ROBERTO GUTIERREZ: DE ANTOFAGASTA PARA LISBOA




(imagem by WestSideStory)


Roberto Gutierrez, nasceu no Chile, na cidade nortenha de Antofagasta, junto ao deserto de Atacama.
Veio de Madrid para Lisboa, em 1988, em busca de trabalho. Mas não só. Veio conhecer o nosso país porque tinha cá um amigo, Rodrigo Pasten, que era bailarino na Companhia Nacional de Bailado (CNB).
Começou por fazer aulas na CNB e partipar em alguns espectáculos mas como não lhe deram um contrato em tempo útil foi dançar no Casino Estoril.
“O meu primeiro espectáculo foi 'Showperman', em que se apresentava José Luís Mosqueira, um actor espanhol que já conhecia de Madrid. Durante os próximos três anos fiz mais três produções. Era um trabalho relativamente fácil. Era quase como estar permanentemente de férias em Cascais pois só se trabalhava à noite. O maior problema era ter que levantar as bailarinas, que eram todos inglesas, de 1,90m de altura”.
Durante esse período participou em espectáculos televisivos tais como “Jogos Sem Fronteiras”, “Parabéns” (do Herman José), “Pisca Pisca” e outros.
Depois de viver na Costa do Estoril mudou-se para Lisboa para trabalhar com Filipe la Féria na sua “revista televisiva” “Grande Noite”. Seguiu-se “Madita Cocaína”, também de la Féria e “Um, Dois, Três” e “Cabaret”, para a RTP.
“De seguida comecei a trabalhar mais em dança. Fiz espectáculos didácticos no Teatro Maria Matos e no Auditório Municipal Eunice Muñoz, em Oeiras, durante vários anos. Também participei em algumas produções de danças barrocas, com produção de Vicente Trindade para a sua Academia de Dança Antiga. Nessa época participei no filme 'El Perro del Hortelano' e em muitos outros programas d e televisão e fiz alguma publicidade”
Em 1999 Roberto acabaria por entrar num grupo português, a Companhia de Dança do Tejo, que durou apenas um ano.
“Todas as coreografias eram asisnadas pelo director Vitor Linhares. Era um trabalho contemporêneo e com uma certa exigência que me deu prazer fazer, enquanto não voltei para a televisão que é um trabalho mais comercial”
Estava quase a acabar o curso de auxiliar de acção médica, no Hospital de S. José, quando surgiu a “Operação Triunfo” e voltou para a RTP. Em 2005 participou no musical de Rita Ribeiro “Concerto Para Dois” que esteve em cena no antigo Cinema Roma.
Durante anos fez muita figuração e dançou em muitas óperas no Teatro Nacional de S. Carlos, designadamente, “Rigoletto”, “O Barbeiro de Sevilha”, “O Baile de Máscaras”, “Stiffelio”, “O Nariz”, “Madama Butterfly” e outras.
“Durante os ensaios de 'O Barbeiro de Sevilha' conheci o encenador espanhol Emilio Sagi, de quem me tornei amigo. Como havia falta de trabalho em Lisboa ele convidou-me a ir a Paris para audicionar para uma nova produção da opereta 'O cantor do México' no Teatro do Chatelêt. Entrei como bailarino ao lado da famosa Rossy de Palma e da princesa Clotilde Courau”.


Com Rossy de Palma, no "Cantor do México", no Teatro do Chatelêt em Paris
“O meu primeiro espectáculo foi 'Showperman', em que se apresentava José Luís Mosqueira, um actor espanhol que já conhecia de Madrid. Durante os próximos três anos fiz mais três produções. Era um trabalho relativamente fácil. Era quase como estar permanentemente de férias em Cascais pois só se trabalhava à noite. O maior problema era ter que levantar as bailarinas, que eram todos inglesas, de 1,90m de altura”.
Durante esse período participou em espectáculos televisivos tais como “Jogos Sem Fronteiras”, “Parabéns” (do Herman José), “Pisca Pisca” e outros.
Depois de viver na Costa do Estoril mudou-se para Lisboa para trabalhar com Filipe la Féria na sua “revista televisiva” “Grande Noite”. Seguiu-se “Madita Cocaína”, também de la Féria e “Um, Dois, Três” e “Cabaret”, para a RTP.
“De seguida comecei a trabalhar mais em dança. Fiz espectáculos didácticos no Teatro Maria Matos e no Auditório Municipal Eunice Muñoz, em Oeiras, durante vários anos. Também participei em algumas produções de danças barrocas, com produção de Vicente Trindade para a sua Academia de Dança Antiga. Nessa época participei no filme 'El Perro del Hortelano' e em muitos outros programas d e televisão e fiz alguma publicidade”.

Em 1999 Roberto acabaria por entrar num grupo português, a Companhia de Dança do Tejo, que durou apenas um ano.
“Todas as coreografias eram asisnadas pelo director Vitor Linhares. Era um trabalho contemporêneo e com uma certa exigência que me deu prazer fazer, enquanto não voltei para a televisão que é um trabalho mais comercial”
Estava quase a acabar o curso de auxiliar de acção médica, no Hospital de S. José, quando surgiu a “Operação Triunfo” e voltou para a RTP. Em 2005 participou no musical de Rita Ribeiro “Concerto Para Dois” que esteve em cena no antigo Cinema Roma.
Durante anos fez muita figuração e dançou em muitas óperas no Teatro Nacional de S. Carlos, designadamente, “Rigoletto”, “O Barbeiro de Sevilha”, “O Baile de Máscaras”, “Stiffelio”, “O Nariz”, “Madama Butterfly” e outras.
“Durante os ensaios de 'O Barbeiro de Sevilha' conheci o encenador espanhol Emilio Sagi, de quem me tornei amigo. Como havia falta de trabalho em Lisboa ele convidou-me a ir a Paris para audicionar para uma nova produção da opereta 'O cantor do México' no Teatro do Chatelêt. Entrei como bailarino ao lado da famosa Rossy de Palma e da princesa Clotilde Courau”.

Roberto ao lado de Ute Lemper no telefilme "Aureliènne"

De volta a Lisboa foi contratado pelo Teatro Aberto para o musical “Sweeney Todd”, em co-produção com o teatro D. Maria II.
“Andei a ensaiar durante várias semanas mas, num ensaio, ao escorregar depois de ser 'degolado' na cadeira onde o Sweeney Todd despachava as suas vítimas, aleijei-me devido a uma falha técnica no equipamento. Tive um problema grave nos ligamentos internos do joelho esquerdo e acabei de baixa um mês e meio antes de começar no Jesus Cristo Superstar. Havia uns 12 anos que não trabalhava com o Filipe la Féria e gostei de ter voltado pois encontrei outra geração de artistas no Politeama com outra postura e uma mentalidade mais aberta”.
Depois deste musical voltou a Madrid para um contrato de cinco meses com o Teatro de la Zarzuela.
“Não é fácil entrar naquela casa. Dancei em 'La Generala', outra produção de Emílio Sagi. Adorei partcipar naquela belíssima produção. No segundo acto tinha um carrousel lindíssmo em cena em tamanho real com umas cores espectaculares”.
Ainda em Madrid, dançou “Barbeiro de Sevilha” no Teatro Real, tendo depois voltado a Lisboa e audicionado para o musical de Filipe la Féria, “West Side Story”, como bailarino e cantor.
“Actualmente estou a investir no canto pois prefiro trabalhar em musicais. E como pinto desde criança - quando estive em Paris redescobri esse meu talento - gostaria, no futuro, de estudar pintura aqui em Portugal.
Quando estudei na Universidade do Chile, em Santiago, fiz uma cadeira de desenho mas, hoje, gostaria de aprofundar essa arte.

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