANCE AWARDS

Portugal Dance Awards

Portugal Dance Awards

Bailarinos portugueses encantam Paris

Quorum Ballet, Portugal

Pina (OST)

Pina Bausch movie presentation Oakland University.mov

A Sagracao da Primavera, maio 2013




 Sagração da Primavera faz 100 anos (1913-2013), e este programa da CNB celebra-os. Para isso contamos não só com a força da coreografia de Olga Roriz e a excelência dos bailarinos da Companhia, como com a interpretação musical da Orquestra Sinfónica Portuguesa, num raro encontro vivo entre música e dança.


LA VALSE
Curta-metragem 

Realização João Botelho ◆ Coreografia Paulo Ribeiro ◆ Música Maurice Ravel 
Coprodução CNB / Ar de Filmes ◆ Com os bailarinos da Companhia Nacional de Bailado

Interpretação musical
Orquestra Sinfónica Portuguesa sob a direção de José Miguel Esandi


A SAGRAÇÃO DA PRIMAVERA

Direção / Coreografia Olga Roriz ◆ Música Igor Stravinski ◆ Cenografia Pedro Santiago Cal
Figurinos Olga Roriz e Pedro Santiago Cal ◆ Desenho de luz Clemente Cuba

Interpretação musical
Orquestra Sinfónica Portuguesa sob a direção de José Miguel Esandi

O Lago dos Cisnes, Fev2013

Gulvira Kurbanova Greatest Ballet Performance I Ever Saw Amazing Inspira...

DIA INTERNACIONAL DA DANÇA


O 29 de abril, Dia Internacional da Dança, ainda é uma efeméride nova e mesmo desconhecida para muita gente. Embora tenha sido instituída em 1982 pelo CID (Comitê Internacional da Dança) da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), só começou a ser realmente lembrada no Brasil nos últimos anos. Cada vez mais, no entanto, artistas e profissionais da área reconhecem que é importante celebrar a data para, inclusive, dar maior visibilidade à dança, lembrar de sua importância e de suas demandas.  
Ao criar o Dia Internacional da Dança a UNESCO escolheu o 29 de abril por ser a data de nascimento do mestre francês Jean-Georges Noverre (1727-1810), um reformulador cuja obra conta com um estudo precioso de Marianna Monteiro, no livro Noverre, Cartas sobre a Dança, publicado em 1998 pela Edusp. Por coincidência, entre os brasileiros a data também pode estar associada ao aniversário de uma personalidade de indiscutível importância: Marika Gidali, a bailarina que, com Décio Otero, fundou o Ballet Stagium em 1971 em São Paulo, para inaugurar no Brasil uma nova maneira de se fazer e apreciar dança.  

Le Corsaire Bolshoi-2012


O 29 de abril, Dia Internacional da Dança, ainda é uma efeméride nova e mesmo desconhecida para muita gente. Embora tenha sido instituída em 1982 pelo CID (Comitê Internacional da Dança) da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), só começou a ser realmente lembrada no Brasil nos últimos anos. Cada vez mais, no entanto, artistas e profissionais da área reconhecem que é importante celebrar a data para, inclusive, dar maior visibilidade à dança, lembrar de sua importância e de suas demandas.  
Ao criar o Dia Internacional da Dança a UNESCO escolheu o 29 de abril por ser a data de nascimento do mestre francês Jean-Georges Noverre (1727-1810), um reformulador cuja obra conta com um estudo precioso de Marianna Monteiro, no livro Noverre, Cartas sobre a Dança, publicado em 1998 pela Edusp. Por coincidência, entre os brasileiros a data também pode estar associada ao aniversário de uma personalidade de indiscutível importância: Marika Gidali, a bailarina que, com Décio Otero, fundou o Ballet Stagium em 1971 em São Paulo, para inaugurar no Brasil uma nova maneira de se fazer e apreciar dança.  

Don Quixote grand pas de deux - Svetlana Zakharova and Andrei Uvarov