terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

27º Festidança

Inscrições para o 27º Festidança seguem até o dia 11 de março.


Até o dia 11 de março estão abertas as inscrições para bailarinos amadores ou profissionais, grupos e companhias interessados em participar da 27ª edição do Festidança, que acontece entre os dias 25 e 29 de maio em São José dos Campos. Para concorrer é preciso enviar o material para a sede da FCCR (Fundação CassianoRicardo). A participação é gratuita.
Este ano o festival será realizado no Teatro Municipal, no Cine Santana, no Teatro Dailor Varela e em outros espaços de São José. Os interessados devem ter idade acima dos 12 anos e a organização só permite inscrições em, no máximo, duas categorias.
De acordo com a FCCR, o material de inscrição deve conter a ficha de inscriçãopreenchida e DVDs com uma coreografia gravada em plano frontal e sem edição. As coreografias, com exceção do gênero Ballet Clássico de Repertório, devem ser inéditas no festival.
A seleção será realizada por uma comissão formada por três técnicos de dança. As avaliações levarão em conta a concepção e o desenho coreográficos, interpretação, técnica e musicalidade. O resultado será divulgado no dia 28 de março.
O festival é um dos melhores festivais de dança do Brasil, com mostras competitivas de Ballet Clássico de Repertório, Danças Urbanas, Jazz, Sapateado, Danças Folclóricas e Dança Contemporânea.

Gisela Bellot

O Alimento diário de Gisela Bellot




Por: As Flávias 
Gisele Bellot atua como profissional na área da dança desde 1980, formada pelos mestres Halina Biernacka, Ady Addor e Ismael Guiser. No início da década de 80 foi a Primeira Bailarina da Cia "Ballet Clássico de São Paulo". No final dos anos 90 dançou uma coreografia de sua autoria com o bailarino russo Alexander Valouev, do Teatro Bolshoi. Se especializou com aulas dos mestres Olga Ferri, em Buenos Aires, e Oliver Smith, no Canadá e conquistou importantes prêmios na Argentina e Nova York. Atualmente, além de administrar sua Cia. e cuidar da formação de novos bailarinos em sua Escola, faz workshops e cria coreografias como convidada, e participa juris em diversos Festivais de Dança.
Nessa entrevista, Gisele Bellot fala sobre o início de sua carreira, suas inspirações e revela que a dança é o seu alimento.
Você sempre gostou de dança? Comecei a estudar aos 9 anos. Desde então a dança é meu alimento diário.
Por que optou pela Faculdade de Artes Cênicas?Porque amava representar e amava tudo relacionado a arte: Teatro, Dança, Música e Canto. Estudei também piano, violão e canto.
Quais foram seus principais mestres?Faço parte de uma geração de grandes mestres. Na minha formação destaco Halina Biernacka, Ady Addor e Ismael Guiser.
Onde realizou suas bolsas de estudos?Aos 15 anos ganhei uma bolsa na The National School of Canada, com Miss Oliver Smith. Depois em Buenos Aires, no Studio Olga Ferri.
Qual a sua ligação com o Contemporâneo?Estudei Contemporâneo com alguns grandes nomes e dancei trabalhos de Ramundo Costa e do coreógrafo Luis Arrieta, que, ao meu ver, é um gênio na arte coreográfica e musical.
Quais Cias atuou como bailarina?Ingressei no " Ballet Clássico de São Paulo" em 1979, dançando Giselle. Mais tarde dancei na "Ady Addor Cia de Dança" e, por último, na “Cia de Dança Ismael Guiser”.
Quando resolveu criar sua própria Cia.?Alguns trabalhos coreográficos começaram a se destacar com meu Grupo. Profissionalizei meus bailarinos e investi em alguns projetos de dança. Em 2011 consegui o PROAC com o espetáculo “Trilha” sob minha direção. Atualmente temos um projeto para captação com bailarinos e músicos sobre obras de Astor Piazzolla.
Fale sobre seus prêmios.Ao longo de tantos anos fui bastante premiada, principalmente como coreógrafa. O mais recente nos levou a Argentina, na cidade de Misiones, e a Nova York.
E sua escola?Em minha escola primo pela formação, cuidado técnico, aprimoramento artístico. Acredito em trabalho sério feito dia a dia em sala de aula, e me orgulho dos profissionais que já formei.
O que faz atualmente além de administrar sua Cia. e escola?Faço workshops e crio coreografias como convidada. Também participo de juris em diversos Festivais de Dança. 

Diana Faria, Filipa Tenreiro e João Pedro Freitas

Diana Faria, Filipa Tenreiro e João Pedro Freitas têm dez anos. Em julho, a primeira fará o seu estágio de verão na escola de dança da Ópera de Paris e, os dois, no Royal Ballet, em Londres


São alunos da bracarense Ent'Artes - Escola de Dança, os três têm dez anos e, em julho, rumam a duas das melhores escolas de dança do mundo.
Diana Faria estará no estágio de verão da École de Danse de l'Opéra National de Paris e João Pedro Freitas e Filipa Tenreiro estarão no Royal Ballet, em Londres.

Vera Varela Cid

A professora de dança Vera Varela Cid, uma das fundadoras da Companhia Nacional de Bailado (CNB), faleceu ontem aos 78 anos em São João do Estoril.



De acordo com a Lusa, fonte familiar anunciou que a antiga bailarina e directora artística da CNB faleceu ontem de manhã vítima da doença de Alzheimer.
O corpo de Vera Varela Cid esteve em câmara ardente numa das capelas da Igreja de São de Deus, junto à Praça de Londres, em Lisboa, seguindo depois o funeral, reservado à família, para o Cemitério dos Olivais, noticiou a Lusa.
Nascida em Abril de 1937, em Lisboa, Vera Varela Cid foi estudar ballet com 14 anos para a Royal Academy of Dance, em Londres, apresentando-se nos anos seguintes em espetcáculos realizados em Inglaterra e na França.
De regresso a Portugal, passou pelo grupo de bailado Verde Gaio, fundado em 1940 e extinto em 1977, ano em que foi criada oficialmente a CNB, por despacho do então secretário de Estado da Cultura David Mourão Ferreira.
Na CNB, Vera Varela Cid foi um dos seus elementos fundadores, a par de Luna Andermatt, Pedro Risques Pereira e o coreógrafo, cenógrafo e bailarino Armando Jorge, que viria a ser o primeiro diretor.
Além do trabalho na direcção artística da CNB, Vera Varela Cid criou para a RTP, com Luna Andermatt, programas quinzenais sobre a história do bailado e os bastidores do espetáculo.
Depois da saída da companhia nacional dedicou-se inteiramente ao ensino da dança.
Festival de Artes de Sóchi na Rússia presta homenagem à bailarina Anna Pavlova. Nascida no final do século XIX, a carismática bailarina russa criou, em 1911, a primeira companhia de bailado a realizar digressões internacionais.
×Powered By CoronaBorealis“No nosso tributo, tentámos representar a forma como ela dançava. Foi uma grande artista, uma das primeiras bailarinas a viajar pelo mundo. É por isso que todos conhecem Anna Pavlova”, sublinhou o coreógrafo Stéphane Fournial.
Anna Pavlova tornou-se célebre pelo papel em “A morte do cisne”, uma coreografia de Mikhail Fokin, com música de Camille Saint-Saëns. Em Sóchi, Mariya Yakovleva interpretou o papel celebrizado pela lenda do ballet russo.
“É uma grande honra ser uma das bailarinas que teve a sorte de poder aprender esta dança e dar vida ao cisne. A técnica de pontas de Pavlova foi glorificada pelo ballet russo”, contou Mariya Yakovleva, bailarina do ballet de Viena.
“A Bela Adormecida” do compositor russo Tchaikovsky é outro bailado associado ao nome de Anna Pavlova.
“Este bailado faz sonhar rapazes e raparigas porque vemos príncipes e princesas em palco. É sempre mágico incarnar esta personagem”, afirmou o bailarino Audric Bezard, da Ópera Nacional de Paris.
O programa de homenagens à bailarina russa contou com a participação de companhias de dança de vários países, nomeadamente, da Finlândia, da Noruega e de Itália.