sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Já é Natal!


















Que neste Natal,










eu possa lembrar dos que vivem em guerra,
e fazer por eles uma prece de paz.

Que eu possa lembrar dos que odeiam,
e fazer por eles uma prece de amor.

Que eu possa perdoar a todos que me magoaram,
e fazer por eles uma prece de perdão.

Que eu lembre dos desesperados,
e faça por eles uma prece de esperança.

Que eu esqueça as tristezas do ano que termina,
e faça uma prece de alegria.

Que eu possa acreditar que o mundo ainda pode ser melhor,
e faça por ele uma prece de fé.

Obrigada Senhor
Por ter alimento,
quando tantos passam o ano com fome.

Por ter saúde,
quando tantos sofrem neste momento.

Por ter um lar,
quando tantos dormem nas ruas.

Por ser feliz,
quando tantos choram na solidão.

Por ter amor,
quantos tantos vivem no ódio.

Pela minha paz,
quando tantos vivem o horror da guerra.

(A.D.)


















































































































































"Tu pouco dás quando dás de tuas posses. É quando dás de ti próprio que realmente estás dando. É belo dar quando solicitado; é mais belo ainda dar quando não solicitado; dar por haver apenas compreendido." Gibran Khalil Gibran







Dolores Jardim

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

"ACADEMIA ESPECIAL DE BALLET"

TD - Teatro de Dança - Secretaria de Estado da Cultura
APAA - Associação Paulista dos Amigos da Arte
Avenida Ipiranga, 344 - Subsolo, Edifício Itália - São Paulo, SP, Brasil - Metrô República - E-mail: info.teatrodedanca@apaa.org.br Telefone da bilheteria: 2189 2555 / Informações: 2189 2557 Capacidade: 278 lugares/Ar-condicionado/Acessibilidade para pessoas com necessidades especiais/Estacionamento R$ 15,00 com manobrista

Bilheteria, abertura: Vendas para o dia do espetáculo - 4ª a domingo, a partir das 14h www.teatrodedanca.org.br /// Vendas online www.ingressorapido.com.br










Dias 10, 11 e 12 de dezembro, a Academia Especial de Ballet, dirigida por Guivalde e Aracy de Almeida, apresentam o balé cômico Baile dos Graduados, do coreógrafo russo David Lichine, estreada pelo Original Ballet Russe em Sidney, em 1940. Nessa história, as alunas de uma escola feminina da aristocracia de Viena, no ano de 1840, oferecem um baile anual aos cadetes-graduados. A festa começa quando chegam os formandos e um velho general, que começa a galantear a diretora do estabelecimento. Daí em diante, o baile vira uma algazarra contagiante e geral, mas quando tudo termina e os enamorados se despedem, a diretora descobre um encontro às escondidas de um cadete e uma aluna travessa...

Na segunda parte do espetáculo da Academia Especial de Ballet haverá um "Divertissement", pequenos trechos de coreografias que mostrarão clássicos do repertório mundial até coreografias contemporâneas. Nessa parte do espetáculo haverá uma participação especial dos bailarinos da “São Paulo Companhia de Dança”.



Baile dos Graduados e Divertissement
Especial Academia de Ballet
Direção: Aracy e Guivalde de Almeida

Direção Artística: Guivalde de Almeida Assistente: Jorge Peña Coreógrafo Convidado: Ricardo Scheir Coordenação de ensaios: Helena Costa e Silva Professores: Jorge Pena, Silvana Franzoi, Lia Saliby, Helena Costa e Silva, Jhean Allex, Welton Nascimbene, Shamara Bacelar Bailarinos Especialmente Convidados: Ammanda Rosa e Ed Louzardo da São Paulo Companhia de Dança Responsáveis pela recepção: Eunice Colla e Angélica Rosa Figurinos: Nina Ballet e Marilda Fontes Iluminação e Sonorização: Equipe Técnica do Teatro de Dança

13 e 14 de dezembro, sábado 20h, domingo 18h, duração 120 min. com intervalo, recomendação livre, ingresso R$ 20,00

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Ballet ou a Arte de Libertar o Corpo

Ballet ou a arte de libertar o corpo.


À muito que ando fascinado com esta arte de dançar. Não sei porquê.
Para além da sensualidade e a arte de fazer balancear o corpo, o ballet tem muito de espirituoso como qualquer outra arte.

Corpos perfeitos que deambulam como se tratassem de ramos de arvores verdes ao sabor do vento. Assim eu vejo as bailarinas.

Como é possível não ficar siderado com a delicadeza, a sublime faculdade de poder executar os mais belos paços de dança. Que nos leva a imaginar pedaços de vida irreais. O que ela está realmente a sentir? Provavelmente está em êxtase, absorvida no seu trabalho que é ao mesmo tempo um dom.

È verdade que sempre tive a fantasia de namorar com uma bailarina porque acho que ela me conseguiria fazer sonhar, vaguear ao sabor das brisas. Isto para alguém que tem total ausência de “swing” seria um grande “achievement “.

Mas tudo está condensado na arte de sonhar e acreditar. Estarmos esclarecidos é o fundamental na sociedade de hoje. Não adianta “ser inteligente” se não dominamos a ferramenta do dia a dia. Respirar, trabalhar, divertir são situações banais. Será?

Será que temos feição com a maneira de viver? Tudo o que é supostamente banal nós não damos o devido valor! Então como sabemos respirar? Apenas sabemos que é uma necessidade, até ao dia que nos fará falta e aí sim lhe vamos dar o devido respeito.

Assim relacionamos com tudo o resto. Acreditar é viver. Duvidar é desfalecer aos poucos. Mas se sabemos a equação porque não a traduzimos no quotidiano? Afinal ser feliz não é assim tão difícil. Porquê que tendencialmente nos retrairmos em fobias e estereótipos.

Mas para além de dominarmos as ferramentas do dia a dia é imperioso que as saibamos utilizar sempre. Não adianta num dia as manipular correctamente se no dia seguinte nos fazemos de esquecidos.

O quotidiano é uma arma tão poderosa como acutilante.
Dá nos as forças para vencer batalhões, derrotar o invencível como é passível dos nos dilacerar sem a mínima piedade.

Libertar o corpo e a mente. Se não acreditarmos no que seja, nunca seremos felizes, porque estaremos sempre a duvidar.

“Seize the day” é um conceito mais abrangente do que viver o momento. È chegar ao final do dia e quando estivermos deitados na cama à espera de dormir. Pensarmos o que fiz neste dia? Valeu a pena? O que de relevante eu fiz. O que fiz que não poderá ser repetido. Onde posso melhorar para ser uma pessoa?


por: Castanheira Maia

(Respeitando os direitos autorais)

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

XIV Festival de Dança do Mercosul

Itanhaenses conquistam 1º lugar no
XIV Festival de Dança do Mercosul

As coreografias vencedoras ‘Tido-tico no fubá’, ‘Pássaro Azul’
e ‘Tripla Expressão’ receberam a nota máxima do festival: 35 pontos

Após disputar com cerca de 900 dançarinos do Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai, Chile e México, os bailarinos do Corpo de Baile Jovem de Itanhaém e do grupo de dança de rua Action Dance conquistaram o 1º lugar no XIV Festival de Dança do Mercosul, realizado na Argentina, entre os dias 12 e 14 deste mês. Para avaliar as 450 coreografias apresentadas no festival, estiveram presentes os renomados jurados Marcelo Cirino, Constanza Torres e Elizabet Moro.

Alcançando a nota máxima de 35 pontos, Itanhaém recebeu a 1ª colocação através das coreografias ‘Tido-tico no fubá’ apresentada pelas bailarinas do Corpo Municipal de Ballet, Raphaela Caseiro Neto e Gabriela Delsin Araújo, na modalidade Clássico Livre Duo, ‘Pássaro Azul’, também apresentada por Gabriela, na modalidade Variação Feminina de Repertório, e ainda ‘Tripla Expressão’ apresentada pelos dançarinos do grupo de dança de rua Action Dance Fernando Curcio, Renan Lima e Luiz Henrique, na modalidade Trio.

O Corpo de Baile jovem e infantil de Itanhaém que há quatro anos oferece curso de ballet clássico à cerca de 300 jovens e crianças da cidade vem conquistando diversos troféus nos mais reconhecidos eventos de dança como o Festival de Dança de Osasco, Festival Internacional de Campos do Jordão, o III Festival de Dança ‘Dançar a vida’ em Santos, o Prodansp em São Paulo e a Noite de Gala do Teatro São Pedro, entre outros.

Já os coreógrafos do Action Dance, Fernando Curcio e Renan Lima, em sete anos de carreira já representaram a Cidade em diversos programas de TV como o Criança Esperança da Rede Globo, o Viva a Noite do Sistema Brasileiro de Televisão (SBT), O Melhor do Brasil da TV Record, e A noite é uma criança da TV Bandeirantes. Ainda nesta quinta-feira (18), os dançarinos participarão do programa Show até debaixo d’Água, apresentado por Silvio Santos no SBT.

Para participar do festival na Argentina, os dançarinos do Corpo Municipal de Ballet e do grupo de dança de rua Action Dance receberam o apoio da Prefeitura de Itanhaém, através do Departamento de Cultura, Auto Posto Pôr do Sol, JR Auto Peças e colaboradores.

Por Secretaria de Educação, Cultura e Esportes

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Dia Primeiro de Setembro / Dia da Bailarina / Bailarino


















Bailarinas e Bailarinos


Olá Pessoal!!Dia 1 de Setembro foi o dia da Bailarina

Também quero parabenizar a todas Bailarinas(os) !

































10 Dicas para se tornar uma grande Bailarina



1- Se respeite acima de tudo, e valorize seu trabalho. Confiança é a chave do sucesso!
2- Estude bastante e mantenha-se sempre aberta às novas descobertas, aprendendo cada vez mais.
3- Cuide do seu corpo e mantenha-se sempre bonita! O corpo é o templo do seu espírito.
4- Irradie alegria!
5- Não considere as outras bailarinas concorrentes ou rivais; mas sim como amigas que podem trocar experiências aprendendo umas com as outras.
6- Escolha músicas e roupas adequadas. Elas valorizam sua dança.
7- Seja humilde; assumindo seus erros e conhecendo seus pontos fracos; tentando sempre melhorá-los.
8- Seja exclusiva! Procure sempre inovar; e não tente copiar ninguém.
9- Descubra que sua verdadeira função na dança é transmitir alegria para outras pessoas através da sua arte. Faça valer esse dom!
10- Ame a Dança, e acima de tudo SE AME!!!







A História do Ballet

As origens do balé surgiram em celebrações públicas italianas e francesas nos séculos XV, XVI e XVII. Na Itália a impulsiva representação dramática resultou no balleto, --- de ballo (" dança" ) e ballare ("dançar" ) --- enormes espetáculos durando horas (e até mesmo dias) e utilizando dança, poemas recitados, canções e efeitos cênicos, todos organizados em torno de um enredo principal e com homens e garotos ricamente trajados no lugar da corte encenando os principais papéis. Os espetáculos eram apresentados em grandes salões ou em quadras de tênis (Teatros modernos não eram construídos antes do séc. XVI). A audiência para estas apresentações era composta principalmente por pessoas da corte, que contratavam dançarinos de alto escalão para ensinar aos amadores. Em 1460, Domenico da Piacenza escreveu um de seus primeiros manuais de dança.


Portanto peço para meus amigos que divulguem esse blog e visitem, dê opiniões, sugestões e façam desse uma fonte de informações para quem gosta tanto dessa arte que é o Ballet Clássico!!


Então é isso ai!!Entrando no mundo das bailarinas.......lá vamos nós!!

Finalizando

Q - Z

Quatre [Ka-truh]: Quatro.
Quatrième [ka-tree-EM]: Quarto.
Relevé [ruhl-VAY]: Elevado. Uma elevacão do corpo em pontas ou meia-pontas, ponta ou meia-ponta. Há duas maneiras de execução para o relevé. Na Escola Francesa, relevé é feito suavemente, uma contínua elevação equanto Cecchetti e a Escola Russa o usavam como um passo ágil. Relevé deve ser feito em primeira, segunda, quarta e quinta posição, en attitude, en arabesque, devant, derrière, en tournant, passé en avant, passé en arrière e assim por diante.
Retiré [ruh-tee-RAY]: Retirada. Uma posição onde a perna é tirada em segunda posição com o joelho dobrado e volta ao mesmo lugar de onde veio.
Rond de jambe [rawn duh zhahnb]: Literalmente, "movimento circular da perna". A perna que está trabalhando descvreve um círculo tanto na terra (àterre) como o ar (en l'air).
Rond de jambe à terre [rawn duh zhahnb a tehr]: Rond de jambe feito no chão. Um exercício da barra ou do centro onde uma perna descreve séries de movimentos circulares no chão. As duas pernas devem permanecer perfeitamente reta e todo o movimento deve vir do quadril. O dedo do pé que trabalha não sai do chão e não ultrapassa a quarta posição ouvert ou atrás.
Rond de jambe en l'air [rawn duh zhahnb ahn lehr]: Rond de jambe no ar. Ronds de jambe en l'air são feitos tanto na barra quanto no centro, e pode ser simples, duplo, en dehors ou en dedans. O dedo do pé que trabalha executa um movimento oval. A coxa deve se mexer o mínimo possivo e os quadris devem ser virado bem. A ponta do pé deve passar mais ou menos pela altura do joelho de base. O ápice do movimento é quando o pé fica em segunda posição en l'air.
Royale [ruah-YAL]: Royal. Uma mudança onde os calcanhares batem ao mesmo tempo e junto na frente antes que os pés mudem de posição. Pode também ser chamado de "changement battu".
Sissone [see-SAWN]: Um salto dos pés caindo em um pé com a perna trabalhada estendida para o lado, frente ou atrás num movimento parecido com o de uma tesoura.
Sissone fermée [see-SAWN fehr-MAY]: Sissone fechado. Um passo de elevação lenta executada em tempo rápido. Este sissone acaba os dois pés com o pé que está trabalhando colando no chão em demi-plié e na quinta posição. Pode ser executado en avant, en arrière e de côte em todas as direções, como croisé, effacé, écarté, etc.
Tour [toor]: Um giro completo do corpo. Verifique pirouette. Giro no ar, executado quando o dançarino salta verticalmente. Dos bailarinos se espera tours dobrados no ar e alguns deles são capazes de triplos tours. Raramente executados por mulheres.
Tournant, en [ahn toor-NAHN]: Literalmente, "girando". Muitos passos podem ser executados, tanto singulares ou em séries, quando o dançarino faz uma revolução em seu corpo e descreve um círculo no solo.

Continuação

L - P

Ligne [LEEN-yuh]: Linha. A linha do corpo apresentada por um bailarino(a) enquanto executa passos e poses. Um bailarino deve ter harmonia entre o arranjo da cabeça, do corpo, das pernas e braços em movimento. Uma boa linha é indispensável para os(a) bailarinos(as) clássicos.
Manèges [ma-NEZH]: Circular. Um termo aplicado para passos ou enchaînements executados em movimento circular.
Mazurka ou Mazurek Uma polca polonesa em 3/4 que foi introduzida em vários números de ballets como danças de personagens.
Neuf [nuhf]: Nove.
Ouvert, ouverte [oo-VEHR, oo-VEHRT]: Aberto, abrindo. Deve-se referir às posições (a segunda e a quarta posição dos pés são posições ouvertes), direções, ou certos exercícios ou passos. Na Escola Francesa o termo é usado para indicar a posição ou direção do corpo, semelhante a effacé.
Pas [pah]: Literalmente, "passo". Os termos técnicos para os passos de balé freqüentemente incluem a palavra "pas", ou às vezes a palavra "temps", como em pas de chat ou temps de poisson. Pas é também utilizada no sentido de dança, como por exemplo em pas de deux/trois/quatre (dança para duas, três ou quatro pessoas) ou mais, como em pas de l'ombre (dança da sombra) de Ondine, ou pas de patineurs (dança dos patinadores). Pas d'action significa a seqüência em um balé onde a narrativa é levada por várias maneiras de dança, como no chamado Adagio de Rose, no 1º Ato de "A Bela Adormecida".
Pas de bourrée [pah duh boo-RAY]: Um passo ligado onde o peso é transferido de um pé para o outro em três pequenos passos. Pas de bourree dá a impressão que o dançarino está deslizando sobre a superfície do palco. Pode ser executado em dessous, dessus, devant, derrière, en avant, en arrière e en tournant, en dedans e en dehors, na ponta ou na meia ponta... UFA! =)
Pas de bourée couru [pah duh boo-RAY koo-REW]: É o pas de bourée corrido. Um termo da Escola Francesa. É uma progressão, na ponta ou meia ponta, através de séries de pequenos passos executados com os pés perto um do outro. Pode ser feito em todas as direções ou em círculo.
Pas de chat [pah duh shah]: Um salto rápido e preciso, fechado em quinta posição. As duas pernas ficam dobradas no ar ao mesmo tempo que avançam de lugar. Uma curiosidade, este passo recebe este nome baseado no salto de um gato.
Pas de deux, grand [grahn pah duh duh]: Uma grande dança feita para dois. Difere do pas de deux principalmente em sua estrutura definida. Uma regra básica para os Grand Pas de Deux é ter cinco partes: entrée, adage, variação para danseuse, variação para danseur e a coda, onde os dois dançarinhos devem dançar juntos.
Pas de quatre [pah duh KA-truh]: Uma dança para quatro pessoas. O mais famoso pas de quatre da história do Ballet ocorreu em 12 de Julho de 1845, em Londres, a comando da Rainha Vitória, quando quatro grandes bailarinas do século IX, Marie Taglioni, Carlotta Grisi, Fanny Cerrito e Lucile Grahn se uniram.
Pas de trois [pah duh trwah]: Uma dança para três pessoas. Na seqüência, um pas de cinq é uma dança para cinco pessoas, um pas de six é para seis pessoas, etc.
Pas de valse [pah duh valss]: Um passo valsado, executado com graça, em um movimento gracioso de corpo com muitas variações de braços. Pode ser feito en face ou en tournant. O passo parece um balançe, mas o pé não se cruza.
Penché, penchée [pahn-SHAY]: Inclinar para a frente, levantando a perna de trás, e fazendo o possível para as costas não descerem logo, como no arabesque penchée.
Petit, petite [puh-TEE,puh-TEET]: Pequeno. Como, por exemplo, em petit battement (procure pela segunda palavra de passos começados com petit).
Pieds, cinq positions des [sen paw-zee-SYAWM day pyay]: As cinco posições básicas dos pés no ballet clássico, e cada passo ou movimento começa e termina com uma ou outra dessas posições, que foram estabelecidas por Pierre Beauchamp, maître de ballet da Académie Royale de Musique et de Danse de 1671 a 1687 (Vide página "O Básico do Ballet").
Piqué [pee-KAY]: Pisada. É executado diretamente na ponta ou meia-ponta do pé que está trabalhando e qualquer direção desejada ou posição com o pé levantado ao ar. Exemplos: piqué en arabesque, piqué developpé etc.
Pirouette [peer-WET]: Um giro completo do corpo executado sobre uma perna; a perna que está trabalhando deve ficar contra o tornozelo ou levantar-se até o joelho da perna de base, ou extendida para o lado ou para trás, em arabesque ou em attitude.
Pirouette à la seconde, grande [grahrul peer-WET a lah suh-GAWND]: Uma grande pirueta feita a partir da segunda posição, que é geralmente executada somente pelos bailarinos. É uma série de gitos em um pé com a perna livre erguida em segunda posição à 90 graus.
Pirouette piquée [peer-WET pee-KAY]: Um termo da Escola Francesa. O mesmo que piqué tour en dedans. É uma pirueta onde o bailarino gira direto na ponta ou meia-ponta com a perna erguida em sur le cou-de-pied devant ou derrière, arabesque ou em qualquer outra posição. Este giro é executado tanto en dedans como em en dehors.
Plié [plee-AY]: O primeiro exercício a ser feito em toda aula para "afrouxar" os músculos, o fundamento da técnica da dança. O dançarino permanece ereto na barra e lentamente dobra os joelhos, mantendo-os em linha com os pés. Pliés são executados em todas as cinco posições. Geralmente quase todo passo começa e termina em demi-plié, dando impulso ao salto e amortecendo a aterrisagem.
Pointes, sur les [sewr lay pwent]: A ponta do pé. As mulheres, e raramente os homens, dançam sobre a ponta dos pés em sapatilhas. A introdução dessa técnica no início do século XIX tornou possível o desenvolvimento da virtuosidade feminina, como múltiplos fouettes e sustento em uma só perna. Meia ponta é quando o (a) dançarino (a) se eleva com os dedos tocando o chão e o resto do pé elevado.
Poisson [pwa-SAWN]: Hihihi... Significa peixe. É uma posição do corpo onde as perna se cruzam na quinta posição e com as costas arqueadas. É uma pose que pode ser feita com salto no ar ou em um pas de deux, quando a bailarina é colocada na posição poisson pelo seu partner.
Port de bras [pawr duh brah]: Literalmente, "levada do braço". Usada em seu sentido geral, e também para denotar exercícios projetados para desenvolver a graça e a harmonia do uso dos braços. Entretando, quando um dançarino, na barra, dobra o tronco para a frente e para trás, este exercíco é chamado port de bras mesmo quando sua correta execução envolve todo o corpo. Há posições para os braços correspondentes a posições dos pés.

Continuação

G - J

Glissade [glee-SAD]: Deslizar. Um passo saltado onde o pé que trabalha desliza da quinta posição na posição escolhida, com o outro pé fechado. Glissade é um passo à terre e é usado para ligar passos. Após demi-plié em quinta posição o pé que trabalha desliza ao longo do chão e salta a poucos dedos do chão. O outro pé então acompanha, ficando no ar com os joelhos esticados e os dois pés apontando para o chão. Então o pé que trabalha retorna ao chão e o outro cruza à sua frente em quinta posição, demi-plié. Quando um glissade é usando como um passo auxiliar para pequenos ou grandes saltos é realizado em um rápido movimento. Glissades são feito com ou sem mudança de pé, e todos começam e terminam com demi-plié. Há seis glissades: devant, derrière, dessous, dessus, en avant, en arrière, a diferença entre cada um deles depende do começo e do final das posições também como as posições. Glissade porde também ser feito sur les pointes.
Grand,grande [grahn,grahnd]: Grande, largo. Como, por exemplo, em grand battement (para encontrar termos começados com 'grand', tente procurar pela segunda palavra dos nomes deles.)
Italiana,Escola A Academia Imperial de Dança, junta com La Scala de Milão, abriu em 1812. Seu apogeu começou quando Carlo Blasis, bailarino italiano e professor, se tornou diretor em 1837. Blasis publicou dois livros, onde ele codificou seus métodos didáticos e tudo que era sabido até a época da técnica do ballet. Estes livros formam a base do nosso treinamento clássico de hoje em dia. Blasis treinou muitas grandes bailarinas da era, e seu pupilo Giovanni Lepri foi professor de Enrico Cecchetti, um dos maiores professores da história do ballet. Foi Cecchetti quem trouxe a Escola Italiana a seu apogeu. A Escola Italiana era conhecida por sua força, técnica brilhante e virtuosidade entre seus bailarinos, que encantavam a platéia com a dificuldade dos passos e giros brilhantes.
Jambe [zhahnb]: Perna
Jeté, pas [pah zhuh-TAY]: Um passo onde a perna é jogada. Um salto de um pé para o outro onde a perna que trabalha é levantada ao ar e parece ter sido jogada. Há uma grande variedade de pas jetés (geralmente chamados somente jetés) e eles devem ser executados em todas as direções
Jeté battu [zhuh-TAY ba-TEW]: Jeté batido. Ambos jeté dessus e jeté dessous devem ser batidos.
Jeté entrelacé [zhuh-TAY ahn-truh-la-SAY]: Jeté entrelaçado. Um termo dvindo da Escola Russa. Este jeté é feito em todas as direções e em círculo. É geralmente precedido por um chassé ou pas couru para dar ímpeto ao salto. Na Escola Francesa é chamado de "grand jeté dessus en tournant"; no método Checchetti é "grand jeté en tournant en arrière."
Jeté, grand [grahn zhuh-TAY]: Um grande jeté. Neste passo as pernas são jogadas a 90 graus com um salto correspondente. É feito pra frente em attitude croisée ou effacée, e em todos os arabesques. Deve também ser feito para trás com a perna elevada tanto em croisé como em effacé devant. Grand jeté é sempre precedido por um movimento preeliminar, como um glissade, pas couru ou coupe.
Jeté en avant, grand [grahn zhuh-TAY ah na-VAHN]: Um grande jeté direcionado para a frente. Um grande salto para a frente precedido por um movimento como pas couru ou um glissade, que dá o impulso necessário. O salto é feito com o pé que é "jogado" para a frente, como um grand battement a 90 graus, onde a altura do salto depende da força do calcanhar e o tamando da perna, também levando em consideração o impulso da outra perna que fecha. O bailarino tenta permanecer no ar em um attitude ou arabesque bem definido e cai ao chão na mesma pose. É importante inicar o salto com um singelo plié e e terminá-lo com um suave e controlado plié.
Jeté, petit [puh-TEE zhuh-TAY]: Um pequeno jeté. Do demi-plié na quinta posição o pé que trabalha desliza pelo chão até alcançar a posicão à la demi-hauteur. O pé de base então descola do chão e aterrisa em fondu na perna que trabalha com o outro pé extendido no ar ou em sur le cou-de-pied. Petit jeté é feito dessus, dessous, en avant, en arrière e en tournant.

Continuação

D-F

Dedans, en [ahn duh-DAHN]: Para dentro. Em passos e exercícios o termo en dedans indica que a perna, à terre ou en l'air, se mexe em movimento circular em sentido anti-horário de trás pra frente. Por exemplo, em rond de jambe à terre en dedas. Em pirouettes o termo indica que a pirouette é feito para dentro em relação à perna de base.
Développé [tahn dayv-law-PAY]: Veja grand battement developpe.
Dehors, en [ahn duh-AWR]: Para fora. Em passos e exercícios o termo en dehors indica que a perna, à terre ou en l'air, move em uma direção circular, em sentido horário de frente pra trás. Por exemplo, em rond de jambe à terre en dehors. Em pirouettes o termo indica que uma pirouette é executada com a perna bem aberta, para fora.
Demi-plié [duh-MEE-plee-AY]: Meia dobrada nos joelhos. Todos os passos com elevação começam e terminam com um demi-plié.
Derrière [deh-RYEHR]: Para trás. Este termo se refere a um movimento ou passo. Em referência a um determinado passo, quando se utilizada o derrière se indica que o pé que trabalha fecha atrás.
Dessous [duh-SOO]: Para trás. Indica que o pé que trabalha passa atrás do pé de base. Por exemplo, em pas de bourrée dessus.
Dessus [duh-SEW]: Para frente. Indica que o pé que trabalha passa à frente do pé de base. Por exemplo, em pas de bourrée dessus.
Divertissement [dee-vehr-tees-MAHNLAY]: 1. Uma seção de danças no balé que não tem nehuma conexão com o enredo, por exemplo, a dança das fadas, em "A Bela Adormecida", 3º Ato, ou "Camponês", pas de deux em "Giselle" 1º Ato. 2. Uma curta dança ou trecho de um longo balé como uma parte separada em determinado programa.
Échappé [ay-sha-PAY]: Um échappé é um passo de salto, onde os dois pés pulam fechados em quinta e trocam de lugar no ar, acabando em demi-plié no chão. Dependendo do caso, échappés são feitos da segunda para a quarta posição, os dois pés em distâncias iguais do centro original de gravidade.
Effacé, effacée [eh-fa-SAY]: Uma posição do corpo onde o dançarino se vira para o lado do público.
Elevação A habilidade de se sustentar no ar por um tempo.
Enchainement: Uma combinação de passos dentro de uma expressão de dança.
Entrechat [ahn-truh-SHAH]: Um pulo vertical na quinta posição, com a troca dos pés no ar, duas (entrechat quatre), três vezes (entrechat six), quatro vezes (entrechat huit),e , exepcionalmente, 5 vezes (entrechat dix). O termo entrechat deux não é usado: quando os pés batem uma vez e mudam isto é chamado mudança battu ou royale. Em todos esses o dançarino retorna à quinta posição. No entrechat trois, cinq e sept o dançarino cai no chão em um pé, com o outro tocando a perna de base após um, dois ou três batidas.
Épaulement [ay-pohl-MAHN]: Uma ligeiro movimento dos ombros, em croise ou efface, em relação à cabeça e às pernas, utilizadas principalmente no balé clássico, particulamente nas escolas Italianas, Russas e Britânicas. Na velha França e nas escolas Dinamarquesas é raramente usado.
Fouette [fweh-Tay]: Um passo giratório, geralmente feito em série, onde a perna que está trabalhando é jogada para o lado em rond de jambe (vide) e enquanto o dançarino gira sobre a perna de base, mantendo a perna elevada. Os 32 fouettes executado por Odile em "O Lago dos Cisnes", 3º Ato são a mostra o toque da virtuosidade feminina.
Fondu, fondue [fawn-DEW]: Descida. Um termo utilizado para descrever a baixa do nível do corpo através da dobradura dos joelhos da perna de base. Saint-Léon escreveu "Fondu é em uma perna enquanto plié é em duas". Em alguns isntantes o termo fondu também é utilizado para descrever a finalização de um passo quando a perna que está trabalhando vai ao chão em um movimento suave.

Aí está o significado que algumas pessoas me pediram.

Aqui, vai o que me pediram,espero ter ajudado:





Adage, Adagio [Do francês: a-DAHZH] : 1. Uma seqüência de exercícios em tempo lento, executados nas aulas de balé para desenvolver força na sustentação de pernas e balanço. 2. Uma passagem de pas de deux onde o homen segura a mulher para executar alguns passos.
Allegro [a-lay-GROH; Italian: al-LAY-groh]: Seqüência de passos em tempo rápido, executados nas aulas de balé para desenvolver a velocidade e esclarecer melhor a execução dos passos.
Air, en l' [ahn lehr]: No ar. Indica que o movimento deve ser feito no ar; ex: Rond de Jambe en l'air.
Arabesque [a-ra-BESK]: Uma posição onde o (a) dançarino (a) eleva uma perna, reta ou dobrada, com a outra estendida para trás, geralmente em ângulos similares ao do corpo, mas mais alto no arabesque penchee, quando o (a) dançarino (a) "cai" para a frente e levanta a perna mais alto seguindo a linha das costas. São 5 no método de Cechetti, 4 no método de Vaganova e 2 na Escola Francesa.
Arrière, en [ah na-RYEHR]: Para trás. Usado para indicar que o pesso está sendo executado para a platéia. Por exemplo, um glissade en arrière.
Assemblé [a-sahn-BLAY]: Um passo saltitante onde o daçarino empurra uma perna para cima e para fora para a frente, lado ou trás, no mesmo tempo saltando a outra, e trazendo as duas pernas juntas no ar antes de aterrisarem.
Assemblé en tournant, grand [grahn ta-sahn-BLAY ahn toor-NAHN] Um grande assamblé executado com um giro. É feito na mesma maneira do grand assamblé. Só pode ser feito em dessus ou derrière. É geralmente precedido por um pas couru ou um chassé.
Attitude [a-tee-TEWD]: Uma posição originalmente derivada da estátua de Mercúrio criada por Giovanni de Bologna, onde o dançarino eleva uma perna com o joelho flexionado, e onde a perna de base conintua esticada. O joelho flexionado deve se elevar em um nível mais alto que o do pé.
Avant, en [ah na-VAHN]: Avante! Para frente! Uma direção para a execução de determinado passo. Usado para indicar que um passo se direciona à frente, para a platéia. Por exemplo, um glissade en avant.
Basque, sault de Um passo saltitante onde a perna que está trabalhando é levantada para o lado e o pé da outra perna está no joelho da perna que está trabalhando enquanto o corpo está pulando, aterrizando nesta posição.
Battement [bat-MAHN]: Batida. Uma batida da perna extendida ou dobrada. Há dois tipos de battements, grands battements e petits battements. Os petits battements são: Battement tendu, dégagés, frappés e tendus relevés: alongados, parados, ou alongados e levantados (Battements tendu relévé).
Battement dégagé [bat-MAHN day-ga-ZHAY]: É um termo do método de Cecchetti. O Battement dégagé é semelhante ao Battement tendu mas é feito em uma velocidade dobrada e o pé que está trabalhando levanta um pouco do chão, uns dois dedos, com uma ponta alongafa e então volta para a posição inicial (primeira ou quinta). Battements dégagés fortalecem os dedos, desenvolvem o peito do pé e melhora a flexibilidade do calcanhar. O mesmo que o battement tendu jeté (Balé Russo) e battement glissé (Balé Francês).
Battement fondu développé [bat-MAHN fawn-DEW dayv-law-PAY]: É um battement desenvolvido. É um exercício onde a perna de base é levemente dobrada em fondu e com o pé da perna que trabalha encostado na perna de base, apontando para o calcanhar.Enquanto a perna de base é esticada, a perna que trabalha também se alonga para o chão ou para o at. O movimento pode ser feito em devant, derrière e à la seconde. Em fondu atrás, a posição do pé é sur le cou-de-pied derrière. Em fondu à frente, a posição do pé é sur le cou-de-pied devant.
Battement frappé [bat-MAHN fra-PAY]: Um Battement assim... 'batido e parado'. É um exercício onde o bailarino extende a perna execitada de cou-de-pied para a frente, lado ou trás. O exercício fortalece os dedos e o peito do pé e o desenvolve a elevação. É a base do allegro, do jeté...
Battement sur le cou-de-pied, petit
[puh-TEE bat-MAHN sewr luh koo-duh-PYAY] Uma pequena batida no calcanhar. Este é um exercício na barra onde o pé que trabalha fica em sur le cou-de-pied e a perna se movimenta pra dentro e pra fora, pra dentro e pra fora, mudando o pé de sur le cou-de-pied devant para sur le cou-de-pied derrière e vice-versa, sem mexer a coxa. Petits battements são feitos com o pé de base à terre, sur la demi-pointe ou sur la pointe.
Battement tendu [bat-MAHN tahn-DEW] É um battement alongado. Um battement tendu é o início e o final de um grand battement e é um exercício para forçar a parte de dentro da perna. O pé que trabalha sai da quinta ou da primeira posição para a segunda ou quarta posição sem que os dedos saiam do chão. Os dois joelhos devem se manter retos. Quando o pé atinge a posição pointe tendue, ele retorna à primeira ou quinta posição. Battements tendus também podem ser feitos em demi-plié em primeira ou quinta posição. Eles podem ser feitos en croix.
Battement, grand [grahn bat-MAHN] Um grande battement. Um exercício em que a perna que trabalha é jogada para o ar com muita força e desce controlada, com os dois joelhos retos. Pode parecer fácil, mas a dificuldade deste passo é de manter o resto do corpo 'quieto', se mover nada além da perna. A função dos grands battements é para fortalecer os quadris e treinar o an deors da perna desde os quadris. Grand battements podem ser feitos devant, derrière e à la seconde.
Balletomane Esse termo eu não conhecia! Balletomane é um fã de balé ou entusiasta. A palavra foi inventada na Rússia no início do século IX.
Balancé [ba-lahn-SAY]: Este passo lembra o pas de valse e é uma alternativa de balanço, mudando o peso do corpo de um pé para o outro. Balancé também pode ser feito numa tranferência de perna da frente pra trás ou vice-versa. Ele também pode ser feito en avant ou en arrière, em croisé ou effacé e en tournant.
Barre [bar]: A barra horizontal de madeira ou ferro, às vezes fixada à parede da classe de balé ou em modelos móveis, onde os (as) bailarinos (as) seguram para obter apoio. Todas as aulas de balé começam com exercícios na barra.
Battu [ba-TEW]: Batida. Qualquer passo com batita é chamado de pas battu. Por exemplo, em jeté battu.
Bras [brah]: Braço.
Brisé [bree-ZAY]: Quebrado, quebrando. Um pequeno assamblé onde as pernas se batem no ar e o movimento é quebrado. A perna executada sai da quinta posição para a segunda. Quando o pé está saindo do chão, se salta um pouco e se bate em frente ou atrás da outra perna, que se encontram e então os dois pés aterrisam simultaneamente em demi-plié na quinta posição.
Brisé volé [bree-ZAY vaw-LAY]: Uma série de brises para frente e para trás alternadamente, aterrisando em um pé, dando a impressão que o dançarino está esquiando sobre a superfície do palco.
Cabriole [ka-bree-AWL]: Um passo saltante onde o dançarino bate as duas pernas juntas no ar.
Changement de pieds [shahnzh-MAHN duh pyay]: O dançarino salta verticalmente no ar com suas pernas juntas e troca de posição seus pés antes de aterrisar.
Corpo de baile Grupo de dançarinos de uma compania de balé, que aparece entre as danças dos solistas.
Chat, pas de Um salto leve e saltitante onde o joelho dobra, trazendo os pés juntos por baixo do corpo antes de "aterrissar" novamente na quinta posição.
Chassé [sha-SAY]: Um passo ligado onde o dançarino escorrega um pé para a frente, lado ou atrás, trazendo o outro pé para a quinta posição antes de continuar o próximo movimento.
Coda A última e rápida seção do pas de deux, onde os dançarinos devem ter pequenas passagens de solos assim como dançarem juntos numa brihante conclusão, como o pas de deux de "Pássaro Azul", em "A Bela Adormecida"
Coryphee Um dançarino (ou também seis) que mudou-se do corpo de baile para um novato nos papéis solo.
Coupé jeté en tournant [koo-PAY zhuh-TAY ahn toor-NAHN]: Um passo composto consistindo coupé dessous fazendo um giro de três-quartos e um grand jeté en avant para completar o giro. O passo é geralmente feito em série tanto en manège como em diagonal.
Croisé [mJah-ZAY]: Literalmente, "virado". Uma posição do corpo na qual o dançarino se move obliquamente em relação ao público, então quando a perna que está trabalhando é levantada, ela cruza a perna de base.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

LEI DOS PROFISSIONAIS DA DANÇA

CONHEÇA A NOSSA LEI!


Atenção profissional de dança: Disponibilize um pouco de seu tempo e leia com atenção a lei que regulamenta a profissão e saiba seus DIREITOS e DEVERES perante a sociedade na qual você atua como Artista Bailarino.


LEI Nº 6.533 DE 24 DE MAIO DE 1978

Dispõe sobre a regulamentação das profissões de Artista e
de técnico em Espetáculos de Diversões, e dá outras providências.

O Presidente da República,faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art 1° - O exercício das profissões de Artista e de Técnico em Espetáculos de Diversões é regulado pela presente Lei.

Art 2° - Para os efeitos desta Lei é considerado :

I - Artista, o profissional que cria, interpreta ou executa obra de caráter cultural de qualquer natureza, para efeito de exibição ou divulgação pública, através de meios de comunicação de massa ou em locais onde se realizam espetáculos de diversão pública

II – Técnico em Espetáculos de Diversões, o profissional que, mesmo em caráter auxiliar, participa, individualmente ou em grupo, de atividade profissional ligada diretamente à elaboração, registro, a
Apresentação ou conservação de programas, espetáculos e produções.

Parágrafo único - As denominações e descrições das funções em que se desdobram as atividades de Artista e de Técnico em Espetáculos de Diversões constarão do regulamento desta Lei

Art 3° Aplicam-se as disposições desta Lei às pessoas físicas ou jurídicas que tiverem a seu serviço os profissionais definidos no artigo anterior, para realização de espetáculos, programas, produções ou mensagens publicitárias.

Parágrafo único - Aplicam-se, igualmente, as disposições desta Lei às pessoas físicas ou jurídicas que agenciem colocação de mão-de-obra de profissionais definidos no artigo anterior

Art 4° - As pessoas físicas ou jurídicas de que trata o artigo anterior deverão ser previamente inscritas no Ministério do Trabalho.

Art 5° - Não se incluem no disposto nesta Lei os Técnicos em Espetáculos de Diversões que prestam serviços a empresa de radiodifusão

Art 6° - O exercício das profissões de Artista e de Técnico em Espetáculos de Diversões requer prévio registro na Delegacia Regional do Trabalho do Ministério do Trabalho, o qual terá validade em todo o território nacional.

Art 7° - Para registro do Artista ou do Técnico em Espetáculos de Diversões é necessário a apresentação de:


I – diploma de curso superior de Diretor de Teatro, Coreógrafo,
Professor de Arte Dramática, ou outros cursos semelhantes, reconhecidos na forma da Lei; ou

II – diploma ou certificado correspondentes às habilitações profissionais de 2o Grau de Ator, Contra-regra, Cenotécnico, Sonoplasta, ou outras semelhantes, reconhecidas na forma da Lei; ou

III – Atestado de capacitação profissional fornecido pelo Sindicato representativo das categorias profissionais e, subsidiariamente, pela Federação respectiva.

§ 1o A entidade sindical deverá conceder ou negar o atestado mencionado no item III, no prazo de 3 (três) dias úteis, podendo ser concedido o registro, ainda que provisório,se faltar manifestação da entidade sindical, nesse prazo.

§ 2o Da decisão da entidade sindical que negar a concessão do atestado mencionado no item III deste artigo, caberá recurso para o Ministério do Trabalho, até 30 (trinta) dias, a contar da ciência.



Art 8° - O registro de que trata o artigo anterior poderá ser concedido a título provisório, pelo prazo máximo de 1(um) ano, com dispensa do atestado a que se refere o item III do mesmo artigo, mediante indicação conjunta dos Sindicatos de empregadores e de empregados.


Art 9° - O exercício das profissões de que trata esta Lei exige contrato de trabalho padronizado, nos termos de instruções a serem expedidas pelo Ministério do Trabalho

§ 1o O contrato de trabalho será visado pelo Sindicato representativo da categoria profissional e, subsidiariamente, pela Federação respectiva, como condição para registro no Ministério do Trabalho, até a véspera da sua vigência.

§ 2o A entidade sindical deverá visar ou não o contrato, no prazo máximo de 2 (dois) dias úteis, findos os quais ele poderá ser registrado no Ministério do Trabalho, se faltar a manifestação sindical.

§ 3o Da decisão da entidade sindical que negar o visto, caberá recurso para o Ministério do Trabalho.

Art 10° - O contrato de trabalho conterá, obrigatoriamente:

I – qualificação das partes contratantes;

II – prazo de vigência;

III – natureza da função profissional, com definição das obrigações respectivas;

IV – título do programa, espetáculo ou produção, ainda que provisório,
com indicação do personagem nos casos de contrato por tempo determinado;

V – locais onde atuará o contratado, inclusive os opcionais;

VI – jornada de trabalho, com especificação do horário e intervalo de repouso;

VII – remuneração e sua forma de pagamento;

VIII – disposição sobre eventual inclusão do nome do contratado no crédito de apresentação, cartazes, impressos e programas;

IX – dia de folga semanal;

X – ajuste sobre viagens e deslocamentos;

XI – período de realização de trabalhos complementares, inclusive dublagem, quando posteriores à execução do trabalho de interpretação objeto do contrato;

XII – número da Carteira de Trabalho e Previdência Social.

Parágrafo ùnico - Nos contratos de trabalho por tempo indeterminado deverá constar, ainda, cláusula relativa ao pagamento de adicional, devido em caso de deslocamento para prestação de serviço fora da cidade ajustada no contrato de trabalho.



Art 11° - A cláusula de exclusividade não impedirá o Artista ou Técnico em Espetáculos de Diversões de prestar serviços a outro empregador em atividade diversa da ajustada no contrato de trabalho, desde que em outro meio de comunicação, e sem que se caracterize prejuízo para o contratante com o qual foi assinada a cláusula de exclusividade

Art 12° - O empregador poderá utilizar trabalho de profissional, mediante nota contratual, para substituição de Artista ou Técnico em Espetáculos de Diversões, ou para prestação de serviço caracteristicamente eventual,



por prazo não superior a 7 (sete) dias consecutivos, vedada utilização desse mesmo profissional, nos 60 (sessenta) dias subseqüentes, por essa forma, pelo mesmo empregador.


Parágrafo ùnico - O Ministério do Trabalho expedirá instruções sobre a utilização da nota contratual e aprovará seu modelo.



Art 13° - Não serão permitida a cessão ou promessa de cessão de direitos autorais e conexos decorrentes da prestação de serviços profissionais.

Parágrafo único - Os direitos autorais e conexos dos profissionais serão devidos em decorrência de cada exibição da obra



Art 14° - Nas mensagens publicitárias, feitas para cinema, televisão ou para serem divulgadas por outros veículos, constará do contrato de trabalho, obrigatoriamente:


I – nome do produtor, do anunciante e, se houver, da agência de publicidade para quem a mensagem é produzida;


II – o tempo de exploração comercial da mensagem;



III – o produto a ser promovido;



IV– os veículos através dos quais a mensagem será exibida;



V- as praças onde a mensagem será veiculada;



VI- o tempo de duração da mensagem e suas características.


Art 15° - O contrato de trabalho e a nota contratual serão emitidos com numeração sucessiva e em ordem cronológica.


Parágrafo único - Os documentos de que trata este artigo serão firmados pelo menos em duas vias pelo contratado, ficando uma delas em seu poder.



Art 16° - O profissional não poderá recusar-se à auto dublagem, quando couber.

Parágrafo único - Se o empregador ou tomador de serviços preferir a dublagem por terceiros, ela só poderá ser feita com autorização, por escrito, do profissional, salvo se for realizada em língua estrangeira.

Art 17° - A utilização de profissional contratado por agência de locação de mão-de-obra, obrigará o tomador de serviço solidariamente pelo cumprimento das obrigações legais e contratuais, se caracterizar a tentativa, pelo tomador de serviço, de utilizar a agência para fugir às responsabilidades e obrigações decorrentes desta Lei ou de contrato.



Art 18° - O comparecimento do profissional na hora e no lugar da convocação implica a percepção integral do salário, mesmo que o trabalho não se realize por motivo independente de sua vontade.



Art 19° - O profissional contratado por prazo determinado não poderá rescindir o contrato sem justa causa, sob pena de ser obrigado a indenizar o empregador dos prejuízos que desse fato lhe resultarem.



Parágrafo único - A indenização de que trata este artigo não poderá exceder àquela a que teria direito o empregado em idênticas condições.



Art 20° - Na rescisão sem justa causa, no destrato e na cessação do contrato de trabalho, o empregado poderá ser assistido pelo Sindicato representativo da categoria e, pela Federação respectiva, respeitado o
disposto no artigo 477 da Consolidação das Leis do Trabalho.



Art 21° - A jornada normal de trabalho dos profissionais de que trata esta Lei,
terá nos setores e atividades respectivos, as seguintes durações:



I – Radiodifusão, fotografia e gravação: 6 (seis) horas diárias,
com limitação de 30 (trinta) horas semanais;



II – Cinema, inclusive publicitário, quando em estúdio: 6 (seis) horas diárias;



III – Teatro: a partir da estréia do espetáculo terá a duração das sessões, com 8 (oito) sessões semanais;



IV – Circo e variedades: 6 (seis) horas diárias, com limitação de 36 (trinta e seis) horas semanais;



V – Dublagem: 6 (seis) horas diárias, com limitação de 40 (quarenta) horas semanais.





§ 1° O trabalho prestado além das limitações diárias ou das sessões semanais previstas neste artigo será considerado extraordinário, aplicando-se-lhe o disposto nos artigos 59 a 61 da Consolidação das Leis do Trabalho.




§ 2° A jornada normal será dividida em 2 (dois) turnos, nenhum dos quais poderá exceder de 4 (quatro) horas, respeitado o intervalo previsto na Consolidação das Leis do Trabalho.




§ 3° Nos espetáculos teatrais e circenses, desde de que sua natureza ou tradição o exijam, o intervalo poderá, em benefício do rendimento artístico, ser superior a 2 (duas) horas.





§ 4° Será computado como trabalho efetivo o tempo em que o empregado estiver à disposição do empregador, a contar de sua apresentação no local de trabalho, inclusive o período destinado a ensaios, gravações, dublagem, fotografias, caracterização, e todo aquele que exija a presença do Artista, assim como o destinado à preparação do ambiente, em termos de cenografia, iluminação e
montagem de equipamento.




§ 5° Para o Artista, integrante de elenco teatral, a jornada de trabalho poderá ser de 8 (oito) horas, durante o período de ensaio, respeitado o intervalo previsto na Consolidação das Leis do Trabalho.


Art 22° - Na hipótese de exercício concomitante de funções dentro de uma mesma atividade, será assegurado ao profissional um adicional mínimo de 40% (quarenta por cento), pela função acumulada, tomando-se por base a função melhor remunerada.


Parágrafo único.
É vedada a acumulação de mais de duas funções em decorrência do mesmo contrato de trabalho.



Art 23° - Na hipótese de trabalho executado fora do local constante do contrato de trabalho, correrão à conta do empregador, além do salário, as despesas de transporte e de alimentação e hospedagem, até o respectivo retorno.



Art 24° - É livre a criação interpretativa do Artista e do Técnico em Espetáculos de Diversões, respeitado o texto da obra.



Art 25° - Para contratação de estrangeiro domiciliado no exterior, exigir-se-á prévio recolhimento de importância equivalente a 10% (dez por cento) do valor total do ajuste à Caixa Econômica Federal em nome da entidade sindical da categoria profissional.



Art 26° - O fornecimento de guarda-roupa e demais recursos indispensáveis ao cumprimento das tarefas contratuais será de responsabilidade do empregador.



Art 27° - Nenhum Artista ou Técnico em Espetáculos de Diversões será obrigado a interpretar ou participar de trabalho passível de pôr em risco sua integridade física ou moral.


Art 28° - A contratação de figurante não qualificado profissionalmente, para atuação esporádica, determinada pela necessidade de características artísticas da obra poderá ser feita pela forma da indicação prevista no artigo 8°.


Art 29° - Os filhos dos profissionais de que trata esta Lei, cuja atividade seja itinerante, terão assegurada a transmissão da matrícula e conseqüente vaga nas escolas públicas locais de 1° e 2° Graus, e autorizada nas escolas particulares desses níveis, mediante apresentação de certificado da escola de origem.



Art 30° - Os textos destinados a memorização, juntamente com o roteiro de gravação ou plano de trabalho, deverão ser entregues ao profissional com antecedência mínima de 72 (setenta e duas) horas, em relação ao início dos trabalhos.



Art 31° - Os profissionais de que trata esta Lei têm penhor legal sobre o equipamento e todo o material de propriedade do empregador, utilizado na realização de programa, espetáculo ou produção, pelo valor das obrigações não cumpridas pelo empregador.



Art 32° - É assegurado o direito ao atestado de que trata o item III do artigo 7° ao Artista ou Técnico em Espetáculos de Diversões que, até a data da publicação desta Lei tenha exercido, comprovadamente, a respectiva profissão.



Art 33° - As infrações ao disposto nesta Lei serão punidas com multa de 2 (duas) a 20 (vinte) vezes o maior valor de referência previsto no artigo 2°, parágrafo único, da Lei n° 6.205, de 29 de abril de 1975, calculada à razão de um valor de referência por empregado em situação irregular.



Parágrafo único - Em caso de reincidência, embaraço ou resistência a fiscalização, emprego de artifício ou simultação com o objetivo de fraudar a Lei, a multa será aplicada em seu valor máximo.



Art 34° - O empregador punido na forma do artigo anterior, enquanto não regularizar a situação que deu causa à autuação, e não recolher a multa aplicada, após esgotados os recursos cabíveis, não poderá:



I – receber qualquer benefício, incentivo ou subvenção concedidos por órgãos públicos;



II – obter liberação para exibição de programa, espetáculo, ou produção, pelo órgão ou autoridade competente.



Art 35° - Aplicam-se aos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões as normas da legislação do trabalho, exceto naquilo que for regulado de forma diferente nesta Lei.

Art 36° - O Poder Executivo regulamentará esta Lei no prazo de 60 (sessenta dias) dias a contar da data de sua publicação.

Art. 37° - Esta Lei entrará em vigor no dia 19 de agosto de 1978, revogadas as disposições em contrário, especialmente o art. 35°, o § 2° do art. 480, o parágrafo único do art. 507, e o artigo 509 da Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-lei n° 5.452, de 1943, a Lei n° 101, de 1974, e a Lei n° 301, de 1948.



Brasília, em 24 de maio de 1978; 157° da Independência e 90° da República.

ERNESTO GEISEL – Armando Falcão – Ney Braga Arnaldo Prieto – Euclides Quandt de Oliveira



DECRETO N° 82.385 – DE 05 DE OUTUBRO DE 1978

Regulamenta a Lei n° 6.533, de 24 de maio de 1978, que dispõe sobre as profissões de Artista e de técnico em Espetáculos de Diversões, e dá outras providências.

O Presidente da República, usando da atribuição que lhe confere o art. 81, item III, da Constituição e tendo em vista o disposto no artigo 36 da
Lei n° 6.533, de 24 de maio de 1978,

DECRETA:

Art 1° - O exercício das profissões de Artista e de Técnico em Espetáculos de Diversões é disciplinado pela Lei n° 6.533 de 24 de maio de 1978 e pelo presente regulamento.

Art 2° - Para os efeitos da Lei n° 6.533, de 24 de maio de 1978 é considerado:

I - Artista, o profissional que cria, interpreta ou executa obra de caráter cultural de qualquer natureza para efeito de exibição ou divulgação pública, através de meios de comunicação de massa ou em locais onde se realizam espetáculos de diversões públicas;

II – Técnico em Espetáculos de Diversões, o profissional que, mesmo em caráter auxiliar, participa, individualmente ou em grupo, de atividade profissional ligada diretamente à elaboração, registro,
apresentação ou conservação de programas, espetáculos e produções.

Pagráfo único - As denominações e descrições das funções em que se desdobram as atividades de Artista e de Técnico em Espetáculos de Diversões constam do Quadro anexo a este regulamento

Art 3° - Aplicam-se as disposições da Lei n° 6.533, de 24 de maio de 1978, às pessoas físicas ou jurídicas que tiverem a seu serviço os profissionais definidos no artigo anterior, para realização de espetáculos, programas, produções ou mensagens publicitárias.


Parágrafo único - As pessoas físicas ou jurídicas de que trata este artigo deverão ser previamente inscritas no Ministério do Trabalho



Art 4° - Para inscrições de pessoas físicas ou jurídicas de que trata o artigo anterior é necessário a apresentação de:



I – documento de constituição da firma, com o competente registro na Junta Comercial da localidade em que tenha sede;

II – comprovante de recolhimento da contribuição sindical



III – número de inscrição no Cadastro Geral de Contribuintes do Ministério da Fazenda



Parágrafo único - O Ministério do Trabalho fornecerá, a pedido da empresa, cartão de inscrição que lhe faculte instruir pedido de registro de contrato de trabalho de Artista e Técnico em Espetáculos de Diversões.


Art 5° - Aplicam-se, igualmente, as disposições da Lei n° 6.533, de 24 de maio de 1978, às pessoas físicas ou jurídicas que agenciem colocação de mão-de-obra de Artista e Técnico em Espetáculos de Diversões.



Parágrafo único - Somente as empresas organizadas e registradas no Ministério do Trabalho, nos termos da Lei n° 6.019, de 3 de janeiro de 1974, poderão agenciar colocação de mão-de-obra de Artista e de Técnico em Espetáculos de Diversões.

Art 6° - Não se incluem no disposto neste regulamento os Técnicos em Espetáculos de Diversões que prestam serviços a empresa de radiodifusão.



Art 7° - O exercício das profissões de Artista e de Técnico em Espetáculos de Diversões requer prévio registro na Delegacia Regional do Trabalho do Ministério do Trabalho, o qual terá validade em todo o território nacional



Art 8° - Para registro do Artista ou do Técnico em Espetáculos de Diversões, no Ministério do Trabalho, é necessário a apresentação de:


I – diploma de curso superior de Diretor de Teatro, Coreógrafo, Professor de Arte Dramática, ou outros
cursos semelhantes, reconhecidos na forma da Lei; ou



II – diploma ou certificado correspondente às habilitações profissionais de 2o grau de Ator, Contra-Regra, Cenotécnico, Sonoplasta, ou outros semelhantes, reconhecidos na forma da Lei; ou



III – Atestado de capacitação profissional fornecido pelo Sindicato representativo das categorias profissionais e, subsidiariamente, pela Federação respectiva.



Art 9° - O atestado mencionado no item III do artigo anterior deverá ser requerido pelo interessado, mediante preenchimento de formulário próprio, fornecido pela entidade sindical, e instruído com documentos ou indicações que comprovem sua capacitação profissional.



Art 10° - O sindicato representativo da categoria profissional constituirá Comissões, integradas por profissionais de reconhecidos méritos, às quais caberá emitir parecer sobre os pedidos de atestado de

capacitação profissional.


Art 11° - Os Sindicatos e Federações de empregados, objetivando adotar critérios uniformes para o fornecimento do atestado de capacitação profissional, poderão estabelecer acordos ou convênios entre entidades sindicais, bem como Associações de Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões



Art 12° - As entidades sindicais encarregadas do fornecimento de atestado de capacitação profissional, deverão elaborar instruções contendo requisitos, tais como documentos e provas de aferição de capacidade profissional, necessários para obtenção, pelos interessados, do referido atestado



Parágrafo único - As entidades sindicais enviarão cópias das instruções mencionadas neste artigo, ao Ministério do Trabalho.



Art 13° - A entidade sindical deverá decidir sobre o pedido de atestado de capacitação profissional no prazo de 3 (três) dias úteis, a contar da data em que se completar a apresentação da documentação necessária ou a diligência exigida pela mesma entidade.



Art 14° - Da decisão da entidade sindical que negar fornecimento do atestado de capacitação profissional, caberá recurso para o Ministério do Trabalho, no prazo de 30 (trinta) dias a contar da ciência.



Parágrafo único - Para apreciação do recurso o Ministério do Trabalho solicitará, à entidade sindical, informações sobre as razões da negativa de concessão do atestado.



Art 15° - Poderá ser concedido registro provisório, caso a entidade sindical não se manifeste sobre o atestado de capacitação profissional no prazo mencionado no artigo 13.



Art 16° - O registro de Artista e de Técnico em Espetáculos de Diversões será efetuado pela Delegacia Regional do Trabalho do Ministério do Trabalho, a requerimento do interessado, instruído com os seguintes documentos:



I – diploma, certificado ou atestado mencionado nos itens I, II e III do artigo 8°;



II – Carteira de Trabalho e Previdência Social ou, caso não a possua o interessado, documentos mencionados



no artigo 16, parágrafo único, da Consolidação das Leis do Trabalho.



§ 1° Caso a entidade sindical não forneça o atestado de capacitação profissional no prazo mencionado no artigo 13, o interessado poderá instruir seu pedido de registro com o protocolo de apresentação do requerimento ao Sindicato.



§ 2° Na hipótese prevista no parágrafo anterior o Ministério do Trabalho concederá à entidade sindical prazo não superior a 3 (três) dias úteis para se manifestar sobre o fornecimento do atestado.



Art 17° - O Ministério do Trabalho efetuará registro provisório de Artista e de Técnico em Espetáculos de Diversões, com prazo de validade de 1 (um) ano, sem direito a renovação, com dispensa do atestado de que trata o item III do artigo 8°, mediante indicação conjunta dos sindicatos de empregados e empregadores.



Art 18° - Os critérios de indicação para o registro provisório de que trata o artigo anterior serão estabelecidos por acordo entre os sindicatos e federações dos profissionais e empregadores interessados.



Art 19° - O exercício das profissões de que trata este regulamento exige contrato de trabalho padronizado, nos termos de instruções a serem expedidas pelo Ministério do Trabalho



Art 20° - O contrato de trabalho será visado pelo Sindicato representativo da categoria profissional e, subsidiariamente, pela Federação respectiva, como condição para registro no Ministério do Trabalho até a véspera da sua vigência.

Art 21° - O Sindicato representativo da categoria profissional e, subsidiariamente, a Federação respectiva, verificará a observância da utilização do contrato de trabalho padronizado, de acordo com instruções expedidas pelo Ministério do Trabalho e das cláusulas constantes de convenções Coletivas de Trabalho acaso existentes, como condição para apor o visto no contrato de trabalho.



Art 22° - A entidade sindical deverá visar ou não o contrato de trabalho, no prazo máximo de 2 (dois) dias úteis, a contar da data da sua apresentação, findos os quais ele poderá ser registrado no Ministério
do Trabalho, se faltar a manifestação sindical.



Art 23° - A entidade sindical deverá comunicar à Delegacia Regional do Trabalho do Ministério do Trabalho as razões pelas quais não visou o contrato de trabalho no prazo de 2 (dois) dias úteis.


Art 24° - Da decisão da entidade sindical que negar o visto, caberá recurso para o Ministério do Trabalho no prazo de 30 (trinta) dias contados da ciência.


Art 25° - O contrato de trabalho conterá obrigatoriamente:



I – qualificação das partes contratantes



II – prazo de vigência;



III – natureza da função profissional, com definição das obrigações respectivas;



IV – título do programa, espetáculo ou produção, ainda que provisório, com indicação do personagem nos casos de contrato por tempo determinado;



V – locais onde atuará o contratado, inclusive os opcionais;



VI – jornada de trabalho, com especificação do horário e intervalo de repouso;



VII – remuneração e sua forma de pagamento;



VIII – disposição sobre eventual inclusão do nome do contratado do crédito de apresentação, cartazes, impressos e programas;



IX – dia de folga semanal;



X – ajuste sobre viagens e deslocamentos;



XI – período de realização de trabalhos complementares, inclusive dublagem, quando posteriores à execução do trabalho de interpretação objeto do contrato de trabalho;



XII – número da Carteira de Trabalho e Previdência Social.



Art. 26° - Nos contratos de trabalho por tempo indeterminado deverá constar, ainda, cláusula relativa ao pagamento de adicional, devido em caso de deslocamento para prestação de serviço fora da cidade ajustada no contrato de trabalho.



Art 27° - A cláusula de exclusividade não impedirá o Artista ou Técnico em Espetáculos de Diversões de prestar serviços a outro empregador em atividade diversa da ajustada no contrato de trabalho, desde que
em outro meio de comunicação, e sem que se caracterize prejuízo para o contratante com o qual foi assinada a cláusula de exclusividade.



Art 28° - O registro do contrato de trabalho deverá ser requerido pelo empregador à Delegacia Regional do Trabalho do Ministério do Trabalho



Art 29° - O requerimento do registro deverá ser instruído com os seguintes documentos:



I – 2 (duas) vias do instrumento do contrato de trabalho, visadas pelo Sindicato representativo da categoria profissional e, subsidiariamente, pela Federação respectiva;



II – Carteira de Trabalho e Previdência Social do Artista ou do Técnico em Espetáculos de Diversões contratado e contendo registro nos termos dos artigos 15, 16 ou 17;



III – comprovante da inscrição de que trata o artigo 4°



Art 30° - O empregador poderá utilizar trabalho de profissional, mediante nota contratual, para substituição de Artista ou Técnico em Espetáculos de Diversões, ou para prestação de serviço caracteristicamente eventual, por prazo não superior a 7 (sete) dias consecutivos, vedada a utilização desse mesmo profissional, nos 60 (sessenta) dias subseqüentes, por essa forma, pelo mesmo empregador.



Art 31° - O Ministério do Trabalho expedirá instruções sobre a utilização da nota contratual e aprovará seu modelo.



Art 32° - O contrato de trabalho e a nota contratual serão emitidos com numeração sucessiva e em ordem cronológica.



Parágrafo único - Os documentos de que trata este artigo serão firmados pelo menos em 2 (duas) vias pelo contratado, ficando uma delas em seu poder.



Art 33° - Não será permitida a cessão ou promessa de cessãode direitos autorais e conexos decorrentes da prestação de serviços profissionais.


Art 34° - Os direitos autorais e conexos dos profissionais serão devidos em decorrência de cada exibição da obra.



Art 35° - Não será liberada, pelo órgão federal competente, a exibição da obra ou espetáculo, sem comprovação de ajuste quanto ao valor e à forma do pagamento dos direitos autorais e conexos.



§ 1° No ajuste os Artistas deverão ser representados pelas associações representativas autorizadas a funcionar pelo Conselho Nacional de Direito Autoral.



§ 2° No caso de ajuste direto pelo Artista, sua validade dependerá de prévia homologação pelo Conselho Nacional de Direito Autoral.





§ 3° O Conselho Nacional de Direito Autoral não homologará qualquer ajuste direto que importe em fixar valor de direitos autorais e conexos inferior ao estabelecido em ajuste feito, com o mesmo empregador, através da participação das associações referidas no § 1°.

Art. 36° - Nas mensagens publicitárias filmadas para cinema, televisão ou para serem divulgadas para o público por outros veículos, constará do contrato de trabalho, obrigatoriamente:

I – o nome do produtor, do anunciante e, se houver, da agência de publicidade para quem a mensagem é produzida;



II – o tempo de exploração comercial da mensagem;



III – o produto, a marca, a denominação da empresa, o serviço ou o evento a ser promovido;



IV– os meios de comunicação através dos quais a mensagem será exibida;



V– as praças onde a mensagem será veiculada;



VI– o tempo de duração da mensagem e suas características, devendo ser mencionada eventual variação percentual.



Art 37° - O profissional não poderá recusar-se à auto dublagem, quando couber, o que deve constar do respectivo contrato de trabalho.



Art 38° - Na hipótese de o empregador ou tomador de serviços preferir a dublagem por terceiros, ela só poderá ser feita com autorização, por escrito, do profissional, salvo se for realizada em língua estrangeira.



Art 39° - A utilização de profissional contratado por agência de locação de mão-de-obra obriga o tomador de serviço, solidariamente, pelo cumprimento das obrigações legais e contratuais, se se caracterizar a
tentativa, pelo tomador de serviço, de utilizar a agência para fugir a essas responsabilidades e obrigações.



Art 40° - O comparecimento do profissional na hora e no lugar da convocação implica na percepção integral do salário, mesmo que o trabalho não se ealize por motivos independentes de sua vontade.



Art. 41° - O profissional contratado por prazo determinado não poderá rescindir o contrato de trabalho sem justa causa, sob pena de ser obrigado a indenizar o empregador dos prejuízos que desse fato lhe resultarem.



Art. 42° - A indenização de que trata o artigo anterior não poderá exceder àquela a que teria direito o empregado em idênticas condições.



Art. 43° - Na rescisão sem justa causa, no destrato e na cessação do contrato de trabalho o empregado poderá ser assistido pelo Sindicato representativo da categoria e, subsidiariamente, pela Federação respectiva, respeitado o disposto no artigo 477 da Consolidação das Leis do Trabalho.



Art. 44° - A jornada normal de trabalho dos profissionais de que trata este regulamento terá, nos setores e atividades respectivos, as seguintes durações:



Radiodifusão, fotografia e gravação: 6 (seis) horas diárias, com limitação de 30 (trinta) semanais;



II – Cinema, inclusive publicitário, quando em estúdio: 6 (seis) horas diárias;



III – Teatro: a partir da estréia do espetáculo terá a duração das sessões, com 8 (oito) sessões semanais;



IV – Circo e variedades: 6 (seis) horas diárias, com limitação de 36 (trinta e seis) horas semanais;



V – Dublagem: 6 (seis) horas diárias, com limitação de 40 (quarenta) horas semanais.



§ 1° O trabalho prestado além das limitações diárias ou das sessões semanais previstas neste artigo será considerado extraordinário, aplicando-se-lhe o disposto nos artigos 59 a 61 da Consolidação das Leis do Trabalho.



§ 2° A jornada normal será dividida em 2 (dois) turnos, nenhum dos quais poderá exceder de 4 (quatro) horas, respeitado o intervalo previsto na Consolidação das Leis do Trabalho.



§ 3° Nos espetáculos teatrais e circenses, desde de que sua natureza ou tradição o exijam, o intervalo poderá, em benefício do rendimento artístico, ser superior a 2 (duas) horas.



Art. 45° - Será computado como trabalho efetivo o tempo em que o empregado estiver à disposição do empregador, a contar de sua apresentação no local de trabalho, inclusive o período destinado a ensaios, gravações, dublagens, fotografias, caracterização, e todo aquele que exija a presença do Artista, assim como o destinado à preparação do ambiente, em termos de cenografia, iluminação e montagem de equipamento.



Art. 46° - Para o artista integrante de elenco teatral, a jornada de trabalho poderá ser de 8 (oito) horas, durante o período de ensaio e re-ensaio, respeitado o intervalo previsto na Consolidação das Leis do Trabalho.



Art. 47° - A jornada normal de trabalho do profissional de teatro, a partir da estréia, terá a duração das sessões e abrangerá o tempo destinado à caracterização e todo aquele que exija sua presença para preparação do ambiente.



Art. 48° - Considera-se estúdio para os efeitos do item II do artigo 44°, o palco construído e utilizado exclusivamente para filmagens e gravações, em caráter permanente.



Art. 49° - Na hipótese de exercício concomitante de funções dentro de uma mesma atividade, será assegurado ao profissional um adicional mínimo de 40% (quarenta por cento), pela função acumulada, tomando-se por base a função melhor remunerada.


Art. 50° - É vedada a acumulação de mais de duas funções em decorrência do mesmo contrato de trabalho.



Art. 51° - Na hipótese de trabalho a ser executado fora do local constante do contrato de trabalho, correrão à conta do empregador, além do salário, as despesas de transporte e de alimentação e hospedagem, até o respectivo retorno.



Art. 52° - É livre a criação interpretativa do Artista e do Técnico em Espetáculos de Diversões, respeitado o texto da obra.



Parágrafo único - Considera-se texto da obra, para fins deste artigo, a forma final do roteiro.



Art. 53° - Para contratação de estrangeiro, domiciliado no exterior, exigir-se-á prévio recolhimento de importância equivalente a 10% (dez por cento) do valor total do ajuste à Caixa Econômica Federal em nome da entidade sindical da categoria profissional.



Art. 54° - O fornecimento de guarda-roupa e demaisrecursos indispensáveis ao cumprimento das tarefas
contratuais será de responsabilidade do empregador.



Art. 55° - Nenhum Artista ou Técnico em Espetáculos de Diversões será obrigado a interpretar ou participar de trabalho passível de pôr em risco sua integridade física ou moral.



Art. 56° - A contratação de figurante não qualificado profissionalmente, para atuação esporádica, determinada pela necessidade de características artísticas da obra, poderá ser feita mediante indicação conjunta dos sindicatos de empregados e empregadores.



Art. 57°- Considera-se figurante a pessoa convocada pela produção para se colocar a serviço da empresa, em local e horário determinados, para participar, individual ou coletivamente, como complementação de cena.



Parágrafo único - Não será considerada figurante a pessoa cuja imagem seja registrada por se encontrar,

ocasionalmente, no local utilizado como locação da filmagem.



Art. 58° - Ao figurante não se exigirá prévio registro no Ministério do Trabalho, devendo os originais dos documentos de indicação conjunta permanecerem em poder do empregador e cópias desses mesmos documentos em poder dos sindicatos de empregados e empregadores.



Art. 59° - Os filhos dos profissionais de que trata este regulamento, cuja atividade seja itinerante, terão assegurada a transferência da matrícula e conseqüente vaga nas escolas públicas locais de 1° e 2° graus, e autorizada nas escolas particulares desses níveis, mediante apresentação de certificado da escola de origem.



Art. 60° - Os textos destinados à memorização, juntamente com o roteiro de gravação ou plano de trabalho, deverão ser entregues ao profissional com antecedência mínima de 72 (setenta e duas) horas, em relação ao início dos trabalhos.



Art. 61°- Os profissionais de que trata este regulamento têm penhorlegal sobre o equipamento e todo o material de propriedade do empregador, utilizado na realização de programa, espetáculo ou produção, pelo valor das obrigações não cumpridas pelo empregador.



Art. 62° - É assegurado o direito do atestado de que trata o item III do artigo 8°, ao Artista ou Técnico em Espetáculos de Diversões que, até a data da publicação da Lei n° 6.533, de 24 de maio de 1978, tenha exercido, comprovadamente, a respectiva profissão.



Art. 63° - As infrações ao disposto na Lei n° 6.533, de 24 de maio de 1978 e neste regulamento, serão punidas com multa de 2 (duas) a 20 (vinte) vezes o maior valor de referência previsto no artigo 2°, parágrafo único, da Lei n° 6.205, de 29 de abril de 1975, calculada à razão de um valor de referência por empregado em situação irregular.



§ 1° Em caso de reincidência, embaraço ou resistência à fiscalização, emprego de artifício ou simultação com o objetivo de fraudar a Lei, a multa será aplicada em seu valor máximo.



§ 2° O Ministério do Trabalho expedirá Portaria dispondo sobre a gradação e o recolhimento das multas de que trata este artigo.



§ 3° É competente para aplicar as multas de que trata este artigo o Delegado Regional do Trabalho do Ministério do Trabalho.



Art. 64° - O empregador punido na forma do artigo anterior, enquanto não regularizar a situação que deu causa à autuação, e não recolher a multa aplicada, após esgotados os recursos cabíveis, não poderá:



I– receber qualquer benefício, incentivo ou subvenção concedidos por órgãos públicos;


II – obter liberação para exibição de programa, espetáculo ou produção, pelo órgão ou autoridade competente.



Parágrafo único - Caberá ao Ministério do Trabalho, através da Delegacia Regional do Trabalho, a iniciativa de comunicar ao órgão ou autoridade competente para liberação de programa, espetáculo ou produção, e aos órgãos públicos que concedem benefício, incentivo ou subvenção as pessoas físicas ou jurídicas referidas no artigo 3°, a situação irregular do empregador que não houver regularizado a situação que deu causa à autuação e não houver recolhido a multa aplicada, após esgotados os recursos cabíveis.

Art. 65° - Aplicam-se aos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões as normas da legislação do trabalho exceto naquilo que for regulado de forma diferente na Lei n° 6.533, de 24 de maio de 1978.

Art. 66° - Este Decreto entrará em vigor na data da sua publicação, revogadas as disposições em contrário.



Brasília, DF, em 05 de outubro de 1978; 157° da Independência e 90° da República.

ERNESTO GEISEL – Armando Falcão – Euro Brandão , Arnaldo Prieto – Rômulo Villar Furtado

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Quadro anexo ao Decreto nº 82.385, de 05 de outubro de 1978

TÍTULOS E DESCRIÇÃO DAS FUNÇÕES EM QUE SE
DESDOBRAM AS ATIVIDADES DE ARTISTAS E TÉCNICOS
EM ESPETÁCULOS DE DIVERSÕES

I – ARTES CÊNICAS

Assistente de Coreógrafo - Auxilia e substitui o coreógrafo durante o período de montagem ou remontagem do espetáculo,
em suas tarefas específicas.

Bailarino ou Dançarino - Executa danças através de movimentos coreográficos pré-estabelecidos ou não; ensaia seguindo orientação do Coreógrafo, atuando individualmente ou em conjunto,interpretando papeis principais ou secundários; pode optar pela dança clássica, moderna, contemporânea, folclórica, popular ou shows; pode ministrar aulas de dança em academias ou escolas de dança, reconhecidas pelo Conselho Federal de Educação, obedecidas as condições para registro como professor.

Coreógrafo - Cria obras coreográficas, e/ou movimentações cênicas, utilizando-se de recursos humanos, técnicos e artísticos, a partir de uma idéia básica, valendo-se, para tanto, de música, texto, ou qualquer outro estímulo; estrutura o esquema de trabalho a ser desenvolvido e cria as figuras coreográficas ou seqüências; transmite aos Artistas a forma, a movimentação, o ritmo, a dinâmica ou interpretação, necessários para a execução da obra proposta; pode dedicar-se à preparação corporal de Artistas.

Ensaiador de Dança - Ensaia os movimentos coreográficos com os Bailarinos ou Dançarinos, colocando-os técnica e interpretativamente dentro dos espetáculos.

Maitre de Ballet - Dirige os bailarinos ou dançarinos do corpo de baile, zelando pelo rendimento técnico e artístico do espetáculo; ensaia bailarinos ou dançarinos; remonta coreografias; ministra aulas de dança em uma companhia específica.{

Strip -Teaser - Representa usando a expressão corporal, para transmitir dramaticamente emoções sensuais, ensaiadas ou improvisadas, com ou sem música.
......................................................................................................

DECRETO N° 95.971 – DE 27 DE ABRIL DE 1988

Altera a redação dos arts. 34 e 35 do Decreto nº 82.385, de 05 de outubro de 1978, que regulamenta a Lei nº 6.533 , de 24 de maio de 1978.




O Presidente da república, usando da atribuição que lhe confere o art.81 , item III, da Constituição , e tendo em vista o disposto do art. 36 da Lei 6.533, de 24 de maio de 1978, decreta:

Art. 1º - Os artigos 34 e 35 do Decreto nº 82.385, de o5 de outubro de 1978, passam a vigorar com a seguinte redação

Art. 34º - ......................................................

Parágrafo único - A exibição da obra ou espetáculo depende da autorização do titular dos direitos autorais e conexos

Art. 35º - Nos reajustes relativos ao valor e à forma de pagamento dos direitos autorais e conexos, os Artistas poderão ser representados pelas associações autorizadas a funcionar pelo Conselho Nacional de Direito Autoral

§ 1° No caso de ajuste direto pelo Artista , sua validade dependerá de prévia homologação pelo Conselho Nacional de Direitos Autoral.

§ 2° Não será homologado pelo Conselho Nacional de Direito Autoral ajuste direto que importe em fixar valor de direitos autorais e conexos inferior ao estabelecido em ajuste feito,com o mesmo empregador por emio da participação de associação mencionada acima no caput . "

Art. 2º - Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 27 de abril de 1988; 167º da Independência e 100º da República - José Sarney - Paulo Brossard.

FESTIVAL DE DANÇA DE JOINVILLE

26º Festival de Dança de Joinville -16/07/2008 a 26/07/2008
O Festival


Dentro ou fora do palco, o Festival de Dança de Joinville, é um evento consolidado pela tradição, pelo profissionalismo e pela pluralidade dos participantes. Numa trajetória que em 2008 completa 26 anos, milhares de bailarinos e amantes da dança chegam a Joinville vindos de todo pais e do exterior, com diferentes objetivos:

Concorrer na Mostra Competitiva apresentar-se no Meia Ponta ou Palcos Abertos nas praças, bairros, shoppings e fábricas ou com um foco voltado a atividade didática. O Festival engloba a realização de cursos e oficinas com fins de aperfeiçoamento profissional, workshops gratuitos para os coreógrafos inscritos no evento, seminários de dança, projetos comunitários, palestras, debates, entre outras ações.

Trazer para as noites especiais - Abertura e Gala - espetáculos que sejam montagens completas de balés consagrados ou peças de destaque de outros gêneros de dança e trabalhos de companhias de renome é também uma preocupação do Conselho Artístico e da organização do evento.

Mantido com o apoio de patrocinadores e promovido pelo Instituto Festival de Dança de Joinville, o evento reúne mais de 4,5 mil participantes diretos e atrai público superior a 200 mil pessoas numa média de 170 horas de espetáculos, o que inclusive lhe valeu a citação como o Maior Festival de Dança do Mundo no Guinness Book de 2005.




Noite de Abertura

Noite de Gala

Noite dos Campeões

Mostra Competitiva

Mostra Meia Ponta

Mostra de Dança Contemporânea

Palcos Abertos

Cursos e Oficinas

Seminários de Dança

Feira da Sapatilha

Encontro das Ruas


Visão




Missão




Matéria retirada do site do festival
Direitos reservados e preservados

terça-feira, 6 de maio de 2008

Parabéns a Marcelo Gomes

"Óscares" da Dança atribuídos em Moscovo - um brasileiro entre os premiados

Moscovo, 06 Mai (Lusa) - O bailarino brasileiro Marcelo Gomes, a bailarina espanhola Tamara Rojo e o coreógrafo cubano Fernando Alonso, entre outros, foram hoje galardoados com os prémios Benois, considerados os Óscares da Dança, numa cerimonia realizada no Teatro Bolshoi de Moscovo.

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Tamara Rojo, primeira bailarina do Royal Ballet de Convent Garden (Londres), partilhou o prémio com a italiana Silvia Azzoni, do Hamburgo Ballet, informou a agência noticiosa russa RIA-Novosti.

Entre os bailarinos, além do brasileiro Marcelo Gomes, do American Ballet Theatre, o juri distingiu o cubano Carlos Acosta, também do Convent Garden, pela sua interpretação do papel principal em "Spartacus" no Bolshoi.

Fernando Alonso recebeu um prémio de carreira e na categoria de coreógrafos o Benois foi atribuído a Jean-Christophe Maillot, dos Ballets de Montecarlo.

O júri desta XVI edição dos Óscares da Dança integrava Yuri Grigorovich (presidente, Rússia), Julio Bocca (Argentina), Loipa Araujo (Cuba), Alessandra Ferri (Itália), Asami Maki (Japão), William Whitener (Estados Unidos) e Borís Eifman (Rússia).



Lusa/Fim

© 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.
2008-05-06 19:50:02

domingo, 27 de abril de 2008

FOTOS



FOTOS

Apresentações de Ballet na Virada Cultural


Ana Maria Botafogo











A bailarina Ana Maria Botafogo,abre as apresentações de BALLET na VIRADA CULTURAL.

VIRADA CULTURAL - Domingo



Foto da Cantora Césaria Evora de Cabo Verde


Virada Cultural atrai 4 milhões de pessoas e bate recorde
A quarta edição da Virada Cultural, que acontece até as 18h deste domingo, em São Paulo, já atraiu 4 milhões de pessoas, recorde de público segundo a organização do evento.


Cesária Évora abre Virada Cultural com ritmo de Cabo Verde
A cantora Cesária Évora abriu a Virada Cultural, que reúne 700 atrações em São Paulo das 18h deste sábado às 18h do domingo, no Palco São João. Ela veio de Cabo Verde para mostrar seu ritmo aclamado em diferentes países do globo.


"A Virada se transformou em um grande evento da cultura brasileira. Milhares de brasileiros de várias regiões do País acompanham a nossa Virada fazendo com que São Paulo tenha no turismo um dos principais setores para o seu desenvolvimento", disse o prefeito Gilberto Kassab.

José Mauro Gnaspini, coordenador de programação da Virada, comemorou o sucesso das novidades desta edição: "Está sensacional, mesmo nos locais onde não funcionavam palcos ou atrações programadas havia pessoas caminhando, sentadas em bares ou restaurantes. As pessoas redescobriram o Centro, que virou um grande boulevard".

Os palcos da Avenida São João, o Boteco de Bambas, no Largo Santa Ifigênia e o Rock República foram os mais animados.

Este ano, a virada conta com 26 palcos, contra 13 da edição anterior. O número de atrações também aumentou, de 350 no ano anterior para 800 nesta edição.

Na abertura, às 18h de sábado, no palco São João, a cantora cabo-verdiana Cesária Évora cantou seus sucessos. Na madrugada, o show mais animado foi o de Zé Ramalho.

No Baile do Arouche, pessoas de todas as idades acompanharam os shows de Maria Alcina, que interpretou seu disco de 1974. Também passou por lá o cantor de boleros Roberto Luna.

Muito aplaudida pelo público do palco São João, Gal Costa homenageou a cidade com os sucessos Trem das Onze, de Adoniran Barbosa, e Sampa, de Caetano Veloso.

Domingo
Nesta manhã de domingo, mais de 500 pessoas aguardaram o show Vibrações de Jacob do Bandolim, de Hamilton de Holanda e Danilo Brito, uma hora antes do início.

A apresentação da trupe Teatro Mágico, que mistura música, poesia, teatro e circo, empolgou o público que compareceu ao palco São João, instalado no cruzamento da avenida São João com a rua Aurora.

VIRADA CULTURAL

Grandes Balés Clássicos

sábado, 20h00


onde: Teatro de Dança


(Teatro Itália, Av. Ipiranga, 344 - Subsolo) Apresentação de trechos dos grandes balés clássicos com a “Cia Brasileira de Danças Clássicas” e seus convidados. Inclui trechos de: O Despertar de Flora “Suíte do Ballet” Música: Riccardo Drigo Coreografia: Marius Petipá Adaptação Coreográfica: Jorge Pena Capricho Espanhol “Grand Pas” Música: Jules Massenet Coreografia: Jorge Teixeira *Cia Convidada “ Cia Brasileira de Ballet” – RJ A Bela Adormecida “Cena das Fadas” Música: P.I. Tchaikowsky Coreografia: Marius Petipá Adaptação: Jorge Pena *Cia Convidada “Equilibrium Cia de Dança- SP” O Lago Dos Cisnes “Grand Pas de Deux do III ato” Música: P.I. Tchaikowsky Coreografia : Marius Petipá Suite em Blanc “ Pas de Deux” Música: Eduardo Lalo Coreografia: Serge Lifar Grand Pas de Deux Classique Música: Daniel Auber Coreografia: Vitor Gsowsky O Oceano e as Pérolas Música: Cesare Pugni Coreografia: Marius Petipá Esmeralda “Grand Pas de Deux” Música: Riccardo Drigo Coreografia: Jules Perrot *Cia Convidada “Cia Brasileira de Ballet” – RJ Lago dos Cisnes “Pequenos Cisnes” Música: P.I. Tchaikowsky Coreografia: Lev Ivanov La Fille Mal Gardeé “ Pas de Deux” Música: Eduard Hertel Coreografia: Alicia Alonso Intermezzo Música: J. S. Bach Coreografia: Guivalde de Almeida Scéne de Danse Músicas: J. Massenet, Jacques Offenbach, Leo Delibes Coreografia: Guivalde de Almeida Giselle “Pas de Deux” Música: Adolf Adam Coreografia: Jules Perrot La Bayadere “Pas de Deux” Música: Leon Minkus Coreografia: Marius Petipá Pas de Trois Música: NN Coreografia: Jhean Allex Suíte do Ballet “Don Quixote” Música: Leon Minkus Coreografia: Marius Petipá Adaptação Coreografia: Guivalde de Almeida

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Amanhã tem mais!



http://viradacultural.blip.tv/#747374

quarta-feira, 26 de março de 2008

RUSSIAN STATE BALLET






Maravilha de espetáculo!
Técnica perfeita,cenário,som,figurino.
Ainda estou com as mãos doendo,de tanto aplaudir.
Foi maravilhoso!

RUSSIAN STATE BALLET

Russian Ballet State chega ao Brasil para se apresentar em 5 capitais


Pela Gráfica

14/03/2008



Considerada uma das mais respeitadas companhias de dança na Rússia, o Russian State Ballet chega ao Brasil para apresentar, em cinco capitais brasileiras, um espetáculo com os grandes momentos da dança clássica mundial.



Criada há cerca de 30 anos e transformada neste período em uma das principais companhias de dança da Rússia, berço do balé internacional, o Russian State Ballet chega ao Brasil para uma turnê por cinco capitais no final de março e início de abril. No palco, uma noite mágica para os aficionados da dança: a companhia apresentará para o público brasileiro uma Noite de Gala, reunindo no programa grandes momentos do balé clássico, com trechos de obras-primas consagradas em todo o mundo, como o "Lago dos Cisnes", "O Corsário", "Don Quixote", "Sherazade", entre outros.



A turnê brasileira do Russian State Ballet, com o espetáculo "Jóias do Balé Russo", inicia-se por São Paulo - eles se apresentam no dia 25 de março no Via Funchal. Depois é a vez de Belo Horizonte, com uma apresentação no Palácio das Artes, no dia 26 de março. A terceira etapa da turnê nacional será o Rio de Janeiro, onde a companhia fará duas apresentações, no Theatro Municipal, nos dias 28 e 30 de março. Depois eles seguem para Curitiba, onde se apresentam no Teatro Positivo no dia 02 de abril. O encerramento da turnê pelo Brasil acontece em Brasília, com duas apresentações nos dias 03 e 04 de abril na Sala Villa Lobos do Teatro Nacional Cláudio Santoro.



A turnê brasileira do Russian State Ballet é uma realização da DellArte Soluções Culturais, que tem marcado a cena cultural brasileira com a realização de grandes espetáculos de música clássica, óperas e balés. Em seus 26 anos de atividade, firmou-se como uma das principais empresas promotoras de evento da América Latina. A empresa apresenta hoje um dos mais sólidos e significativos portfólios de realizações artísticas da América do Sul, com estrelas do porte de Luciano Pavarotti, Jessye Norman, José Carreras, Plácido Domingo, Kiri Te Kanawa, Lorin Maazel, Daniel Baremboim, Simon Rattle, Kurt Mazur, Evgeny Kissin, Max Vengerov, Martha Argerich, Kirov Ballet, Ballet Bolshoi, Ballet da Ópera de Paris, New York City Ballet, New York Philharmonic Orchestra, Maurice Béjart, Antonio Gades, Sinfônica de Berlim, Filârmonica de Viena, MOMIX, Mitslav Rostropovich, Tereza Berganza, Monserrat Caballé, entre centenas de outras atrações.






Russian State Ballet






Com quase trinta anos de história, o Russian State Ballet se mantém como uma das principais companhias de balé do país. O repertório inclui obras-primas do mundo do balé clássico e o melhor das coreografias modernas e contemporâneas. A meta principal do Russian State Ballet é preservar a herança da coreografia russa e da Europa ocidental, paralelamente à busca de novas formas de dança.



O Russian State Ballet é internacionalmente reconhecido como uma companhia de ponta. Ele recebeu numerosos prêmios, entre os quais o Ingresso de Ouro, por um público de mais de 100 mil pessoas que compareceram às apresentações da companhia ao longo de dois meses de turnê na Alemanha; e a Performance Mais Grandiosa do Ano, da Associação de Empresários da Europa Ocidental, que consideraram o Ballet Estatal Russo a "Melhor Companhia de Balé do Ano".



O sonho de Irina Tichomirova, primeira-bailarina do Ballet Bolshoi e diretora da Sociedade Filarmônica de Moscou, era criar o Russian State Ballet. Ela já contava 62 anos quando viu seu sonho tornar-se realidade em 1979. Astros talentosos dos prestigiosos balés Bolshoi, Kirov e Stanislavski reuniram-se para assumir o desafio do projeto: formar um conjunto itinerante da mais alta qualidade, que lançaria em forma de dança, nos corações do público de todo o mundo, a mensagem do balé russo.



Sob a liderança do astro e coreógrafo do Bolshoi Viatcheslav Gordeev, o Russian State Ballet foi moldado no mais elevado grau de expressão artística e controle corporal de que se pode desfrutar hoje.



Desde uma turnê aos Estados Unidos empreendida em 1987, que contou com a presença do ex-presidente Ronald Reagan na platéia, a companhia embarcou em uma série de turnês internacionais em redor do mundo, que a levaram ao México, Taiwan, República Popular da China, Grã-Bretanha, Austrália, Irlanda e Oriente Médio. Atualmente a companhia realiza apresentações anuais na Europa, tendo-se tornado parte integrante da temporada de Natal de vários países, inclusive a Alemanha. Muitas cidades dos Estados Unidos, França e México elegeram os bailarinos do Russian State Ballet como cidadãos honorários, sendo que o povo de Nova Orleans tem agora um novo feriado: o "Dia do Russian State Ballet"!



Com seus cinqüenta solistas, entre os quais se encontram vários laureados em concursos nacionais e internacionais de balé, o Russian State Ballet é, ao lado dos balés Kirov e Bolshoi, a mais famosa companhia de balé da Rússia. Até Mikhail Gorbachev, como grande admirador e incentivador do Russian State Ballet, atuou como patrocinador de algumas de suas turnês.



Site Oficial: http://www.russballet.ru/






Viacheslav Gordeev, diretor artístico



Bailarino, mestre-de-balé e coreógrafo, nasceu em Moscou em 1948. Concluiu a Escola Acadêmica de Coreografia na capital russa. Ente 1969 e 1984 atuou no Ballet Bolshoi, sendo hoje um dos mais brilhantes representantes da escola moscovita de balé. Desde muito jovem suas atuações despertaram a admiração do público. Entre seus principais papéis destacam-se os de Arlequim (O Quebra-nozes), Basílio (Don Quixote), Príncipe (O Quebra-nozes), Albrecht (Giselle), os papéis-título em Spartacus e Ícaro e Romeu (Romeu e Julieta).



De uma turma de seiscentos aspirantes, Viacheslav Gordeev foi um dos três candidatos aceitos para cursar o Colégio de Coreografia. Dos três foi o único a adquirir projeção internacional. No Bolshoi teve a sorte de ensaiar sob a direção de nomes consagrados como Galina Ulanova e Marina Semionova. A partir de sua estréia na companhia, no papel de Arlequim de O Quebra-nozes, conquistou público e crítica tornando-se, em pouco tempo, um dos maiores astros do Bolshoi.



Gordeev conquistou o segundo prêmio no Concurso Russo de Artistas de Balé de 1972 (Moscou) e o primeiro prêmio do Concurso Internacional de balé de 1973 (Moscou). Em 1984 recebeu o título de Artista do Povo da União Soviética. Em 1983 concluiu o curso de jornalista na Universidade Lomonosov de Moscou e em 1987 o de coreógrafo no Instituto Estatal de Arte Teatral (GITIS). Entre 1995 e 1997 foi diretor artístico do corpo de baile do Teatro Bolshoi. Assinou a remontagem tanto de obras clássicas de balé como de composições e arranjos coreográficos.



É o criador, diretor artístico e diretor geral do Russian State Ballet de Moscou. Graças à sua atividade nos quase trinta anos de existência da companhia, tornou-se um dos maiores expoentes da dança clássica do país. Gordeev recebeu o título de "Melhor Coreógrafo" (1992), outorgado pelo Associação de Empresários Europeus. Desde 1999 é o representante oficial da Fundação Rudolf Nureyev na Rússia e países da CEI. Na temporada de 1998-99 dirigiu uma remontagem bastante original do balé A Bela Adormecida, de Tchaikovsky, que obteve retumbante sucesso não só em Moscou, como nos palcos mais importantes da Noruega, Suécia, Irlanda e Alemanha (temporada 1999-2000). É também o autor de uma nova remontagem de Cinderela.




Programa


Parte I



1. O Lago dos Cisnes - Adagio

Música: Piotr Ilyich. Tchaikovsky - Coreografia: Lev Ivanov

Bailarinos: Maia Ivanova, Maxim Fomin e artistas do Ballet Estatal Russo



2. O Quebra-nozes - Pas de deux

Música: Piotr Ilyich Tchaikovsky - Coreografia: Vasili Vainonen

Bailarinos: Tatiana Bolotova e Konstantin Teliatnikov



3. O Descanso da Cavalaria - Cena

Música: I. Armsgueimer - Coreografia: Marius Petipa

Bailarinos: D. Zhdanova, K. Averin, A. Kosinov, Dmitri Kotermin e membros do corpo de baile masculino do Ballet Estatal Russo



4. Pas de quatre

Música: Cesare Pugni - Coreografia: A. Dolin

Bailarinos: Tatiana Bolotova, Anna Scherbakova, Natalia Antonovich, Maia Ivanova



5. La Bayadère - Dança hindu

Música: Ludwig Minkus - Coreografia: Marius Petipa

Bailarinos: Svetlana Ustiuzhaninova, Vladimir Mineiev, D. Muravínets e membros do corpo de baile masculino do Ballet Estatal Russo



6. A Morte do Cisne

Música: Camille Saint-Saëns - Coreografia: Mikhail Fokine

Bailairina: Maia Ivanova



7. O Teatro de Karabás

Música: Johann Strauss - Coreografia: Viacheslav Gordeev

Bailarinos: M. Gladísheva, K. Averin, Konstantin Teliatnikov e artistas do Ballet Estatal Russo



Parte II



1. La Esmeralda - Pas de six

Música: Riccardo Drigo - Coreografia: Marius Petipa

Bailarinos: Svetlana Ustiuzháninova, K. Marikin e artistas do Ballet Estatal Russo



2. A Amapola da Califórnia

Música: Piotr Ilyich Tchaikovsky - Coreografia: Anna Pavlova

Bailarina: Anna Scherbakova



3. O Corsário - Pas de deux

Música: Príncipe Oldenburg - Coreografia: Marius Petipa

Bailarinos: Maia Ivanova y A. Kósinov



4. A Dama e o Vagabundo - Cena

Música: Dmitri Shostakovich

Bailarinos: Tatiana Bolotova e Vladimir Mineiev



5. O Diabo Coxo - Kachucha

Música popular andaluza - Coreografia: Fani Elsler

Bailarina: Natalia Antonovich



6. O Cavalo Corcunda - Pas de trois "O Oceano e a Pérola"

Música: Cesare Pugni - Coreografia: Alexander Gorski

Bailarinos: Yu. Sidorova, Natalia Antonovich e Dmitri Kotermin



7. Schéhérazade - Adagio

Música: Nicolai Rimsky-Korsakov - Coreografia: Mikhail Fokine

Bailarinos: Svetlana Ustiuzhaninova e Maxim Fomin



8. O Carnaval de Veneza - Grand Pas

Música: Cesare Pugni - Coreografia: Marius Petipa

Bailarinos: Tatitana Bolotova, Anton Gueiker e artistas do Ballet Estatal Russo



9. Melodia de Amor - Um souvenir para os espectadores

Música popular argentina em arranjo de D. Last - Coreografia: Viacheslav Gordeev

Bailarinos Anna Scherbakova e Anton Gueiker



10. Final

Todos os artistas