segunda-feira, 4 de março de 2013

Perfeitos!


Unesc abre inscrições para oficinas de ballet e canto coral

Estão abertas as inscrições para oficinas culturais de dança e canto na Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc). Os interessados pelas aulas de ballet infantil, hip hop teen e canto coral, podem se inscrever na Central de Atendimento ao Acadêmico (Centac), das 9h30min às 21 horas. As aulas iniciarão no dia 18 de março.

As aulas de ballet serão divididas em duas categorias. A categoria 1, para crianças de seis a nove anos, será ministrada pela professora Viviane Candiotto, que também ministrará a categoria 2, para os alunos de nove a 13 anos. A categoria 1 ocorrerá nas quartas-feiras, das 17h30min às 18h30min, na Sala de Dança 1, localizada no complexo esportivo da Unesc.

As aulas da categoria 2 ocorre nas segundas-feiras, das 18 horas às 19 horas, no mesmo local. Já as aulas para os mais jovens, no hip hop teen, ocorrerá também na Sala de Dança 1, nas segundas-feiras, das 16 horas às 17 horas, e será ministrada pelo professor Maxwell Sandeer Floor.

O canto coral terá suas aulas nas sextas-feiras, na sala 3 do Bloco Z, das 17h30min às 18h30min, sendo ministrada pelo professor Joel de Oliveira. As oficinas são promovidas pelo projeto Unearte Oficinas, do Setor de Arte e Cultura da Unesc.

As aulas são pagas. Mais informações: (48) 34312622.

Colaboração: Matheus Reis/Comunicação Unesc

Matéria de : Ana Paula Cardoso

Parceria Brasil-Reino Unido traz cariocas do Royal Ballet ao Rio

Da BBC Brasil, no Rio de Janeiro
 
 
Quando as cortinas do Theatro Municipal do Rio de Janeiro se abrirem nesta sexta-feira, a temporada 2013 do palco carioca será aberta com um pas de deux inédito Rio-Londres.
A parceria que leva primeiros bailarinos e solistas do Royal Ballet, a companhia de balé da Royal Opera House de Londres, para a casa de espetáculos no Rio é um dos primeiros passos de um acordo que visa à troca de experiências e aprendizado entre as duas instituições e à expansão da educação artística nos dois países.
 
Nesta semana, o diretor executivo da Royal Opera House, Tony Hall, e a presidente do Theatro Municipal, Carla Camurati, assinaram o acordo, que prevê intercâmbios de experiências, espetáculos, educação e capacitação profissional, em Londres e no Rio, até 2016.
O Theatro Municipal se tornou o segundo parceiro internacional da Royal Opera House, espelhando um acordo semelhante estabelecido em 2008 com o National Centre for the Performing Arts, em Pequim.
A companhia britânica trouxe oito primeiros bailarinos (os principais da companhia) e três cantores líricos para apresentar, de sexta a domingo, o "Gala Royal Opera House", espetáculo que combina pas de deux (duetos de bailarinos) clássicos e contemporâneos e árias famosas, com participação da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal.

Nervosismo em casa


Foto: Sarah Robbins/BBC Brasil
Thiago apadrinha projeto de escola de balé para crianças carentes



Os brasileiros Roberta Marquez e Thiago Soares, que se tornaram primeiros bailarinos do Royal Ballet em 2004 e 2006, respectivamente, são os que melhor personificam a ponte entre as duas instituições.

Crias do Municipal, Roberta e Thiago já voltaram ao Rio para se apresentar com o corpo de baile carioca, mas é a primeira vez que dançam em casa pela companhia britânica.

Para Roberta, esta será a primeira vez no palco do Municipal desde 2009, quando dançou o Quebra-Nozes com o corpo de baile do teatro.


"Estou doida para dançar. Amo esse teatro. Eu sou a bailarina que sou por causa desse teatro. Aprendi muito aqui", diz ela, descoberta no corpo de baile quando Natalia Makarova, lenda viva do balé, veio montar La Bayadère no Rio e a escolheu como solista. A russa depois a levou para a Royal Opera House.

Carioca de Jacarepaguá, bairro de classe média na zona oeste do Rio, Roberta conta que se encantou pelo balé quando foi levada pela mãe para ver o Lago dos Cisnes no Municipal, com apenas 6 anos, e viu Ana Botafogo dançar. Ela diz que o nervosismo é maior quando volta para este palco.

"Fico mais ansiosa quando danço aqui do que lá fora, porque a plateia que está no Brasil é a que me viu crescer. É uma emoção muito grande."

"Se eu estivesse começando hoje, não sei se eu teria a mesma vontade de ir embora (do país). Na minha época, eu tive que ir, porque a indústria era muito pequena."
Thiago Soares, dançarino

Enquanto ajusta um tufo de algodão sobre os dedos dos pés para vestir a sapatilha de ponta, Roberta diz que já se acostumou ao frio de Londres e está estranhando os efeitos colaterais do calor carioca. "Meus pés estão inchados!", ri durante a entrevista à BBC Brasil.

Brasil 'bombando'


De resto, porém, o estranhamento que os dois bailarinos sentem ao voltar para casa é positivo. Thiago, que cresceu em São Gonçalo, município vizinho ao Rio, e já mora em Londres há 13 anos, afirma sentir otimismo sempre que volta ao Brasil, refletindo a percepção que tem lá fora de que o país está "bombando".

"A cada ano que eu venho, eu sinto uma grande diferença aqui. A indústria da dança está crescendo muito. Hoje temos musicais, temos peças de teatro com dança, temos companhias maravilhosas."

Hoje, a opção de sair do país não se apresenta mais como uma obviedade para profissionais em início de carreira, considera ele.

Foto: Sarah Robbins/BBC Brasil
Roberta diz que já estranha o calor carioca

"Se eu estivesse começando hoje, não sei se eu teria a mesma vontade de ir embora (do país). Na minha época, eu tive que ir, porque a indústria era muito pequena. Não havia tantos papéis, tantas obras, tantos convidados. E não existia esse intercâmbio", diz, referindo-se à troca inaugurada entre a Royal Opera House e o Theatro Municipal.

Thiago começou a dançar com um grupo de street dance em São Gonçalo, seguindo os passos do irmão mais velho. O coreógrafo identificou seu talento e o levou para um Centro de Dança Rio, no bairro do Méier, na zona norte do Rio.

Hoje, o bailarino considera "fundamental" passar adiante a ajuda que teve. Ele é padrinho do projeto Ballet Santa Teresa, que atende a crianças e adolescentes carentes.

"Eu vou lá, dou aulas, converso com eles, dou um pouco do que eu aprendi e ajudo a desenvolver projetos, criar oportunidades para eles. Ajudo a trazer um pouco de mídia, patrocinadores. Tem que meter a mão na massa mesmo."

Para o bailarino, a vinda ao Rio com o Royal Ballet “é o começo da realização de um sonho” de trazer a companhia britânica "em peso" para a cidade.

"Com essa parceria entre o Royal e o Municipal, acredito que esse sonho vá se realizar em 2015. Esse é só um aquecimento, um programa reduzido comparado ao tipo de espetáculo que fazemos lá."