Vitor e Guilherme Menezes

Gêmeos brasileiros fazem sucesso dançando balé em Londres.



De São Bernardo do Campo para Londres. De Londres para China, Cingapura, Colômbia, México, Espanha.... "A gente vai dar uma volta pelo mundo dançando por aí", diz o bailarino Guilherme Menezes, de 22 anos. Referindo-se a ele e ao irmão.


O sonho de integrar uma das companhias de balé mais importantes da Inglaterra, o English National Ballet.
No mês que vem, eles saem em turnê mundial após participar, em Londres, do Quebra-Nozes, espetáculo tradicional na época natalina, e, em janeiro, do Lago dos Cisnes.
Mas qual a vantagem de ter dois bailarinos iguais no palco? "É o que faz a gente mais especial. O jeito que a gente dança é bem parecido. No balé, que é uma coisa bem simétrica, tem sempre duas linhas no palco, são duas pessoas dançando ao mesmo tempo. E, para o diretor de uma companhia, conseguir ter duas pessoas que - ainda mais quando a gente está no palco - são exatamente iguais é um grande ponto a favor", explica Guilherme.
Os meninos começaram a dançar aos oito anos. Durante a infância, a mãe deles costumava tocar música clássica para as crianças. Os dois começaram a trabalhar o lado artístico em aulas de atuação.
"A gente adorava teatro, mas atuação ainda não era exatamente o que estávamos procurando. Um dia uma vizinha que fazia balé nos convidou para assistir a um espetáculo dela e, quando a gente assistiu, a gente se apaixonou", conta Vitor.
Os dois eram os únicos homens na aula de balé. Eles dizem que gostavam tanto que não se importavam muito com o preconceito - mas, na escola, costumavam fingir para os colegas que faziam uma outra atividade.
Aos 16 anos, fizeram um teste na escola do English National Ballet e receberam uma bolsa integral para estudar em Londres.
'Portunhol' em Londres
Os irmãos chegaram à capital britânica sozinhos, sem falar uma palavra de inglês. Precisaram de ajuda de uma tradutora para passar pela imigração - mas, como não havia tradutora para o português, tiveram que se virar no "portunhol", pois a funcionária só falava castelhano.
Mas, em Londres, a "linguagem universal" da dança ajudou. Os passos de balé têm nomes em francês e, além disso, dançar é uma forma de comunicação sem palavras.
No início, falar com a família também era difícil: sem telefone nem computador, só conversavam com os pais por email.
Mas com o tempo aprenderam inglês e se adaptaram a Londres. Completaram os três anos de formação na escola de balé e depois disso receberam a oferta para continuar na companhia. "Foi um dos momentos mais felizes da nossa vida", diz Vitor.
Os irmãos dizem que ficar juntos não foi intencional, mas acham que os pais não teriam deixado que viajassem se estivessem sozinhos.
"Mas eles sempre acharam que, algum momento da nossa vida, a gente ia acabar indo por caminhos diferentes. Por incrível que pareça, até agora a gente sempre faz nossos planos juntos. É uma vida inteira dançando junto", conta Guilherme.
E é assim, juntos, que os dois pretendem, no futuro, voltar para o Brasil. "Queremos passar todos os ensinamentos que aprendemos para quem está no Brasil", diz Guilherme.
Vitor e Guilherme de Menezes .












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