quarta-feira, 26 de março de 2008

RUSSIAN STATE BALLET






Maravilha de espetáculo!
Técnica perfeita,cenário,som,figurino.
Ainda estou com as mãos doendo,de tanto aplaudir.
Foi maravilhoso!

RUSSIAN STATE BALLET

Russian Ballet State chega ao Brasil para se apresentar em 5 capitais


Pela Gráfica

14/03/2008



Considerada uma das mais respeitadas companhias de dança na Rússia, o Russian State Ballet chega ao Brasil para apresentar, em cinco capitais brasileiras, um espetáculo com os grandes momentos da dança clássica mundial.



Criada há cerca de 30 anos e transformada neste período em uma das principais companhias de dança da Rússia, berço do balé internacional, o Russian State Ballet chega ao Brasil para uma turnê por cinco capitais no final de março e início de abril. No palco, uma noite mágica para os aficionados da dança: a companhia apresentará para o público brasileiro uma Noite de Gala, reunindo no programa grandes momentos do balé clássico, com trechos de obras-primas consagradas em todo o mundo, como o "Lago dos Cisnes", "O Corsário", "Don Quixote", "Sherazade", entre outros.



A turnê brasileira do Russian State Ballet, com o espetáculo "Jóias do Balé Russo", inicia-se por São Paulo - eles se apresentam no dia 25 de março no Via Funchal. Depois é a vez de Belo Horizonte, com uma apresentação no Palácio das Artes, no dia 26 de março. A terceira etapa da turnê nacional será o Rio de Janeiro, onde a companhia fará duas apresentações, no Theatro Municipal, nos dias 28 e 30 de março. Depois eles seguem para Curitiba, onde se apresentam no Teatro Positivo no dia 02 de abril. O encerramento da turnê pelo Brasil acontece em Brasília, com duas apresentações nos dias 03 e 04 de abril na Sala Villa Lobos do Teatro Nacional Cláudio Santoro.



A turnê brasileira do Russian State Ballet é uma realização da DellArte Soluções Culturais, que tem marcado a cena cultural brasileira com a realização de grandes espetáculos de música clássica, óperas e balés. Em seus 26 anos de atividade, firmou-se como uma das principais empresas promotoras de evento da América Latina. A empresa apresenta hoje um dos mais sólidos e significativos portfólios de realizações artísticas da América do Sul, com estrelas do porte de Luciano Pavarotti, Jessye Norman, José Carreras, Plácido Domingo, Kiri Te Kanawa, Lorin Maazel, Daniel Baremboim, Simon Rattle, Kurt Mazur, Evgeny Kissin, Max Vengerov, Martha Argerich, Kirov Ballet, Ballet Bolshoi, Ballet da Ópera de Paris, New York City Ballet, New York Philharmonic Orchestra, Maurice Béjart, Antonio Gades, Sinfônica de Berlim, Filârmonica de Viena, MOMIX, Mitslav Rostropovich, Tereza Berganza, Monserrat Caballé, entre centenas de outras atrações.






Russian State Ballet






Com quase trinta anos de história, o Russian State Ballet se mantém como uma das principais companhias de balé do país. O repertório inclui obras-primas do mundo do balé clássico e o melhor das coreografias modernas e contemporâneas. A meta principal do Russian State Ballet é preservar a herança da coreografia russa e da Europa ocidental, paralelamente à busca de novas formas de dança.



O Russian State Ballet é internacionalmente reconhecido como uma companhia de ponta. Ele recebeu numerosos prêmios, entre os quais o Ingresso de Ouro, por um público de mais de 100 mil pessoas que compareceram às apresentações da companhia ao longo de dois meses de turnê na Alemanha; e a Performance Mais Grandiosa do Ano, da Associação de Empresários da Europa Ocidental, que consideraram o Ballet Estatal Russo a "Melhor Companhia de Balé do Ano".



O sonho de Irina Tichomirova, primeira-bailarina do Ballet Bolshoi e diretora da Sociedade Filarmônica de Moscou, era criar o Russian State Ballet. Ela já contava 62 anos quando viu seu sonho tornar-se realidade em 1979. Astros talentosos dos prestigiosos balés Bolshoi, Kirov e Stanislavski reuniram-se para assumir o desafio do projeto: formar um conjunto itinerante da mais alta qualidade, que lançaria em forma de dança, nos corações do público de todo o mundo, a mensagem do balé russo.



Sob a liderança do astro e coreógrafo do Bolshoi Viatcheslav Gordeev, o Russian State Ballet foi moldado no mais elevado grau de expressão artística e controle corporal de que se pode desfrutar hoje.



Desde uma turnê aos Estados Unidos empreendida em 1987, que contou com a presença do ex-presidente Ronald Reagan na platéia, a companhia embarcou em uma série de turnês internacionais em redor do mundo, que a levaram ao México, Taiwan, República Popular da China, Grã-Bretanha, Austrália, Irlanda e Oriente Médio. Atualmente a companhia realiza apresentações anuais na Europa, tendo-se tornado parte integrante da temporada de Natal de vários países, inclusive a Alemanha. Muitas cidades dos Estados Unidos, França e México elegeram os bailarinos do Russian State Ballet como cidadãos honorários, sendo que o povo de Nova Orleans tem agora um novo feriado: o "Dia do Russian State Ballet"!



Com seus cinqüenta solistas, entre os quais se encontram vários laureados em concursos nacionais e internacionais de balé, o Russian State Ballet é, ao lado dos balés Kirov e Bolshoi, a mais famosa companhia de balé da Rússia. Até Mikhail Gorbachev, como grande admirador e incentivador do Russian State Ballet, atuou como patrocinador de algumas de suas turnês.



Site Oficial: http://www.russballet.ru/






Viacheslav Gordeev, diretor artístico



Bailarino, mestre-de-balé e coreógrafo, nasceu em Moscou em 1948. Concluiu a Escola Acadêmica de Coreografia na capital russa. Ente 1969 e 1984 atuou no Ballet Bolshoi, sendo hoje um dos mais brilhantes representantes da escola moscovita de balé. Desde muito jovem suas atuações despertaram a admiração do público. Entre seus principais papéis destacam-se os de Arlequim (O Quebra-nozes), Basílio (Don Quixote), Príncipe (O Quebra-nozes), Albrecht (Giselle), os papéis-título em Spartacus e Ícaro e Romeu (Romeu e Julieta).



De uma turma de seiscentos aspirantes, Viacheslav Gordeev foi um dos três candidatos aceitos para cursar o Colégio de Coreografia. Dos três foi o único a adquirir projeção internacional. No Bolshoi teve a sorte de ensaiar sob a direção de nomes consagrados como Galina Ulanova e Marina Semionova. A partir de sua estréia na companhia, no papel de Arlequim de O Quebra-nozes, conquistou público e crítica tornando-se, em pouco tempo, um dos maiores astros do Bolshoi.



Gordeev conquistou o segundo prêmio no Concurso Russo de Artistas de Balé de 1972 (Moscou) e o primeiro prêmio do Concurso Internacional de balé de 1973 (Moscou). Em 1984 recebeu o título de Artista do Povo da União Soviética. Em 1983 concluiu o curso de jornalista na Universidade Lomonosov de Moscou e em 1987 o de coreógrafo no Instituto Estatal de Arte Teatral (GITIS). Entre 1995 e 1997 foi diretor artístico do corpo de baile do Teatro Bolshoi. Assinou a remontagem tanto de obras clássicas de balé como de composições e arranjos coreográficos.



É o criador, diretor artístico e diretor geral do Russian State Ballet de Moscou. Graças à sua atividade nos quase trinta anos de existência da companhia, tornou-se um dos maiores expoentes da dança clássica do país. Gordeev recebeu o título de "Melhor Coreógrafo" (1992), outorgado pelo Associação de Empresários Europeus. Desde 1999 é o representante oficial da Fundação Rudolf Nureyev na Rússia e países da CEI. Na temporada de 1998-99 dirigiu uma remontagem bastante original do balé A Bela Adormecida, de Tchaikovsky, que obteve retumbante sucesso não só em Moscou, como nos palcos mais importantes da Noruega, Suécia, Irlanda e Alemanha (temporada 1999-2000). É também o autor de uma nova remontagem de Cinderela.




Programa


Parte I



1. O Lago dos Cisnes - Adagio

Música: Piotr Ilyich. Tchaikovsky - Coreografia: Lev Ivanov

Bailarinos: Maia Ivanova, Maxim Fomin e artistas do Ballet Estatal Russo



2. O Quebra-nozes - Pas de deux

Música: Piotr Ilyich Tchaikovsky - Coreografia: Vasili Vainonen

Bailarinos: Tatiana Bolotova e Konstantin Teliatnikov



3. O Descanso da Cavalaria - Cena

Música: I. Armsgueimer - Coreografia: Marius Petipa

Bailarinos: D. Zhdanova, K. Averin, A. Kosinov, Dmitri Kotermin e membros do corpo de baile masculino do Ballet Estatal Russo



4. Pas de quatre

Música: Cesare Pugni - Coreografia: A. Dolin

Bailarinos: Tatiana Bolotova, Anna Scherbakova, Natalia Antonovich, Maia Ivanova



5. La Bayadère - Dança hindu

Música: Ludwig Minkus - Coreografia: Marius Petipa

Bailarinos: Svetlana Ustiuzhaninova, Vladimir Mineiev, D. Muravínets e membros do corpo de baile masculino do Ballet Estatal Russo



6. A Morte do Cisne

Música: Camille Saint-Saëns - Coreografia: Mikhail Fokine

Bailairina: Maia Ivanova



7. O Teatro de Karabás

Música: Johann Strauss - Coreografia: Viacheslav Gordeev

Bailarinos: M. Gladísheva, K. Averin, Konstantin Teliatnikov e artistas do Ballet Estatal Russo



Parte II



1. La Esmeralda - Pas de six

Música: Riccardo Drigo - Coreografia: Marius Petipa

Bailarinos: Svetlana Ustiuzháninova, K. Marikin e artistas do Ballet Estatal Russo



2. A Amapola da Califórnia

Música: Piotr Ilyich Tchaikovsky - Coreografia: Anna Pavlova

Bailarina: Anna Scherbakova



3. O Corsário - Pas de deux

Música: Príncipe Oldenburg - Coreografia: Marius Petipa

Bailarinos: Maia Ivanova y A. Kósinov



4. A Dama e o Vagabundo - Cena

Música: Dmitri Shostakovich

Bailarinos: Tatiana Bolotova e Vladimir Mineiev



5. O Diabo Coxo - Kachucha

Música popular andaluza - Coreografia: Fani Elsler

Bailarina: Natalia Antonovich



6. O Cavalo Corcunda - Pas de trois "O Oceano e a Pérola"

Música: Cesare Pugni - Coreografia: Alexander Gorski

Bailarinos: Yu. Sidorova, Natalia Antonovich e Dmitri Kotermin



7. Schéhérazade - Adagio

Música: Nicolai Rimsky-Korsakov - Coreografia: Mikhail Fokine

Bailarinos: Svetlana Ustiuzhaninova e Maxim Fomin



8. O Carnaval de Veneza - Grand Pas

Música: Cesare Pugni - Coreografia: Marius Petipa

Bailarinos: Tatitana Bolotova, Anton Gueiker e artistas do Ballet Estatal Russo



9. Melodia de Amor - Um souvenir para os espectadores

Música popular argentina em arranjo de D. Last - Coreografia: Viacheslav Gordeev

Bailarinos Anna Scherbakova e Anton Gueiker



10. Final

Todos os artistas

terça-feira, 25 de março de 2008



Russian State Ballet

Russian State Ballet

Com quase trinta anos de história, o Russian State Ballet se mantém como uma das principais companhias de balé do país. O repertório inclui obras-primas do mundo do balé clássico e o melhor das coreografias modernas e contemporâneas. A meta principal do Russian State Ballet é preservar a herança da coreografia russa e da Europa ocidental, paralelamente à busca de novas formas de dança.

Russian State Ballet é internacionalmente reconhecido como uma companhia de ponta. Ele recebeu numerosos prêmios, entre os quais o Ingresso de Ouro, por um público de mais de 100 mil pessoas que compareceram às apresentações da companhia ao longo de dois meses de turnê na Alemanha; e a Performance Mais Grandiosa do Ano, da Associação de Empresários da Europa Ocidental, que consideraram o Ballet Estatal Russo a “Melhor Companhia de Balé do Ano”.

O sonho de Irina Tichomirova, primeira-bailarina do Ballet Bolshoi e diretora da Sociedade Filarmônica de Moscou, era criar o Russian State Ballet. Ela já contava 62 anos quando viu seu sonho tornar-se realidade em 1979. Astros talentosos dos prestigiosos balés Bolshoi, Kirov e Stanislavski reuniram-se para assumir o desafio do projeto: formar um conjunto itinerante da mais alta qualidade, que lançaria em forma de dança, nos corações do público de todo o mundo, a mensagem do balé russo.

Sob a liderança do astro e coreógrafo do Bolshoi Viatcheslav Gordeev, o Russian State Ballet foi moldado no mais elevado grau de expressão artística e controle corporal de que se pode desfrutar hoje.

Desde uma turnê aos Estados Unidos empreendida em 1987, que contou com a presença do ex-presidente Ronald Reagan na platéia, a companhia embarcou em uma série de turnês internacionais em redor do mundo, que a levaram ao México, Taiwan, República Popular da China, Grã-Bretanha, Austrália, Irlanda e Oriente Médio. Atualmente a companhia realiza apresentações anuais na Europa, tendo-se tornado parte integrante da temporada de Natal de vários países, inclusive a Alemanha. Muitas cidades dos Estados Unidos, França e México elegeram os bailarinos do Russian State Ballet como cidadãos honorários, sendo que o povo de Nova Orleans tem agora um novo feriado: o “Dia do Russian State Ballet”!

Com seus cinqüenta solistas, entre os quais se encontram vários laureados em concursos nacionais e internacionais de balé, o Russian State Ballet é, ao lado dos balés Kirov e Bolshoi, a mais famosa companhia de balé da Rússia. Até Mikhail Gorbachev, como grande admirador e incentivador do Russian State Ballet, atuou como patrocinador de algumas de suas turnês.

quinta-feira, 13 de março de 2008

Gillian Murphy -Lago dos Cisnes

Datas Comemorativaas

Datas Comemorativas

"Dia Internacional da Dança" - Dia 29/04
"Dia Nacional das Artes" - Dia 12/08
"Dia Internacional do Sapateado"- Dia 25/05
"Dia dos Artistas" - Dia 23/08
"Dia do Solista" - Dia 14/06
"Dia do Profissional da Dança" - Dia 23/11
"Dia da Platéia" - Dia 27/07
"Dia do Artista Profissional" - Dia 21/12

Curiosidades Históricas

Curiosidades históricas

Na idade média a dança foi totalmente proibida pela Igreja. Por ser uma atividade que exalta o físico, era vista como profana e promíscua. Santo Agostinho a chamou de (...)"coisa lasciva,indigna ao cidadão(...)”. Ao contrário, na Antiga Grécia, a dança era tida como um elemento essencial na formação dos indivíduos e era parte da educação obrigatória.


Todo espetáculo de dança é precedido de três sinais. A origem deles vem da corte de Luís XIV, o primeiro sinal indicava quando o rei havia chegado, o segundo quando ele se acomodava e o terceiro quando ele estava pronto para assistir o espetáculo.


No Brasil, os jesuítas usaram da linguagem universal da dança para catequizar os índios.


O período Romântico do Ballet foi inaugurado pelo uso das sapatilhas de ponta e a predominância de roupas brancas, na peça “La Sylphide”, porém, a obra mais famosa deste período foi “Giselle”.Nessa época quatro bailarinas tornaram-se imortais por dançarem o “Pas de Quatre”, no dia 12 de Julho de 1845, em Londres.São elas :Marie Taglione, Carlota Grisi, Fanny Cerrito e Lucile Granh.


O ballet além de incentivar a postura, a elegância, também corrige desvios posturais ,como lordose, cifose, além de problemas nos joelhos e pés.


O en dehors surgiu no Ballet da necessidade que tiveram os bailarinos em se adaptarem ao novo formato do palco,que de circular passou a horizontal, de visão única. Assim, foi preciso criar uma maneira de ampliar os movimentos na direção lateral.


Á época de Luis XIV, quando o Ballet de corte começou a surgir, os espetáculos não eram puramente de dança, as coreografias eram representadas juntamente com cantos e récitas e geralmente tinham a função de exaltar a figura real.


Por um grande período na história a dança teve papel secundário e interlúdico, até, então, ser considerada uma arte por si só.


A pioneira da Dança Moderna, Isadora Duncan, esteve no Brasil na década de 20, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, onde ao contrário do que aconteceu na Argentina, foi recebida calorosamente por uma platéia entusiasmada com sua dança livre e inovadora. Isso, no entanto, não fez com que a dança clássica perdesse o título de favorita entre a sociedade.


Uma pessoa em geral possui um em dehors de 100 graus.


No ballet quase não se dança com objetos nas mãos, uma exceção porém está na peça D.Quixote, onde a bailarina apresenta um leque nas mãos.


Marta Graham,um dos expoentes da Dança Moderna, iniciou seus estudos de dança aos 22 anos de idade.


O psicoballet é uma idéia cubana de unir a arte do ballet á psicologia com o intuito de ajudar as pessoas a superarem suas dificuldades emocionais, através da dança.


O breu é uma substância proveniente do carvão, utilizada por bailarinos para evitar escorregões. É amplamente usado nas aulas de ponta.


O código do ballet é universal e todo em francês.


A obra “La Fille Mal Gardée” foi inspirada na pintura de um quadro.


Mercedes Batista foi a primeira bailarina negra a integrar o corpo de baile do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Apesar de fazer aulas com a companhia, nunca foi escalada para uma apresentação.


Antigamente os Ballets eram dançados com roupas muito pesadas e máscaras. A técnica era um elemento que tinha primazia sobre a emoção.


Noverre foi um revolucionário do ballet, segundo ele, um bailarino não deveria trabalhar apenas o corpo, mas também a mente. Anatomia, música, geometria, pintura, música, poesia, seriam conhecimentos indispensáveis à formação desses profissionais.


No Brasil o ensino da dança clássica, como técnica, ainda é predominante, entretanto a maioria das companhias existentes são de dança contemporânea.


A palavra ‘emoção’ significa ‘mover’. Se a dança é a arte de mover, ela também é a arte da emoção.


O Brasil é o primeiro país a sediar uma filial do ballet Bolshoi fora da Rússia. O segundo país a ser contemplado foi a Austrália, que terá também uma filial russa em 2006, na cidade de Sidney.


Piotr Ilych Tchaikovsky foi um músico que muito contribuiu para a composição musical de alguns ballets. Considerado “de vidro”, por tamanha sensibilidade,sua música tem caráter suave e cativante. Sua última obra, “O Quebra Nozes”, foi feita 6 meses antes de sua morte, num período em que ele se encontrava mergulhado numa profunda depressão.


Dizer "merde" para todo artista antes de um espetáculo é uma maneira de dizer "boa sorte".

Curiosidades

Curiosidades


Antes de qualquer coisa o que significa repertório?

Repertório, do latim repertoriu, ‘inventário’, segundo o Aurélio, quer dizer, entre outras definições: conjunto das obras interpretadas por uma companhia teatral, por um ator, por uma orquestra, por um solista, etc.
Em relação à Arte, mais do que sempre, repertório está ligado a perenidade, universalidade e atemporalidade. De uma forma ou de outra, mais próxima ou não da idéia que temos ‘a priori’ do que seja repertório, o certo é que, em relação à dança, a palavra está sempre associada a uma coleção de peças que reunidas a partir de determinados critérios formam o acervo de uma companhia. (Eliana Caminada, no cabeçalho de sua palestra no Condança).

Curiosidades a respeito dos ballets de repertório :


A Bela Adormecida

Marcou o apogeu da Rússia dos Czares, além de ser o grande sucesso de Tchaikovsky em vida São características especiais da obra as variações muito ricas em técnica, especialmente a da Fada Lilás, que Petipa construiu para sua filha, Marie Mariusovna Petipa. Outra curiosidade é que a fada do mal, Carabosse, costumava ser apresentada por um homem, provavelmente para ficar mais grosseira e pesada.

La Fille Mal Gardée

A obra estreou apenas 13 dias antes da queda da bastilha, a título de curiosidade. E, assim como os ideais de "liberdade, igualdade e fraternidade", prosperou até hoje. Além de ser revolucionário no ponto de vista histórico, La Fille Mal Gardeé inovou, lançando um enredo com personagens reais e não ninfas, fadas e deuses, como nos ballets antigos. É o mais antigo dos ballets de repertório conhecidos até hoje.
Dom Quixote

As primeiras versões encenadas não obtiveram sucesso suficiente para se manterem até hoje, mas a versão estreada em 1869, com o libreto um pouco mais livre da obra, teve um sucesso arrebatador, creditado ao seu virtuosismo técnico.
Essa obra marca a ascensão da Rússia a centro mundial da dança. Foi dançado predominantemente na Rússia até a migração de grandes nomes soviéticos para o Ocidente. Só depois da chegada de Nureyev, Barishnikov e Balanchine no mundo ocidental é que o ballet passou a ser dançado com mais freqüência por nossas companhias.

O Quebra-Nozes

O Quebra-Nozes foi um ballet que veio marcar a afirmação da Rússia como o grande centro mundial da dança, ao invés da França. A começar pelo seu coreógrafo, Lev Ivanov, que era russo e discípulo de Marius Petipa. Quando este perdeu seu interesse pela obra, por seu caráter infantil, Lev Ivanov assumiu a coreografia da obra. Foi a segunda composição de Tchaikovsky para ballet, e considerada um dos mais perfeitos casamentos entre coreografia e música, pois nenhum dos dois se sobressai em relação ao outro.

O Lago dos Cisnes

Antes de 1895, esse ballet já havia sido estreado com outra coreografia, de Julius Reisinger, em 1877. Foi um fracasso, pois a coreografia deixava a desejar, assim como a atuação da primeira bailarina, Pelágia Karpakova. Por ser protegida, Karpakova podia fazer o que bem quisesse, inclusive modificar as partituras e inserir solos seus no ballet já montado. O resultado de tantas interferências foi um ballet sem seqüência ou sequer identidade, e conseqüentemente fracassado.
A versão de 1895 possui coreografia de Lev Ivanov e Marius Petipa, este último tendo migrado para a Rússia fugindo do Mercantilismo e da desvalorização da arte na Europa Ocidental. Chegando na Rússia, Lev Ivanov se tornou seu assistente, mais tarde coreografando diversos ballets que levam sua assinatura.
É marca do Lago dos Cisnes a trama totalmente irreal, construída na época do Romantismo/ Realismo. A coreografia do 1º e do 3º ato, de Petipa, é extremamente vigorosa e técnica, enquanto os 2º e 4º atos, de Ivanov, são extremamente poéticos, e por causa dessa poesia e do casamento perfeito entre coreografia e música considera-se que o aprendiz superou o mestre.

Romeu e Julieta

Romeu e Julieta não é um ballet, mas sim vários,pois o romance de Shakespeare inspirou mais de cinqüenta produções. As primeiras foram encenadas desde 1785, mas a versão mais conhecida atualmente foi produzida em 1940, quase dois séculos depois. Também muitas músicas foram compostas para representar essa tragédia, e entre elas, versões de compositores famosos como Tchaikovsky e Berlioz também são conhecidas.
A versão estreada em 1940, com a música de Prokofiev, foi a que mais se popularizou na dança, tendo características singulares. À título de curiosidade, o roteiro para essa versão pretendia mudar a obra de Shakespeare, de modo que os amantes não morressem no final, mas a mudança não foi bem aceita, sendo abandonada. Também é marcante nessa obra a grande atenção com personagens secundários, como Mercúcio, que tem um tema próprio de quase trinta minutos, tornando-se um papel disputado pelos melhores bailarinos do mundo.

La Sylphide

A maior novidade foi a construção do ballet usando sapatilhas de ponta. Temos registros de danças nas pontas dos pés anteriores à estréia de La Sylphide, mas esse foi a primeira peça cuja coreografia original previa o uso de sapatilhas de ponta do início ao final. Essa inovação gerou inúmeras mudanças na dança clássica, inclusive a recolocação do homem nas coreografias, passando a exercer mais o papel de partner do que de bailarino. Os pas-de-deux se tornaram mais sensuais, pois o homem, para dar mais suporte à bailarina, precisa tocá-la com mais freqüência e escorá-la com o próprio corpo.
Dois anos depois da estréia de La Sylphide na França, o ballet foi remontado na Dinamarca, com nova música e nova coreografia, de Herman Severin Lvenskjold e Auguste Bournonville, respectivamente. Essa é a versão conhecida atualmente, pois da versão de Taglioni só resta o libreto, que foi a única ferramenta utilizada na segunda versão. Foi o libreto que, inclusive, inspirou Bournonville a construir o ballet. Em 1971, o professor Pierre Lacote, após anos de pesquisas baseadas nas descrições e anotações da época, recompôs o ballet de Taglioni. Essa versão é a mais conhecida e dançada por companhias brasileiras.

Giselle

Giselle foi um ballet extremamente marcante, por ser um dos mais puros exemplos do Romantismo do século XIX na dança. As características do romantismo mais presentes na obra são a trama, desenvolvida em torno de uma personagem feminina e a aparição de seres sobrenaturais (Willis), que vêm substituir os Deuses do Olimpo (Gregos e Romanos), que eram mais utilizados anteriormente.

Raymonda

"Raymonda" surgiu a partir da idéia de misturar a cultura medieval com o exotismo oriental, após sucessos como 'O Lago dos Cisnes' e “La Bayadére’. Assim pensaram em ambientar o bailado durante as Cruzadas, onde uma mulher fosse amada por dois homens e o choque de culturas pudesse ser explorada ao máximo. A partir destes itens o libreto de ‘Raymonda’ foi escrito por Lydia Pashkova, que não foi muito bem aceito por Vsevolojski, diretor do Teatro Imperial, que o reescreveu junto com Marius Petipa”.

Pas de Quatre

Entre os muitos contratos importantes feito para a temporada lírica de 1845 pelo Diretor do Teatro de Sua Majestade, Benjamin Lumley, contam-se as negociações para a apresentação das quatro maiores bailarinas da época: Marie Taglioni , Carlotta Grisi , Fanny Cerrito e Lucile Grahn .
Pode-se fazer uma idéia das dificuldades surgidas para se reunir as quatro divas do ballet do século XIX, o trabalho de aparar as arestas e de procurar não ferir as suscetibilidades. Cada oscilação de um pé, cada passo tinha que ser extremamente pesado para não resultar em preponderância de uma sobre a outra. Um dos maiores problemas era o que cada uma iria executar, sendo que todas sabiam que o último solo seria o principal. O então diretor do Teatro Benjamin Lunley, sugeriu que elas dançariam de acordo com a idade, o primeiro solo, seria executado pela mais nova e o último, pela mais velha, subitamente todas optaram pelo primeiro solo. Ficou decidido que Lucile Grahn faria o primeiro, Carlotta Grisi o segundo, Fanny Cerrito em terceiro e finalmente Marie Taglioni com o último. Finalmente tudo foi ajustado, e o triunfo deste PAS único foi enorme. Um crítico disse que "todo e qualquer outro sentimento transmudou-se em admiração quando as quatro bailarinas, principiaram a série de pitorescas figuras com que se inicia o espetáculo".
Foram apenas quatro apresentações, sendo que a terceira contou com a presença da Rainha Vitória, do Príncipe Albert e de altas autoridades.

(Por Camilla Pupa, maitre de ballet)

Louvor à Dança

"Eu louvo a Dança, pois ela liberta as pessoas das coisas,
unindo os dispersos em comunidade.
Eu louvo a Dança que requer muito empenho, que fortalece a saúde,
o espírito iluminado e transmite uma alma alada.
Dança requer o homem libertado, ondulado no equilíbrio das coisas.
Por isso eu louvo a Dança.
A Dança exige o homem todo ancorado em seu centro para que não se torne, pelos desejos desregrados,
possesso de pessoas e coisas, e arranca-o da demonia de viver trancado em si mesmo.
Ó homem, aprende a Dançar!
Caso contrário, os anjos não saberão o que fazer contigo."

(Santo Agostinho)

Danço

Danço...
Não apenas por dançar;
Mas por sentir em cada partícula de meu corpo;
As notas de uma música que nunca para;
Uma música que surge dentro de mim
Cada vez que penso em dança;
Meu corpo ganha uma vida exuberante;
Um brilho que nenhum ser humano tem;
Minhas mãos falam várias línguas;
Que todos conseguem entender;
Meus pés ganham vida como se dançassem sós;
Meu corpo grita;
Todas as palavras do meu espírito;
Como se eu nunca tivesse falado;
Isso é dançar;
Isso é viver a dança;
E senti-la cada vez mais;
Isso é apenas dançar.

(Mayra Santos)

DANÇAR

Dançar é como crescer
Um processo lento, cheio de surpresas e lutas.
A realização de feitos que parecem
impossíveis de se concretizar.
Acrobacias que exigem muito mais que
horas de treinamento.
Que só a ousadia tem a capacidade de explicar.
Um constante aprendizado
para o qual nem sempre acham necessário nos preparar.
É preciso ter talento.
Saber misturar, em doses certas,
força e sensibilidade.
Conhecer limites e capacidades.
Sem temer fracassos.
Amar. Amar-se
Sem medos.
Corpo e mente em perfeita harmonia
Essa integração é o segredo da eterna liberdade,
que nos permite alcançar vôos muito, mas muito maiores.
Isto é Dançar!!

¨¨¨Dança¨¨¨


A menina dança sozinha
por um momento

A menina dança sozinha
com o vento, com o ar, com
o sonho de olhos imensos...

A forma grácil de suas pernas
ele é que as plasma, o seu par
de ar,
de vento,
o seu par fantasma...

Menina de olhos imensos,
tu, agora, paras,
mas a mão ainda erguida
segura ainda no ar
o hástil invisível
deste poema!

(Mario Quintana)

Atitudes de Uma Bailarina

...você usa longos corredores para treinar grand jeté.
...você tem mais sapatilhas de ponta do que sapatos normais.
...alguns te confundem com um pedaço de borracha.
...em vez de dedos você tem bolhas nos pés.
...você sobe na meia ponta quando conversa com seus amigos.
...você se senta na abertura confortavelmente.
...a dança é a vida, o resto é apenas um passatempo.
...piruetas e fouetté são as palavras principais de seu vocabulário.
...você conhece mais palavras em francês do que em inglês.
...vocês só consegue contar ate oito.
...você ri quando alguém que não dança reclama que o pe esta doendo.
...assistir TV é a hora de se alongar.
...você promete nunca parar de dançar.
...você atravessa um corredor dançando, ao invés de andar.
...todos os seus amigos estão jantando enquanto você esta ensaiando.
...você faz pliés e tendus enquanto esta na fila.
...você faz grand jete nos estacionamentos e quando desce a rua.
...você tem os músculos mais fortes do que os meninos do seu colégio.
...você usa breu em vez de sabão.
...antes de qualquer coisa você conta 5 ,6, 7 e 8.
...você escova os dentes treinando sustentamento devant, la second e deriere.

A Dança e a Alma


A dança? Não é movimento,
súbito gesto musical
É concentração, num momento,
da humana graça natural.

No solo não, no éter pairamos,
nele amaríamos ficar.
A dança - não vento nos ramos:
seiva, força, perene estar.

Um estar entre céu e chão,
novo domínio conquistado,
onde busque nossa paixão
libertar-se por todo lado...

Onde a alma possa descrever
suas mais divinas parábolas
sem fugir a forma do ser,
por sobre o mistério das fábulas.

Viola de bolso(1950-1967)
Carlos Drummond de Andrade

Ballet e Poesia

Houveram CEPs memoráveis no começo dos anos 90: ainda lembro do Zarvos recitando com um balé de mais de 8 bailarinos dançando junto… Não sei o que aconteceu, mas o balé, a dança, fugiu do espaço dos eventos de poesia; logo agora que a arte do performance está cada vez mais presente nesse tipo de evento. O que se vê e escuta são novos exemplos de egos desesperados para falar de si para si. Fala-se muito (e muita, muitíssima besteira), aparecem os Chatatórix com seus instrumentos cantando composições (na maioria dos casos: pavorosas).
Onde estarão aqueles que interpretam no corpo verdadeiras poesias sonoras, como as realizadas pela extraordinária Sylvie Guillem?

…à guisa de informação, Sylvie nasceu em Paris em 1965 e com 16 anos já estava no Balé da Ópera de Paris. Já esteve no Royal Ballet e suspeita-se que, muito além da lindíssima Anastasia Voloshkova, seja bailarina mais bem paga do mundo. Sua apuradíssima técnica clássica já a colocou em mais de 25 ballets diferentes; mas, quando escapa para a dança moderna… aí é um esculacho: não deixa pedra sobre pedra.

O governo francês mandou fazer uma estátua em tamanho natural desta mulher maravilhosa. Diz-se que o escultor teve que refazer mais de duas vezes as pernas da bailarina. Segundo fofoca de bastidores, ao alisar a pedra, ele entrou em transe e acabou afinando-a mais do que o necessário…


Postado em novembro 16, 2007 de 6:34 pm e arquivado sobre opinião & crítica com tags dance ballet arte poesia poetry performance modern.

**Bailarinas**