Vestuário







A história do costume começou a ser documentada para a posteridade nas pinturas murais dos egípcios, assim como nos vasos gregos e na estatuária greco-romana. Como documentos do vestuário, ficaram da Idade Média as iluminuras dos manuscritos, da Renascença as pinturas famosas, até à supremacia da corte francesa com Luís XIV e Luís XV, quando a moda universal começou a ser ditada em Paris.

Assim a moda e seu estilo exprimem a maneira de viver de uma época, influenciando todas as artes e até a economia política das nações.

A moda sempre foi determinada pelas classes de maior poder aquisitivo variando nas grandes cidades como Paris, Nova Iorque, Roma ou Londres, de acordo com a evolução artística, política e econômica.

No final do século XVII é que as primeiras gravuras e jornais de moda foram editados: o Monumento do Costume, de Moreau le Jeune, publicado em duas séries em 1777 e 1783, no tempo de Luís XVI, tornou-se um documentário de grande valor para esta época.

Os figurinistas de teatro e bailado sempre se inspiraram nos estilos e na moda de diversas épocas ou diferentes países, para criar os costumes de seus personagens. Na Inglaterra, os mais famosos são Cecil Beaton e Oliver Messel e, na França, Christian Bérard e Antoni Clavé.

O artista que cria figurinos para bailados deve ter conhecimento de história, arte, estilo das cores e do material a serem usados. Precisa também saber que o corpo humano já é um desenho básico para a criação do coreógrafo. Os figurinos devem acentuar as linhas do corpo com a maior elegância e simplicidade possível, dentro da síntese de um estilo, respeitando os movimentos do bailarino, sendo inspirados na música e na coreografia, completando o trabalho visual e plástico do coreógrafo.

O ideal é que o cenógrafo crie, ao mesmo tempo, os cenários e figurinos, para conseguir maior unidade e bom gosto no trabalho artístico, pois o cenário servirá de fundo para os figurinos que devem ter maior destaque para que seja valorizada a figura humana do bailarino-intérprete.A História do figurino no Ballet Clássico está documentada através das 15 revoluções ocorridas na moda, que influenciaram todas as artes e até a economia política e social das nações.

Grandes bailarinas tiveram parte nas evoluções dos trajes de ballet, dentre estas, as mais conhecidas são:
Marie Taglioni (1804-1884), Fanny Elssler (1810 - 1884)
e Tamara Karsavina (1885 - 1951). Foram estas que com seus "tutus" românticos (vestidos longos) invadiram os palcos do mundo, mostrando ao público sua técnica, graça e beleza cênica.
Grandes figurinistas da época inspiraram-se em pintores famosos para confeccionarem suas obras.

Também grandes pintores divulgaram sua arte trabalhando para a dança.
Dentre estes, podemos citar como exemplos:
* "As Damas de Bom Humor", com cenários e figurinos de Pablo Picasso (1917).
* "O Canto do Rouxinol", com cenários e figurinos de Matisse (1920).
* "The Beach", com cenários e figurinos de Miró (1933).
* "Labirinto", com cenários e figurinos de Salvador Dali (1941).
* "Aleko", com cenários e figurinos de Chagall (1942).

Também figurinistas brasileiros contribuíram com suas criações para a dança, tais como: Nilson Rena, Fernando Pamplona, Anísio Medeiros, e outros.
O artista que cria figurinos para ballet deve ter conhecimentos de dança.
Também é necessário conhecer histórias da arte, bem como épocas, estilos, cores, formas, tipos físicos e pigmentação de pele.
Só assim poderão criar um traje respeitando os movimentos do bailarino e as idéias do coreógrafo. É importante que o figurinista trabalhe em conjunto com o cenógrafo e iluminador, para um maior entrosamento e bom gosto, pois o cenário servirá de fundo para o figurino, que deve ter maior destaque, valorizando assim a figura humana do bailarino.

Todo ballet de repertório romântico é dançado com vestidos longos ("tutu" romântico), este é feito de filó ou tule com saias cortadas em godê ou franzidas, o comprimento do "tutu" deve ser 30 a 35cm do chão, variando com o tipo de dança e físico da bailarina.

Ballets dançados com "tutus" românticos:
Giselle, Les Sylphides, O Espectro da Rosa, Pas de Quatre, e outros.
O "tutu" clássico (prato) é feito de tule e filó, esta saia tem como comprimento de 29 a 32cm dependendo da altura da pessoa. Os corpetes de ambos são geralmente de veludo.

Ballets dançados com "tutus" prato:
O Lago dos Cisnes (2o ato), Dom Quixote, A Bela Adormecida, La Bayadére, e outros.
Os trajes de Ballet devem ser confeccionados através de muita pesquisa.

Fonte: Revista Você e a Dança mai/jun/97- por Carlos Aguero






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