sexta-feira, 7 de maio de 2010

MÃE!!!!!!!!

DANÇA ARPANA

Dança indiana no TEATRO DE DANÇA











No período de 6 a 9 de maio de 2010, o TD traz ao seu palco a coreografia Arpana – Uma oferenda aos Deuses.



Arpana, em sânscrito, significa o ato de entrega em devoção ou reverência.Neste espetáculo, a bailarina Sonia Galvão apresentao estilo Odissi, redescoberto no século XX, originário dos templos de Orissa, na Índia, locais de adoração e desenvolvimento artístico que presenciaram o florescimento de muitas artes, entre elas, a dança Odissi.



Sonia Galvão reverenciará os deuses através do repertório tradicional do estilo e celebra a harmonia dos ciclos do universo. São cinco coreografias no espetáculo:











MANGALACHARAM - Parte tradicional de abertura dos espetáculos de Odissi. Inicia-se com uma saudação e oferenda de flores à mãe terra. Representa a parte invocatória dos Deuses na qual a bailarina saúda e pede permissão aos deuses, ao guru e a platéia para executar sua dança de uma forma auspiciosa.



BATU - Coreografia em honra à Shiva, na sua forma Batuka Bhairava, Batuka - menino e bhairava - fúria. Nesta dança, são representadas várias posturas inspiradas nas esculturas dos templos.



ABHINAYA - Dança expressiva, na qual uma história é transmitida à platéia por meio dos movimentos do corpo e expressões faciais. Os mudras, gestuais de mãos, ajudam o público na compreensão do texto, sobre o qual a dança se refere.



PALLAVI - Item de dança pura, pallavi significa “elaborar”, “florear”. A música e o movimento crescem gradualmente, até atingir padrões coreográficos de grande variação rítmica, revelando a arquitetura da técnica Odissi.



MOKSHA - A parte final do repertório tradicional de odissi, moksha, simboliza a libertação, o estado de graça e a transcendência na fusão da bailarina com sua dança. Assim, o espetáculo é finalizado com a saudação a toda diversidade e harmonia presentes no universo.



Programação



06 a 09 de maio de 2010

Quinta e sexta às 21h, sábado às 20h, domingo às 18 h

45 minutos de duração, classificação livre

ARPANA – UMA OFERENDA AOS DEUSES

Espetáculo de dança clássica Indiana

Solo de Sonia Galvão / SP

FICHA TÉCNICA

Direção e Concepção: Sonia Galvão Consultoria, Cenário e Figurino: Fábio Namatame Produção: Márcia L. Cardoso Coreografias: Madhavi Mudgal, Kelucharan Mohapatra, Parwati Dutta Intérprete: Sonia Galvão e Bel Vilani Narração: Andréa Bassitt e Kanchan Maradan












TD - Teatro de Dança - Secretaria de Estado da Cultura

APAA - Associação Paulista dos Amigos da Arte

Avenida Ipiranga, 344 - Subsolo, Edifício Itália - São Paulo, SP, Brasil - Metrô República - Email: info.teatrodedanca@apaa.org.br Telefone da bilheteria: 2189 2555 /// Informações: 2189 2557 Capacidade: 278 lugares/Ar-condicionado ///Acessibilidade para pessoas com necessidades especiais /// Ingresso: R$ 4,00 e R$ 2,00 (meia) /// Estacionamento: R$ 15,00 com manobrista /// Bilheteria, abertura: Vendas para o dia do espetáculo - 4ª a domingo, a partir das 14h/// www.teatrodedanca.org.br



O Teatro de Dança tem apoio da Folha de São Paulo, Alcaçuz, Leonor Flores, Circolo Italiano, Luna Di Capri e Planeta´s. No programa "Prêmio Teatro de Dança", conta com o apoio do SESC São Paulo

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Estreia - Espectros de Sheakespeare

Em “Espectros de Shakespeare – Do outro Lado do Vento”, a companhia inspira-se nas tragédias de “Macbeth”, “Otelo”, “Rei Lear” e “Hamlet”








                                                           (Foto de João Andreazzi)



"Seus personagens trágicos demonstram tanta grandeza, que em seu erro e queda podemos ter viva consciência das possibilidades da natureza humana.” (A. C. Bradley). A obra de William Shakespeare, o mais influente dramaturgo do mundo, provocou e continua provocando inúmeras discussões sobre atos e conflitos de natureza humana. Por encorajar o espectador a ter suas próprias ideias, o debate com Shakespeare torna-se estimulante. Uma oportunidade de entrar em contato com as regiões mais obscuras do ser humano é conferir de perto o espetáculo “Espectros de Shakespeare - Do Outro Lado do Vento”, novo trabalho da Cia. Corpos Nômades que estreia no Teatro Anchieta no dia 12 de maio de 2010 e depois segue com temporada no O LUGAR, a partir do dia 28 de maio de 2010, na sede da companhia, dirigida pelo coreógrafo e bailarino João Andreazzi.







O Bardo é a grande fonte de inspiração para este projeto, que conta com o 6º Programa Municipal de Fomento à Dança. Admirador e pesquisador de sua obra desde 1993, João Andreazzi transfere todo um processo de investigação cênica da Cia. Corpos Nômades ao universo de Shakespeare. Esse novo espetáculo, resultado do projeto “Espectros de Shakespeare”, é focado principalmente nas tragédias "Macbeth", "Otelo", "Rei Lear" e "Hamlet”, tendo seus personagens espectrais extraídos diretamente desses textos para a composição desta montagem. Além das tragédias, alguns sonetos do autor completam a poética da coreodramaturgrafia.







Toda a proposta do espetáculo é calcada no trabalho corporal desenvolvido nos últimos anos pela Cia. Corpos Nômades, com atenção especial para o trabalho de improvisação como processo cênico, aliado ao trabalho técnico com um forte contato com o chão e outros corpos, incorporando o contato e improvisação ao processo criativo, inserindo o teatro, a música e a vídeo-arte, possibilitando despontar daí uma dramaturgia extraída dos gestos, movimentos, objetos, textos, sons e imagens.







“Ofélia”, “Macbeth”, “Lady Macbeth”, “As Três Bruxas”, “Hamlet”, o “Espectro de Hamlet” e muitos outros personagens são dissecados e fundidos à coreodramaturgrafia buscando, mais do que o sofrimento trágico apresentado de forma literal, uma substância trágica capaz de unir as cenas transformando-as em referências da existência humana, assim como foi feito por outros artistas, cineastas, escritores e compositores sobre a obra de Shakespeare. Influenciaram também a pesquisa para esta montagem, filmes de Laurence Olivier (Hamlet e Rei Lear), de Orson Welles (Macbeth), de Akira Kurosawa (Trono Manchado de Sangue e Ran), de Peter Greenway (Prospero’s Books) e alguns livros como Oriente Ocidente escrito por Salman Rushdie, Hamlet-Machine por Heiner Müller, Teatro e Sociedade: Shakespeare por Guy Boquet, A Tragédia Shakespeariana por Andrew Cecil Bradley e diversas óperas que utilizaram o tema.



FICHA TÉCNICA



Direção e Coreodramaturgrafia: João Andreazzi Elenco: Alexandre Manchini Jr., Bruna Dias, Fabíola Camargo, Isabella Franceschi, João Andreazzi, Ricardo Silva e Tais Magnani Textos: William Shakespeare Assessoria Poética Dramatúrgica: Claudio Willer Trilha Sonora: Vanderlei Lucentini Assessoria Musical: Ettore Veríssimo Desenho de Luz: Alexandre Manchini Jr. Fotos de ensaio: Murilo de Paula Cenário, Figurino e Vídeo-Arte: Cia. Corpos Nômades Designer Gráfico: Rafael Benthien Assessoria de Imprensa: Canal Aberto Realização SESC SP



"Espectros de Shakespeare - Do Outro Lado do Vento"



Recomendação: 14 anos Duração: 60 minutos



Estreia no dia 12 de maio de 2010



Teatro Anchieta - Rua Dr. Vila Nova, 245 – Tel (11) 3234 3000



Temporada: Quartas e quintas - dias 12, 13, 19 e 20 de maio de 2010, às 21h00. Preços: R$ 10,00 inteira, R$ 5,00 usuário matriculado no SESC e dependentes, pessoas com mais de 60 anos, professores da rede pública de ensino e estudantes com comprovante e R$ 2,50 trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes.







"Espectros de Shakespeare - Do Outro Lado do Vento"



Recomendação: 14 anos Duração: 60 minutos



A partir do dia 28 de maio de 2010 até 27 de junho de 2010



O LUGAR - Rua Augusta, 325 – Consolação, São Paulo



Reservas e informações: (011) 3237 3224



Temporada: sextas e sábados às 21h00 e domingos às 20h30



Preços: R$10,00 inteira e R$5,00 (meia)



ciacorposnomades@gmail.com/ www.ciacorposnomades.art.br







Canal Aberto Assessoria de Imprensa



Márcia Marques



Fones: 11 2914 0770 / 3798 9510



Celular: 11 9126 0425



www.canalaberto.com.br

segunda-feira, 3 de maio de 2010

DIA MUNDIAL DA DANÇA

 No dia 29 de Abril foi um dia para apreciar a dança em todo o seu esplendor.

O Dia Mundial da Dança, em 29 de abril de 2010, ganhou peso de + discussões e um diverso leque de atrações culturais para todos os amantes dessa arte de soprar voz ao Corpo. Em busca de novas fronteiras, que incorporem revigorados parâmetros a um corpo que dança e fale por seus gestos expressivos, é que se abriu a Cidade à comemoração desse Dia Mundial, com cuidados de dar mostra representativa ao que se pensa e produz sobre Dança.



O Dia Internacional da Dança vem sendo celebrado em 29 de abril pelo Conselho Internacional de Dança (CID), uma organização interna da Unesco para todos os tipos de dança. A data foi introduzida em 1982 e comemora o nascimento de Jean Georges Noverre (1727-1810), o criador do balé moderno.


Jean-Georges Noverre (29 de abril de 1727 - 19 de outubro de 1810), bailarino e professor de balé francês.







Se destaca na historia da dança por ter escrito um conjunto de cartas sobre o balé da sua época. O nome dessa obra teórica sobre dança se chama “Letters sur la Danse”. A primeira versão foi editada em 1760 em Stuttgart e Lyon; depois a edição inglesa de 1783 e, quase meio século mais tarde, as de 1804 e 1807, de São Petersburgo e Paris. Em todas estas Noverre manteve-se fiel as quinze cartas da primeira edição. Nas novas edições agregou algumas sobre música e duas cartas a Voltaire, cujo tema principal era um ator chamado David Garrick junto com um ensaio sobre a dança na antiguidade, um texto sobre a arquitetura de uma sala de opéra e libretos onde discute a dança em ação.


Já citado anteriormente neste blog,precisamente em postagem de 04 de dezembro de 2007



(BERTHOLD, MARGOT. História mundial do teatro. São Paulo:PERSPECTIVA, 20008.)


Entre os objetivos do Dia da Dança estão aumentar a atenção para a importância da dança para o público em geral, assim como incentivar governos de todo o mundo a fornecerem um local próprio para dança em todos os sistemas de educação, do ensino infantil ao superior.





 
 

 
As comemorações do Dia Mundial da Dança encerram hoje em Águeda, numa acção conjunta da Câmara Municipal e da Escola de Bailado de Águeda - O DANÇANIMA.




A iniciativa tem vindo a decorrer desde 29 de Abril, no Cine-Teatro S. Pedro, com participação de cerca de 700 crianças e jovens, de todas as escolas da cidade ( pré-escolar ao secundário), não esquecendo as de necessidades educativas especiais, para workshops de dança criativa, dança contemporânea, hip-hop; e aulas de ballet clássico e dança contemporânea.

Ontem e hoje, dia e 2 de Maio, às 17 horas, decorrem apresentações de alunos e professores da EBA - com participação da Sol Nascente, Associação de Dança-Jazz da Poutena e Escola de Bailado de Oiã.

MARCELO GOMES

Quando surge no alto das escadas como o príncipe Siegfried em O Lago dos Cisnes e olha o elenco no palco, Marcelo Gomes, bailarino principal do American Ballet Theatre (ABT), vê o retrospecto da própria carreira naquela coreografia. "Fui um camponês, fui um aristocrata, fui Benno. E fui um substituto esperando nos bastidores", lembra Marcelo, nascido em 26 de setembro de 1979.






Há 13 anos, ele se tornou o primeiro brasileiro contratado por uma companhia de fama internacional e, na temporada de primavera no Metropolitan Opera House, em Nova York, que começa em maio e comemora os 70 anos de criação do ABT, interpreta papéis principais em todas as 11 peças do repertório, além de estrear como Armand Duval, a grande paixão de Marguerite em A Dama das Camélias, que a companhia monta pela primeira vez.



Como uma das melhores instituições de balé do mundo, o ABT tem um dos mais ricos repertórios de clássicos do século 19, além de obras criadas por George Balanchine, Agnes de Mille, Antony Tudor, Twyla Tharp e Mark Morris. Marcelo entrou para o corpo de baile do ABT em 1997 e foi promovido a solista em 2000 quando, aos 20 anos, começou a fazer papéis que os bailarinos não ganham antes dos 25.



Dois anos depois, passou a bailarino principal e, nesses 13 anos atuando ali, dançou mais de 70 coreografias. Já o chamaram de "máquina de dançar" por alternar até três papéis em balés completos ou, durante uma temporada, dançar duas ou três coreografias em todas as apresentações.



"Acho que sou realmente um ‘work horse’ como dizem por aqui", diverte-se o bailarino. "Trabalho muito, mas isso me dá prazer. Não aguentaria só fazer uma ou duas horas de ensaio todo dia e depois ir para casa. Gosto de me sentir útil."



Ele passa o dia todo no estúdio do ABT. Chega ali pouco antes das 10 da manhã para fazer academia e às vezes, antes disso, já fez uma hora de natação. Na parte da manhã toma aulas e, do meio-dia às 7 da noite, ensaia. Quando volta para o apartamento que acabou de comprar, na região de Hell’s Kitchen, ainda tem uma caminhada obrigatória para exercitar Lua, sua Dachshund marrom de 7 anos, que também passa o dia no estúdio, zanzando à espera do dono.



Além das turnês com o ABT, ele é convidado especial de balés nos quatro cantos do mundo e encontra tempo para outros trabalhos que considera importantes. Nos últimos três meses, quando tinha folga da rotina no ABT às segundas, ensaiou com a companhia nova-iorquina independente Avi Scher & Dancers, com a qual fez três apresentações no Alvin Ailey Citigroup Theater no começo do mês.



Criada há dois anos, essa companhia tem como objetivo formar plateias jovens para o balé neoclássico e contemporâneo, contando com bailarinos de primeira qualidade dispostos a pôr seu talento em novos trabalhos e pequenos espaços.



"Todo mundo fala da necessidade de novos coreógrafos, mas quase ninguém dá oportunidade para os novos", diz Marcelo. "Para um coreógrafo ir adiante, precisa ter bons bailarinos, um bom teatro, apoio. Se meu nome pode atrair um público que normalmente não veria um espetáculo como este, melhor."



Na recente turnê internacional de Kings of the Dance - espetáculo compartilhado com o russo Nikolai Tsiskarideze, do Bolshoi, o ucraniano Dennis Matvienko, do Teatro Mariinsky, de São Petersburgo, o canadense Guillaume Côté, do Balé Nacional do Canadá, e o americano David Hallberg, que também é um dos bailarinos principais do ABT -, Marcelo se destacou no solo de sete minutos Small Steps, criado para ele pelo coreógrafo Adam Hougland. "Poderia ser sobre as pequenas coisas que conquistei na minha vida", diz ele referindo-se ao título do trabalho que, em inglês, quer dizer pequenos passos.



É uma opinião modesta, tanto pelas longas, torneadas e elogiadas pernas que ele tem como pelo tamanho da sua determinação em ser bailarino, que o levou a viver sozinho fora do Brasil aos 13 anos para estudar sua arte e aperfeiçoar sua técnica. Na temporada de Kings, em Nova York, a performance dele mereceu crítica isolada no jornal The New York Times, que o definiu como "a embalagem completa de dançarino, ator e partner".



Adjetivos. O terceiro adjetivo não é devido apenas ao porte de 1,80 metro de altura, o que faz uma bailarina sentir-se segura e nas nuvens. Segundo a crítica de dança Gia Kourlas, Marcelo é "o Cary Grant do balé" pela capacidade de pôr de lado todo seu carisma em favor de sua Julieta, Gisele ou Odete. E entre as bailarinas começa a surgir uma pontuação especial: além de quantas vezes dançaram Gisele ou A Bela Adormecida, por exemplo, que são considerados alguns dos balés mais difíceis, elas agora contam quantas vezes dançaram com Marcelo, o melhor dos partners.







 
 
 
(Tonica Chagas,especial para o Estado- Nova York)

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