Nuevo Ballet Español apresenta a essência do flamenco

Castanholas, palmas ritmadas, guitarra e sapateado. Estes são alguns dos principais elementos do flamenco, cartão-postal da cultura espanhola, presentes no espetáculo Cambio de Tercio, que será apresentado sábado, 29, às 21 horas, na sala principal do Teatro Castro Alves. O Nuevo Ballet Español, uma das mais modernas e inovadoras companhias de dança do novo cenário espanhol, é comandada pelos coreógrafos e bailarinos madrilenhos Ángel Rojas e Carlos Rodríguez, que sobem ao palco acompanhados de quatro dançarinas e seis músicos. O espetáculo é composto por dez quadros de diferentes durações, que exibem diversos bailes desta dança espanhola: cantiñas, sevilhanas, fandangos, rumbas, bamberas, bulerias, tanguillos e seguidillas. "Há mais de 20 anos fazemos pesquisas no campo da dança, mas neste espetáculo não fizemos nenhuma mescla de estilos. O que está em cena é o flamenco tradicional em sua essência", conta Rojas. Segundo o artista, o que há de contemporâneo em Cambio de Tercio é o conceito. "Os músicos não estão dispostos de forma estática. Eles se movem conosco o tempo todo, de acordo com a coreografia. É isto que atualiza a concepção cênica e a torna fresca". Para ele, outra parte que ratifica este aspecto é o momento em que o público pode ver a troca de figurino dos dançarinos. "Isto mostra a transformação da pessoa em artista. Enquanto no palco se desenrola um quadro, o público acompanha a troca de vestuário. Fazemos isso para que o vejam. Para que seja real". Em turnê pelo mundo desde 2009, o espetáculo é dividido em três partes, com solos, duetos e ensembles, que mostram a trajetória do flamenco dos anos 1950 até os dias de hoje. "É um registro da estética, da dança e de tudo que a compõe", afirma Rojas. Cambio A expressão cambio de tercio vem do mundo das touradas e se refere à mudança entre as três fases distintas da luta do toureiro com o touro. No espetáculo, seu significado está atrelado a uma mudança de momento, uma nova etapa: a evolução dos coreógrafos Rojas e Rodríguez, que se afastaram das primeiras criações, muito focadas na energia e sensualidade da dança. "Para nós é uma mudança, um início de etapa diferente. Depois de 17 anos como coreógrafos, chegamos a uma fase de maturidade muito interessante e também assumimos o lugar de professores, o que nos permite combinar a parte mais tradicional de nossa arte com novas formas de movimento", resume Rojas. Os caminhos de Rojas e Rodríguez se cruzaram em 1994, quando receberam o prêmio de Melhor Bailarino Revelação do Concurso Nacional de Coreografia e passaram a integrar, como solistas, a companhia de José Antonio Ruiz, os "Ballets Españoles". Em 1995, eles fundaram o Nuevo Ballet Español e desde então tiveram o trabalho reconhecido por diversos prêmios, como o prêmio UP de Dança para Melhor Companhia de Dança Espanhola e Flamenco (2000), prêmio para Melhor Espetáculo Musical do Ano (Don Juan, 2004), entre outros.
(Fonte Terra. com)

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